quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Vídeo 360 graus

Veja este vídeo em 360 graus! Clique no botão de "play", espere carregar e, então, você pode mover o mouse (com o botão pressionado) sobre o vídeo, para vê-lo nos vários ângulos.

Se você gostou, dê uma olhada neste site, que tem inclusive streaming ao vivo, em 360 graus.


CLICK the play button. Then CLICK and DRAG on the video screen to pan across the 360° view.

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segunda-feira, 3 de setembro de 2007

RSS, que diabos é isso?

Recomendo o vídeo abaixo que explica de modo didático o que é RSS:

\


Para auxiliar, também também veja este artigo.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Energia magnética

Parece ficção, mas se for verdade será a energia do futuro.

Motor de energia magnética


Uma moto em fase de testes que utiliza este princípio

terça-feira, 31 de julho de 2007

RO x RW

TELECOTRECO
o
único
"READ ONLY"
blog
do
planeta!


segunda-feira, 9 de julho de 2007

TIM Web Móvel

Depois de um recesso volto a postar, pois achei muito legal o "ovo cozido" que a TIM está lançando (veja foto).

Trata-se de um modem USB. O que mais gostei é o fato de que ele vem com drivers para Windows, Linux e Mac. Nunca tinha visto uma operadora lançar aqui no Brasil algo para os diferentes sistemas operacionais! E, como sou um usuário de Mac, isso vem bem a calhar!

O plano de 1 Gb custa R$ 49,90 nos primeiros 6 meses, com modem grátis (depois, o preço aumenta, pelos próximos 12 meses, no plano de fidelidade). Além do preço, ainda elevado, o problema é saber em quanto tempo chegamos a gastar 1 Giga!(???). Melhor seria se eles oferecessem um aplano ilimitado, como no Vivo ZAP.

Estive na loja da TIM do Park Shopping Barigui, para ver o "ovo cozido".

Eles receberam 20 unidades, mas elas foram TODAS VENDIDAS logo no PRIMEIRO DIA.

Agora, há uma lista de espera, já com mais de 200 pessoas!

Isso demonstra como as pessoas querem e buscam mobilidade.
Veja, na foto a seguir, como o "kit" é fornecido.


sábado, 21 de abril de 2007

Um quê de quietude

Não há nada que exemplifique tão bem o caráter de nossa cultura como a visão de pessoas andando em shoppings apinhados e ao mesmo tempo conversando pelos celulares.

Por outro lado, esse fenômeno está de acordo com o princípio de que “tempo é dinheiro”. Nenhum momento deve ser desperdiçado. É melhor fazermos duas ou três coisas simultaneamente.

Podemos falar pelo telefone enquanto estamos no ônibus ou através do viva-voz do carro.

Graças aos celulares, serviços de mensagem instantânea, pagers e chamadas em espera, podemos ser constantemente interrompidos, seja no meio de outra conversa, ouvindo um concerto, sentados na igreja ou até mesmo quando dormimos.

As empresas de telefonia anunciam que “agora estamos conectados!”.

Por outro lado, toda essa “conexão” reflete um terrível desejo de estar em outro lugar, exceto no momento atual.

Nós não temos tempo; contudo, isso nos assusta. Reclamamos das pressões de horários apertados; mas, muitas vezes, o que realmente nos falta é tempo para fazermos ainda mais coisas. A perspectiva de longos períodos de ócio ininterrupto, solidão ou quietude pode ser horrível. Se todos os nossos compromissos e programas fossem cancelados, o que faríamos? Ligaríamos a televisão, pegaríamos um jornal ou telefone, ou planejaríamos uma excursão que nos deixaria mais exaustos do que estávamos antes.

É claro que existe um verdadeiro espírito de lazer, assim como um verdadeiro espírito de trabalho. Mas há algo mais acontecendo quando aquilo que realmente nos move é a necessidade de evitar a quietude. Muitas receitas de felicidade não fazem mais do que alimentar o desejo por diversão. Esse tipo de “felicidade” não passa de uma máscara para esconder nossa verdadeira condição?

Os Santos realizaram várias grandes obras, dirigindo escolas e hospitais, governando reinos ou simplesmente refreando as próprias paixões. Mas sua ação tinha um quê de quietude. É verdade que passavam considerável parte de seu tempo em oração e contemplação. Mas no silêncio e na quietude encontraram uma paz que inspirou todas as suas obras e atividades.

Os lugares quietos estão se tornando cada vez mais raros. Mas não basta escaparmos do tumulto do mundo. Ainda há a questão do tumulto interior. Mesmo quando o exterior está quieto, vozes e alarmes interiores nos lembram do que precisa ser feito, do que realizamos de modo insatisfatório e do que nos fizeram no passado. Essas vozes sempre tiram nossa atenção do tempo e lugar aqui e agora – em que de fato estamos.
Nos ambientes de trabalho, passou a ser comum as pessoas ficarem navegando pela Internet e, ao mesmo tempo, terem headphones plugados às orelhas, para que possam, em "paralelo", ouvir música. Assim, dá-se a impressão de que há algum silêncio; mas na realidade, está acontecendo exatamente o oposto!
Convencem-nos de que só seremos felizes no futuro se conseguirmos cumprir o próximo prazo, ganhar a posição adequada, obter o emprego perfeito ou acertar as contas antigas. Contudo, se vivemos constantemente no passado ou nos preparando para viver no futuro, como podemos ter certeza de que estamos realmente vivos?

Neste blog entro agora em quietude.

Simplesmente para ter certeza de que estou realmente vivo.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Questão de sobrevivência

The Long Tail é o título de um livro escrito por Chris Anderson, que fala sobre o que os CIO's (Chief Information Officers) de hoje têm feito, considerando que a maioria deles está encarregada de manter o que existe, para que a empresa onde trabalham não pare.


O fato é que o planeta está cada vez mais funcionando on-line e em regime 24x7, o que faz com que os CIO's tenham uma tarefa progressivamente mais árdua de manter todas as coisas sempre no ar.

Por outro lado, o planeta continua girando e as coisas vão evoluindo rapidamente, com novos produtos e serviços sendo lançados a cada momento. Isso faz com que os empresários esperem que os CIO's sejam inovadores, mas quem consegue ser, quando a maior parte do tempo dos CIO's precisa ser gasta para manter as coisas de pé?

Nesse contexto, as novas e mais leves empresas têm uma vantagem competitiva, pois conseguem transformar o "I" de Information em "I" de Inovation (até, é claro, que seus CIO's também entrem na rotina da manutenção).

Este outro livro, de Karl D. Shubert, é um manual de sobrevivência.


Com ele, talvez os CIO's sobrevivam ao estresse por que passam. Mas a conclusão é de que as empresas, se não conseguirem alocar diferentes profissionais para executarem as funções de manutenção e de inovação, talvez não tenham a mesma sorte.

Veja mais sobre esse assunto aqui.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Os PDA's estão com seus dias contados?

Se compararmos as funcionalidades e os preços de PDA's com os de alguns smartphones (=PDA+celular), poderemos chegar à conclusão de que os primeiros não valem mais a pena, para muitos usuários.


Os fabricantes, obviamente, já perceberam isso. Os PDA's da linha Axim, por exemplo, acabam de sair do catálogo de produtos da Dell. Na loja on-line deles, no Brasil, você não encontra mais qualquer modelo de PDA a venda.

E tudo indica que, em breve, a Dell entrará no mercado dos smartphones.

Em cartaz

Podemos encontrar na Internet as coisas mais inusitadas!

Hoje, achei um site que coloca em um cartaz o nome que você queira.

Fiz um teste; aqui vai o resultado:


I got my name in lights with notcelebrity.co.uk

Navegando no Oceano Azul

O Número 2 da revista ÉPOCA Negócios, há uma entrevista com W. Cham Kim, co-autor do bestseller A Estratégia do Oceano Azul.


Ele diz que empresas bem-sucedidas criam seus próprios mercados, os chamados "oceanos azuis", ao invés de enfrentar a concorrência em batalhas sangrentas (os "oceanos vermelhos").

Foi assim, diz ele, que corporações de diferentes ramos, como Starbucks, Apple, Pfizer, Samsung e até a brasileira Casas Bahia construíram a sua tragetória vitoriosa.

Ele diz, ainda, o que mencionamos aqui nesse blog, anteriormente: que o erro é procurar inovar apenas olhando para novas tecnologias, pois o mais importante é adotar estratégias de negócios diferenciadas.

Vale a pena ler a entrevista do W. Cham Kim!

terça-feira, 17 de abril de 2007

Apple "pega pesado" no seu novo comercial!

A Apple lançou mais um comercial da campanha “Get a Mac”.

Desta vez o PC (representado pelo ator John Hodgman) demora para chegar, porque sofre de um caso de obesidade extrema por conta dos programas trials instalados no Vista pela Dell e HP, numa ótima piada com o tempo de boot do Windows Vista.


O Mac (representado por Justin Long) chega na hora certa e aparece rapidamente, como sempre.

Os comerciais da Apple estão cada vez melhores! Assista a todos os comerciais da campanha
“Get a Mac” no site da Apple.

Economizando em Telecomunicações

Como reduzir os custos com telecomunicações em sua companhia, sem prejudicar as atividades?


Cada vez mais as empresas estão procurando quem gerencie, para elas, os seus custos com telecomunicações, que em algumas situações podem se tornar fora de controle!

E, cada vez mais, estão surgindo no mercado prestadoras de serviços especializadas nisso.

É o caso da Sumus e da gCinco, dentre outras.

O assunto está se tornando importante e cursos nesta área também começam a ser oferecidos.

Dapper, o novo eBay do conteúdo eletrônico!

Primeiramente, aprenda aqui o que são os mashups.


Depois, conheça esta nova ferramenta para você criar os seus próprios mashups, usando conteúdos de quaisquer sites!

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Cognatos


Muito engraçada essa!!

Sabe quando você está ouvindo uma música estrangeira e jura que escutou
um trecho em português? Você volta naquele trecho, tenta escutar de novo
e não é que aquilo parece português? Será que em uma visita ao Brasil a
banda aprendeu duas ou três palavras?

Esse site contém trechinhos de músicas que são estrangeiras, mas que
nessa parte parecem ter sido cantadas em português.

http://cognatas.dromma.org/

Fonte: Dicas-L(Rubens Queiroz de Almeida) Colaboração: Cláudio Dia

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Duas notícias na área das telecomunicações no Brasil

1. Flexibilizando as regras para fusões de operadoras; e

2.
Projeto, aprovado em comissão do Senado, deverá atender 42 milhões de alunos da rede pública até 2013:

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou ontem projeto que determina a utilização de parte dos recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para levar o serviço de internet de banda larga a todas as escolas públicas. O projeto vai, agora, para votação na Comissão de Educação, em caráter terminativo. Depois de sua aprovação, terá de ser enviado para votação na Câmara dos Deputados.

A proposta poderá garantir o acesso à internet a 42 milhões de alunos do ensino básico e superior da rede pública até dezembro de 2013. O cálculo do número de alunos que poderiam ser beneficiados pela medida leva em consideração o fato de que as escolas trabalham em mais de um turno.

O custo total do projeto, apresentado pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP), é de R$ 6 bilhões. O Fust arrecada anualmente em torno de R$ 1 bilhão. Atualmente, seus recursos são usados para a composição do superávit primário.

Mercadante propõe um computador para dez alunos

Pela proposta de Mercadante, 75% da arrecadação anual do Fust, a partir de 2008 e até 2013, seriam aplicados na implantação de acessos para a utilização de serviços de redes digitais de informação. O projeto prevê a instalação e manutenção, em cada estabelecimento, de, no mínimo, um computador com acesso à internet para cada dez alunos, por turno de ensino.

— Vivemos em um mundo em que a inclusão digital é indispensável para a cidadania — afirmou Mercadante. — Obtivemos a universalização, mas precisamos garantir a qualidade do ensino e a inserção do Brasil na sociedade do conhecimento.

O Censo Escolar de 2005 mostrou que 91,6% dos alunos de ensino básico das escolas particulares estudam em estabelecimentos que dispõem de computadores. Já nas escolas públicas, apenas 51,1% têm esse instrumento de apoio educacional.

— Trata-se de um verdadeiro quadro de exclusão digital, que é uma das faces da exclusão social — disse o petista.

(fonte)

"Auxílio a Lista" para todo o Brasil em uma só webpage

Este sistema já entrou no ar,
depois saiu,
em seguida entrou novamente,
mas saiu,
e agora volta ao ar.

O site diz "em testes até 15/4", mas não informa o que deve acontecer após essa data.

Enquanto isso, podemos utilizá-lo!

terça-feira, 10 de abril de 2007

Leilão do WiMax

A indústria de eletrônicos no Brasil acredita que os leilões de freqüências WiMax e 3G devem ocorrer em 4 meses.

A avaliação é do novo presidente da ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), Humberto Barbato. O executivo pediu pressa no leilão ao assumir a presidência do órgão setorial.

A Anatel anunciou que apresentará novo edital das freqüências em maio. O edital deverá ficar sob consulta pública por ao menos 30 dias. Depois, a Anatel implementa mudanças sugeridas e pode marcar a data dos leilões.

O leilão de freqüências estava inicialmente previsto para ocorrer no segundo semestre de 2006. Ações na Justiça e erros no texto do edital, apontados pelo Tribunal de Contas da União, determinaram o cancelamento do leilão.


Via: Plantão INFO Online.

GodTube


Este novo site é especializado

em vídeos religiosos.

Pega na mentira!


KishKish é o detector de mentiras do Skype.

Vale a pena testar, até porque é grátis!



O tão aguadado WiMax móvel



Em épocas de pouca decolagem,


segunda-feira, 9 de abril de 2007

A conexão K

Eu estava para escrever um texto sobre suporte, mas acabei encontrando este aqui, que através de um exemplo real aborda tudo o que eu iria tentar dizer.


São apenas 4 pequenas colunas; sugiro que você leia todas elas, até o fim, e depois diga se algo bem parecido já não ocorreu com você...


Novo monopólio nas telecomunicações?

Após a queda do monopólio estatal das telecomunicações no Brasil ocorrida em agosto de 1995 e a privatização do setor iniciada em 1998, será que agora, cerca de 10 anos após, estamos caminhando para um monopólio privado?

Pois veja onde já está o grupo mexicano Telmex (leia-se Carlos Slim Helú, terceiro homem mais rico do planeta) no contexto das telecomunicações no Brasil:

1. Embratel: operação de telefonia a longa distância, possuindo uma extensa rede de cabos e fibras ópticas nas principais regiões metropolitanas e dominando o mercado de dados para grandes empresas. Já têm licença para operar WiMax.

2. Claro: terceira maior operadora de celular no Brasil, possuindo quase um quarto dos assinantes de celulares do país.

3. Vésper: opera telefonia fixa sem fio (WLL) em 17 estados brasileiros, com a marca "Livre".

4. StarOne: maior sistema de satélites da América Latina.

5. Net Serviços: maior operadora de TV a cabo do Brasil, a qual também comercializa telefonia IP (em parceria com a Embratel) e Internet em banda larga, com a marca "Vírtua". Hoje, é a maior empresa com serviços convergentes ("combo"), operando no país.

Adicionalmente, vem sendo comentado que Slim tem encaminhado negociações junto à Telecom Italia com vistas a comprar parte daquela companhia. Com isso, Slim abocanharia a operadora TIM (que, junto com a Claro, lhe daria praticamente a metade do mercado de celulares em operação no Brasil).

Mas, na realidade, é bem mais do que simplesmente isso: tendo em vista a atual possibilidade de convergência de inúmeros serviços através dos celulares, se Slim realmente adquirir a TIM, ninguém mais o segurará; em pouco tempo, literalmente dominará o mercado de telecom no Brasil. Esperem só para ver!

Web 2.0 nas empresas


MindMap (8Mb)

sábado, 7 de abril de 2007

Fotos para o Futuro




Sensacional
esta idéia do


The History Channel!

Interdisciplinariedade no Brasil

Não é somente nas melhores empresas e universidades do exterior que são desenvolvidos casos de sucesso na área da interdisciplinariedade.

Algumas empresas já adotam essa prática aqui no Brasil. E universidades, também!

Exemplos de casos bem sucedidos:

1. UFPR: Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento e NIMAD;

2. USP: parceria entre a FAU e a POLI.

Obviamente, há muitos outros...

A mistura que dá certo

Interdisciplinariedade significa, grosso modo,

reunir profissionais de
diferentes áreas do conhecimento
em torno de um mesmo projeto.

Sem dúvida, esse é um excelente caminho para se conseguir soluções criativas, originais.

Veja aqui o que a Universidade de Harvard está agora fazendo, utilizando o conceito da interdisciplinariedade.


sexta-feira, 6 de abril de 2007

Inovação pelo Modelo de Negócios

Clayton M. Christensen é um Economista Americano formado pela Universidade de Harvard, onde também fez seu MBA, Ph.D. e hoje leciona.

Ele é considerado uma das maiores autoridades do planeta na questão mais importante hoje: inovação.

Christensen criou inúmeros conceitos que revolucionaram o modo de administrar de várias empresas.

Ele é consultor de algumas das maiores companhias do mundo, incluindo Intel, Johnson & Johnson e Kodak.

Veja esse importante comentário dele:

"O ponto crítico para ter sucesso com uma inovação é
perseguir um modelo de negócios que
possa produzir competitividade.
Antigamente, eu acreditava que a inovação se daria
apenas com o surgimento de novas tecnologias.
Hoje, eu aprendi que ela está muito mais relacionada
à mudança do modelo de negócios
".


Em 2000, Clayton M. Christensen fundou o INNOSIGHT, que vale a pena conhecer!

E leia mais sobre Christensen aqui.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Cuidado com os burros

A revista Isto é publicou uma entrevista intitulada Cuidado com os burros, com Dr. Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com pós-graduação em Administração de Empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.

Em um determinado momento da entrevista, o Dr. Shinyashiki usa o exemplo das escolas de música para mostrar uma das sérias deficiências de nosso sistema educacional, que tenta "engessar" os alunos, e, assim, inibe ao invés de estimular a sua criatividade.

Veja o que ele fala:

"Hoje, o erro das escolas de música
é definir o estilo do aluno.
Elas ensinam a tocar como o
Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards.
Os MBAs têm o mesmo problema:
ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates.
O que as escolas deveriam fazer é
ajudar o aluno a desenvolver
suas próprias potencialidades".

De fato, temos visto o resultado disso, claramente, em empresas brasileiras: os novos funcionários chegam com pequena iniciativa e sem o hábito do exercício da criatividade. São apáticos, indolentes e esperam para agir unicamente mediante uma ordem do chefe.


E a raiz desse problema começa cedo, nas salas de aula de nossas escolas.

Quem vive nas regiões Sudeste e Sul do país, vive comparativamente em um "paraíso educacional". Em outras regiões, no entanto, constata-se que os alunos se iniciam muito tarde na pesquisa científica e tecnológica: o ensino de ciências é precário e em geral não motiva crianças e adolescentes para a investigação da natureza e de seus fenômenos. São raríssimas as escolas nessas regiões em que, em seu currículo de ciências e das disciplinas com maior apoio científico, seguem um método de ensino que leve o aluno a recriar, pela experimentação, o processo histórico da geração da ciência: observação dos fenômenos e depois as diversas fases da elaboração do conhecimento científico. Algumas escolas promovem, é verdade, Feiras de Ciências, mas em geral pouco preparadas e sem empenho numa continuidade sistematizada quanto a temas e participantes. Elas servem mais para demonstração de final de cursos do que para fazer surgir e cultivar cientistas-mirins, descobrindo talentos e envolvendo ainda mais os já descobertos.

Nos países mais desenvolvidos, são bastante utilizados mecanismos institucionalizados, para despertar crianças e jovens à exploração científica. Lá, estruturas dinâmicas interativas, chamadas "Exploratorium" ou "Museu de Ciência" ou ainda "Casa da Ciência", permitem ao aluno realizar experiências, verificar e analisar seus resultados e ser, assim, desde bem cedo, introduzido a conceitos fundamentais da pesquisa científica e do desenvolvimento tecnológico. Outros processos deveriam ser instituídos, nacionalmente, para motivar, atualizar e desenvolver os professores dos ensinos básico e fundamental como agentes estimuladores, nos alunos, do espírito de descoberta do saber.

Insiste-se: é importante realizar essa iniciação desde muito cedo, quando o potencial criativo tende a ser maior, e o desenvolvimento intelectual e seu direcionamento ainda não estão influenciados por opiniões ou pelo meio em que se vive. E se isso não for feito, e com a seriedade com que o assunto demanda, jamais conseguiremos formar profissionais para atuarem nas empresas com iniciativa e espírito criativo!

Fotografia em Realidade Virtual

Em Panoramas há uma série de imagens interativas de 360 graus, algumas realmente fantásticas e com som.

São apresentadas em fullscreen e é necessário ter instalado o Quicktime.

Basta manter o mouse clicado sobre cada foto e em seguida mover o mouse, para a imagem se movimentar. A tecla SHIFT aproxima a imagem, enquanto a CTRL afasta.

A técnica é comumente chamada de VR Photography (fotografia em realidade virtual).


quarta-feira, 4 de abril de 2007

Estabelecendo desafios arrojados: da Space Race ao Elevador Espacial

Arthur C. Clarke focou o seu premiado livro de ficção científica The Fountains of Paradise em torno do elevador especial, um conceito que havia sido imaginado pela primeira vez no ano de 1895, por Konstantin Tsiolkovsky, quando este visitou Paris.

Na época, Tsiolkovsky imaginou um "castelo celestial" em uma órbita geoestacionária, que seria acoplado ao topo da Torre Eiffel por um cabo. As pessoas então escalariam o cabo, até chegarem ao castelo, localizado no céu.

Isso ainda é ficção científica?

Visite este site e você verá que não!

Você poderá navegar por várias horas no site e terminará perplexo com o arrojo de um projeto que tem por objetivo a construção de um elevador espacial, com a extensão de 100.000 km, e cujos investimentos iniciais estão na casa dos 20 bilhões de dólares!

Você também verá que há uma quantidade enorme de cientistas que acreditam na viabilidade do projeto e que pretendem dedicar as próximas décadas de suas vidas no propósito de torná-lo realidade.

Estabelecendo desafios para crescer

Quando John F. Kennedy assumiu o governo dos EUA, em 1961, imediatamente lançou um desafio, que à época parecia impossível: o de colocar o homem na Lua.

Ao estabelecer essa meta ambiciosa, começou o grande impulso na chamada Space Race e passou a ser registrado o maior desenvolvimento da história da C&T dos Estados Unidos, com progressos espantosos nos mais diversos campos do conhecimento.

Agora, o elevador espacial está causando um fenômeno parecido: dezenas de empresas e milhares de pessoas, das mais variadas áreas, já estão mobilizadas em torno desse novo desafio!

Vale a pena conhecer o projeto! Veja mais sobre ele aqui.


O ensino superior no contexto do desenvolvimento científico e tecnológico do país

Como a proposta deste blog é falar sobre telemática, telecom, ciência, tecnologia, inovação,... Entendo, então, que não podemos deixar de tocar no assunto Ensino Superior.


Assim, seguem algumas considerações sobre o tema:

Proliferação de cursos superiores

Houve no país uma exagerada criação de cursos superiores nos últimos 20 anos sem qualquer preocupação com o mercado regional: eles eram 110 em 1986 e hoje são cerca de 2.000! A graduação no Brasil apresenta dois terços de matriculados em ciências humanas e sociais, e somente o terço restante nas áreas ditas "hard" (Engenharias, Matemática, Informática, etc.). Dos 1.300.000 alunos universitários na graduação, apenas 200.000 estão nas Engenharias. Daí, se formarem muito poucos profissionais que poderiam encaminhar-se para o desenvolvimento de nossa C&T.

Ocorre felizmente uma restrição salutar: não se permite que as entidades mantenedoras iniciem cursos - como os de Engenharia, Informática, Medicina e Odontologia - sem infra-estrutura laboratorial adequada, o que certamente demanda investimentos elevados. No entanto, há entidades que, enfrentado menores exigências, conseguem viabilizar cursos nas áreas de ciências humanas e sociais com meios reduzidos, por considerarem estes em geral mais baratos. Assim, livres de restrições, surgem cursos dessas ciências sem bibliotecas excelentes e sem professores nem pesquisadores mais qualificados e atualizados. Além disso, a proliferação desses cursos, sem dúvida importantes, não leva em consideração as necessidades do mercado regional. Muitos são criados em função de demandas "individuais" ou de pequenos grupos. A maioria dos que os procuram está simplesmente atrás de um diploma de nível superior ou de uma elevação da cultura geral. Após formadas, essas pessoas nada ou muito pouco contribuem para o desenvolvimento sociocultural e econômico de sua região. Há que se fazer justiça às exceções: os casos reais confirmam a regra!

Despreocupação com o meio próximo

Obviamente, deve-se defender a abertura de outras fronteiras e a exploração de novos horizontes, mas não se podem perder de vista os planos de desenvolvimento regionais, estaduais e do país, ao criar novos cursos. Os temas regionais específicos devem estar entre as preocupações de cursos e universidades, para que cumpram melhor sua missão social local e, mesmo não deixando de fazer pesquisa universal, tenham liberdade para escolher suas vocações dentro da filosofia de procurar resolver os problemas do meio próximo. As próprias universidades federais precisam voltar-se mais ao contexto das regiões em que estão inseridas. Já existe consciência de que uma universidade não pode fazer tudo, e bem: é necessário concentrar-se onde as excelências já estão consolidadas e integradas às questões de relevância para a região. Em qualquer hipótese, não é admissível instituir cursos sem que se constate uma efetiva infra-estrutura mínima que garanta a qualidade deles e sem se comprovar a existência de um mercado real e de um corpo docente qualificado e atualizado.

Docência - um problema sério

No campo docente, as carências não são menores. Há professores que, depois de se tornarem titulares ou galgarem outras posições de destaque, deixam de lecionar ou de desenvolver uma atividade mais importante na universidade, delegando muitas vezes o magistério a profissionais bem menos qualificados e com menor experiência. Esse desinteresse tem inúmeras origens, das quais a mais importante talvez seja a precária remuneração dos professores que os leva a complementar sua renda com atividades alternativas. Além da necessidade de sanarem o quase eterno problema dos baixos salários, as entidades patrocinadoras deveriam encontrar um aproveitamento mais produtivo para esses professores, abrindo espaço para os mais jovens, quase sempre bastante ávidos de produzir e progredir.

Por outro lado, a recente e assustadora elevação do número de aposentadorias de professores e pesquisadores precisa ter suas causas cuidadosamente analisadas. O fato implica diretamente numa significativa perda de profissionais experientes. Independente do resultado dessas análises, urge criar mecanismos, por meio de bolsas, por exemplo, que incentivem os aposentados a continuar produzindo, orientando os mais jovens ou de alguma outra forma contribuindo com sua experiência para o desenvolvimento científico e tecnológico.

A reduzida taxa de renovação dos quadros dos professores e pesquisadores também decorre da total estabilidade de emprego em nossas instituições públicas. Esta desestimula o aumento e a melhoria da produção técnico-científica como fatores de promoção, porque o tempo de serviço passou a ser mais importante.

Mais formação técnica para mais C&T

É fundamental efetuar correções na base técnico-científica nacional, em que é muito pequena a participação das Engenharias. Estas tomam parte nos processos produtivos no Brasil 3 a 5 vezes menos que nos países mais industrializados. Aqui, os cursos de Engenharia em geral contribuem com apenas 9% dos profissionais de nível superior que se engajam no mercado de trabalho. Nos países mais desenvolvidos, os formados pelas Engenharias compõem mais de 50% do suporte técnico-científico do trabalho, segundo dados do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq.

A instituição da área de Engenharia Mecânica foi estimulada, em tese, pelo seu papel de vetor da difusão tecnológica, com presença significativa no processo produtivo e em vista do perfil da Engenharia brasileira. Na prática, porém, essa tese não se confirma. Dos engenheiros formados no Brasil, cerca de 47% são civis, 21% eletricistas e eletrônicos, 20% mecânicos e o restante de outras modalidades. Em países como os Estados Unidos, a França, a Alemanha, o Japão e o Reino Unido, verifica-se um perfil muito diferente e mais bem distribuído: em média, 3,2% são civis e 57% mecânicos. O ponto de semelhança fica por conta da média de 22,2% de engenheiros eletricistas e eletrônicos, encontrada nos países mais industrializados.

Apesar de estarmos vivendo uma época de rápida evolução, toda a nossa estrutura universitária - dos currículos aos estágios - tem muito pouco dinamismo para um ajustamento compatível. Levam-se anos para se conseguir alterá-la. Ademais, o mercado contribui pouco para realimentar a atualização dos cursos superiores. Desse modo, verifica-se que nossas universidades apresentam um enorme descompasso entre o que a sociedade delas espera e os produtos por elas fornecidos em termos de profissionais para as áreas de C&T e, portanto, para a geração de novos conhecimentos técnico-científicos.


O futuro já não é o que costumava ser

Como podemos elaborar, nos dias de hoje, um planejamento estratégico em um planeta que vem se alterando a velocidades cada vez mais impressionantes?

É claro que, para isso, devemos fazer essa pergunta crucial:

"Onde queremos que nossa organização esteja daqui a 5 anos?".

Mas, antes disso, precisamos responder à seguinte questão, que é certamente muito maior e mais complexa:

"Onde estará o planeta daqui a 5 anos?".

O fato é que elaborar um planejamento estratégico passou a ser algo semelhante a querer ir a Marte ou desejar agarrar a bola de um pênalti que está para ser cobrado: não se trata de dirigir nossa atenção para onde as coisas estão agora, mas para onde elas estarão.

Óbvio? Claro que sim! Mesmo assim, a grande maioria dos planejamentos estratégicos que são feitos não tenta analisar cenários que contemplem onde o planeta possivelmente estará; assim, considera-se que tudo permanecerá parado no tempo, quando na verdade nos encontramos no meio de uma verdadeira hiper-evolução, sob total influência da Lei de Moore, das políticas, das tendências demográficas, da diminuição dos recursos, das novas oportunidades, do envelhecimento da população, das fusões, das alianças e de outras toneladas de fatores e forças que estão surgindo todos os dias.

Se nós não tentarmos visualizar cenários possíveis e prováveis, planejaremos com base no passado, considerando, por exemplo, as mesmas taxas de crescimento que tivemos lá atrás. No entanto, é importante perceber que novos desenvolvimentos e acontecimentos podem retirar toda a credibilidade desse tipo de raciocínio ou procedimento! Exemplifico:

O crescimento da música digital e da facilidade com que ela passou a ser compartilhada na Internet destruiu por completo a relevância de todos os dados históricos de vendas da indústria da música!

E a mesma coisa tem ocorrido nos mais diversos setores, provocando ameaças e alterações bastante importantes nas empresas e em nossas vidas. Seguem alguns outros exemplos:

Música digital => direitos autorais => vendas da indústria da música?
Internet banking => operações via PC => bancários?
Produção de software => preço e qualidade na Índia => programadores brasileiros?
Wireless => mobilidade => infra-estrutura fixa?
VoIP => telecomunicação individualizada => operadoras de telefonia fixa?
TVs de tela plana => readequação dos espaços => móveis antigos?

Poderíamos ficar listando exemplos e mais exemplos... Mas vou parar por aqui, pois acho que neste ponto já consegui justificar, na prática, ser inconcebível que as empresas não estejam, nos dias de hoje, tentando responder à questão que é mais crucial:

"Onde estará o planeta daqui a 5 anos?".

Prever é difícil? Claro que é! É impossível? Não, pois há desenvolvimentos que nós sabemos que certamente vão nos afetar no futuro. Por que, então, insistimos em ignorá-los? Veja, por exemplo, o que eu vou chamar de "a destruição das limitações" (resultado da Lei de Moore): as tecnologias de informação e telecomunicações tornar-se-ão progressivamente mas poderosas, mas velozes, mais baratas, mais acessíveis, menores, mais legais (não somente no design mas cada vez em um maior número de aspectos), mais amistosas e mais convenientes (à solução de mais problemas).

Quais as implicações disso? Pense só: que tecnologias você gostaria hoje de ter em sua empresa, mas não consegue por algum tipo de limitação? Pois eis uma boa notícia: daqui a alguns anos, o avanço tecnológico vai naturalmente destruir essas limitações!

Portanto, todas essas variáveis (e muitas outras) precisam ser consideradas hoje, pois elas definitivamente afetarão os nossos negócios e as nossas vidas.

Assim, espero tê-lo convencido que o amanhã não será somente o hoje acrescido de um dia! Desta maneira, é crucial, para todos nós, que comecemos a pensar seriamente em...

"Onde estará o planeta daqui a 5 anos?".

terça-feira, 3 de abril de 2007

Ainda sobre o Primeiro de Abril... (2)


Outra que a Google lançou no primeiro de Abril foi o Google TiSP (Toilet Internet Service Provider).

Este método de acesso a internet promete rivalizar com o PLC (Power Line Communication), já que ambos (o PLC com as linhas elétricas e o TiSP com a rede de esgoto) estão presentes em quase a totalidade das casas...


Ainda sobre o Primeiro de Abril...


No primeiro de Abril a Google lançou esta feature para o Gmail: a possibilidade (para quem não gosta de computadores e tecnologia) de receber seu e-mails impressos via correio.
Quem acessou a página do Gmail no dia 1o. de Abril caiu na seguinte página. (acessem que é hilária...)
Essa brincadeira é normal para as empresas de tecnologia. A Google mesmo já aprontou algumas já relacionadas nesse blog.
Porém, não custa lembrar, que em uma dessas brincadeiras a Google afirmou que iria lançar um Webmail com capacidade de 1GB...

Gerenciamento de Redes e Equipes para Trabalho Colaborativo Eficiente

As redes IP passaram a possibilitar com que projetos pudessem ser desenvolvidos de forma colaborativa, com a participação conjunta de profissionais situados em diferentes partes do mundo. E a língua técnica oficial passou a ser definitivamente o Inglês, desde que passou a ser adotada inclusive nos meios técnicos da China.


Tendo em vista a diferença de fuso horário entre os vários técnicos, foi criado um método, chamado de follow-the-sun (isso é, "siga o sol"). Hoje ele é utilizado nos mais diversos setores (técnicos, comerciais e financeiros, educacionais e outros), de forma a organizar e otimizar a participação de cada pessoa que esteja colaborando em um determinado projeto ou tarefa, independente de onde ela se localiza geograficamente.

Milhares de casos de trabalho colaborativo sobre redes IP podem ser citados. Mas escolhi um deles para ilustrar esse post, que é o da Adobe Systems, uma das maiores empresas de software, que possui mais de 5500 empregados espalhados pelo planeta.

Manter empregados localizados em diferentes países trabalhando "juntos" e com grande eficiência tornou-se para a Adobe uma questão vital.

Nesse sentido, a empresa montou uma infra-estrutura para realização de videoconferências sobre uma rede convergente IP, a qual tem provado ser fundamental para os negócios da Adobe. Tem sido atualmente registrada uma média de 2000 reuniões mensais feitas através de videoconferência, interligando pessoas situadas em várias dezenas de localidades.

Videoconferência passou a ser tão importante para a Adobe, que a empresa resolveu instalar uma série de salas especiais para colaboração com voz, vídeo e dados, incluindo mesas especialmente projetadas para essas salas, microfones instalados no teto e iluminação especial.

Uma curiosidade: a empresa concluiu que o som é uma parte extremamente importante na realização das videoconferências e investiu bastante em equipamentos sofisticados para redução de ecos e "homogenização" de vozes de participantes com diferentes tipos de voz.

As padronizações alcançadas pelas redes IP, pela adoção de uma língua técnica única, e os métodos do tipo follow-the-sun têm encurtado as distâncias do planeta e possibilitado um nível de colaboração e eficiência jamais vistos anteriormente.

To be or not to be

Há algumas confusões bem comuns com a tradução de certos termos e expressões em Inglês. Vou falar de duas delas aqui, porque são bem usadas no meio tecnológico:

A primeira diz respeito ao SOFTWARE LIVRE. Essa expressão vem do Inglês "FREE SOFTWARE", onde o uso do FREE sinifica ABERTO (livre acesso ao código de programação) e não necessariamente GRATUITO!

É, portanto, "FREE" no sentido único da liberdade dos seus usuários em executar, copiar, distribuir, estudar, acessar, modificar, trocar, aprimorar... o software; e não no sentido de ser grátis.

A outra está relacionada com as palavras “POLICY”, “POLICE” e “POLITICS”. Segue um esclarecimento:

POLICY = política (diretriz, norma); apólice (de seguro) - sílaba tônica no "O", aberta (ó);
POLICE = polícia - sílaba tônica no "I";
POLITICS = política (ciência política) - sílaba tônica no "O", aberta (ó).

Você já deve estar cansado de assistir a filmes em que aparecem carros de polícia, não é mesmo? Procure se lembrar da inscrição pintada nessas viaturas ("POLICE") e grave na memória essa imagem.

A diferença entre “POLICY” e “POLITICS” é um pouco mais sutil: as duas palavras, em Português, querem dizer “política”. “POLITICS” se refere à ciência que trata dos fenômenos relativos ao Estado. Política partidária é também "POLITICS". “POLICY”, por outro lado, se refere à diretriz, aos princípios, à filosofia, à linha de ação, etc. implantada por qualquer tipo de organização, até mesmo o próprio governo. Política de telecomunicações, por exemplo (é "TELECOM POLICY"). Outros exemplos são as expressões “FOREIGN POLICY” (política externa) e “US POLICY ON IRAQ” (política [externa] americana sobre questões relativas ao Iraque).

Continua a confusão? Bem, observe com atenção os exemplos a seguir, extraídos do "Dicionário das Palavras que Enganam em Inglês" (de Ulisses Wehby de Carvalho - Editora Campus/Elsevier, 2004). Precedido ou não por “INSURANCE”, o substantivo “POLICY” pode significar também “apólice de seguros”.

Cf. “POLITIC”.
What is *Labour’s policy on *arms sales? (The Guardian)
Qual é a política do Partido Trabalhista com relação à venda de armas?
Don’t use the excuse, “It’s company policy.” No phrase is more frustrating to customers than to be told they won’t be listened to as an individual. (USA Today)
Não use a desculpa: “É norma da empresa”. Não há nada mais frustrante para o cliente do que saber que não será ouvido.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Boas notícias!

Ontem (domingo) liguei rapidamente a TV, em um noticiário. A primeira notícia era sobre uma enorme tragédia. A segunda, sobre outra terrível tragédia... Então fiquei me perguntando: como é que querem que fiquemos alegres na Segunda?

Em Inglês, há um ditado que diz "no news is good news!" (ou seja: "não ter notícia nova é uma boa notícia!").

Veja esse vídeo do YouTube. Tem muita gente que já sonha com noticiários assim!

O verdadeiro SOM LIVRE!

Vi hoje no TechCrunch que a Apple e a gravadora EMI acabaram de anunciar, numa conferência de imprensa em Londres, que todas as músicas do catálogo digital da EMI serão oferecidas para a venda sem DRM (Digital Rights Management) - aquele sistema de proteção que impõe restrições na distribuição do arquivo.

O iTunes é o primeiro parceiro da EMI e vai vender as músicas por US$1,29, ou seja, US$0,30 a mais do que o preço atual, com DRM.
A Apple anunciou que o iTunes vai vender as músicas em formato sem proteção com o dobro da qualidade de som dos atuais downloads – passando de 128kbps para 256kbps.

Os consumidores ainda continuarão com a possibilidade de comprar as músicas com DRM por US$0,99.

Os álbuns completos de artistas da EMI serão vendidos na qualidade superior de som, sem DRM e sem mudança de preço, assim como todos os vídeos da EMI disponíveis no iTunes. Os consumidores que já compraram uma música em DRM e querem tê-la sem DRM, vão ter que pagar uma diferença de US$0,30, por faixa.

“Nosso objetivo é oferecer aos consumidores a melhor experiência em música digital. Ao oferecer download de músicas sem DRM nós aspiramos a acabar com uma frustração de muitos fãs de música. Nós acreditamos que ao oferecer aos consumidores a oportunidade de comprar uma música de maior qualidade e ouvi-la onde ele quiser, estamos aumentando o mercado de vendas de música digital”, disse, em comunicado, o presidente da EMI, Eric Nicoli.

A decisão da EMI deverá ser seguida por outras grandes gravadoras, que já estão negociando com a Apple. O fim do DRM era um desejo de Steve Jobs, fundador e sócio da Apple, que chegou a pedir o fim da proteção em uma conferência neste ano. Para Jobs, o DRM é uma das principais travas do comércio de música digital. “Nós achamos que nossos consumidores vão adorar a novidade. Esperamos que até o final deste ano mais da metade das músicas do iTunes serão disponibilizadas em versões sem DRM”, disse Jobs.

Na loja do iTunes, as músicas estarão disponíveis no formato AAC, e poderão ser tocadas livremente em todos os iPods, computadores Mac ou Windows, Apple TVs e brevemente nos iPhones, além de qualquer player que aceite o formato AAC. O iTunes possui o maior catálogo com mais de cinco milhões de músicas, 350 programas de televisão e mais de 400 filmes. Até agora, a loja já vendeu dois bilhões de músicas e mais de 1,3 milhões de filmes.


Podemos prever o futuro?

Prever o 'futuro' já é, em si, uma contradição, ou pelo menos uma redundância, tendo em vista que não se pode prever o 'presente' e nem o 'passado'! Assim, quando falamos sobre prever 'o futuro', presume-se que queremos dizer prever com certeza.

Por outro lado, quando usamos explicitamente esse termo ("com certeza"), a maioria das pessoas responde que prever o futuro é impossível, o que leva a contradição a um paradoxo!

O fato é que todos nós estamos sempre fazendo previsões, sendo que algumas são tão simples (do tipo "se eu jogar essa moeda para o alto ela cairá") que as pessoas nem as taxarão de 'previsões', por serem óbvias demais. Mas, por outro lado, se desejarmos prever com certeza se o resultado do arremesso da moeda será 'cara' ou 'coroa', as pessoas dirão que isso é algo impossível de se prever.

Então, entre falar o óbvio e falar sobre o impossível, há uma faixa interessante de previsões; e é nessa faixa que temos conseguido atuar neste blog, com certo grau de acerto.

Nada de extraordinário! O fato é que, se as pessoas se mantiverem relativamente 'antenadas' nas tecnologias, nas novidades, nos mercados e assim por diante, antecipar a ocorrência de um evento torna-se algo mais óbvio, não por qualquer dom dos "previsores", mas pela curiosidade e insistência destes em estarem sempre buscando monitorar a evolução das coisas.

E isso nos faz pensar no seguinte: por que motivo será que todos nós arriscamos a fazer previsões? E qual seria o propósito de uma previsão precisa, se ninguém acredita nela?

Se, por exemplo, você prevê a ocorrência de um furacão no sul do Brasil, mas ninguém acredita no que você diz, que bem você produziu? Você é alguém que prega no deserto! Mas se, por outro lado, você faz previsões para uma audiência que sabe que as suas informações não são coelhos tirados da cartola, mas sim o resultado de uma prospecção séria dos vários ambientes envolvidos, com a construção (pelo menos mental) de cenários possíveis e prováveis, então essa audiência pode decidir por tomar alguma providência a fim de aproveitar oportunidades, bem como de reduzir riscos e evitar ameaças para o negócio dela. E é isso que deve nos animar a persistir. Até quando necessário for!

domingo, 1 de abril de 2007

Primeiro de Abril engana Internautas


Clique na figura.

Por que o nosso país não decola?


Veja um histórico.

Bispo Macedo comprou o Inferno!

Achei a notícia aqui.

Comprova que a Record está com dinheiro e, a cada dia que passa, equipa-se mais com tecnologias de ponta.

Chame atenção em seu site ou blog

O Bubble Guru possibilita com que visitantes de seu site ou blog visualizem um pop-up, redondo, contendo uma vídeo mensagem sua, a qual aparece e some automaticamente.

Você pode também gravar e enviar mensagens a amigos e enviá-las por e-mail.

E os visitantes de seu site/blog não terão saída: se é feita uma rolagem (scroll) para baixo, o pop-up acompanha.

O serviço ainda é gratuito, mas está a caminho uma versão com assinatura mensal de US$10.




Excel colaborativo

Acredito que isso possa ser útil em muitas situações:



As diferentes escalas do Universo

Uma aplicação em flash, "by Nikon".

sexta-feira, 30 de março de 2007

Em casa de ferreiro...


Um especialista em Recursos Humanos de uma empresa de consultoria usa um critério inusitado para selecionar candidatos.

Para um cargo em que era exigida ampla experiência e conhecimentos de Internet, 30 dos 50 candidatos enviaram suas propostas através de contas do Hotmail.

Esses foram sumariamente eliminados pelo especialista, que ofereceu a seguinte explicação:

"Ninguém que se diz especialista em Internet usa uma conta do Hotmail como e-mail principal".


Governo quer consolidar o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação

O governo federal pretende regulamentar o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), com o propósito de que ele venha a ser a principal fonte de financiamento da inovação no país. Boa notícia!


O FNDCT foi criado em 1969 pelo então Presidente Costa e Silva. Em 1977, Simon Schwartzman fez um apanhado geral sobre o funcionamento do fundo. Em 2000, foram implantadas novas formas de financiamento para a C&T, propondo-se a criação de fundos setorias. Em 2005, já se começou um movimento em prol da regulamentação das receitas para P&D.

Projetando imagens a partir do celular

A Texas Instruments desenvolveu um pequeno chip, que permite a projeção de imagens através de celulares.



Com o chip, os aparelhos celulares tornam-se um pouco mais "gordos", mas incorporam as funções de um datashow!

Tudo o que você vai precisar para assistir a filmes ou PowerPoints projetados, será uma parede branca e uma sala escurecida. Através de um celular dotado do chip da Texas, você poderá também fazer videoconferências absolutamente sensacionais, projetadas na parede!


quinta-feira, 29 de março de 2007

Investir em um país mais competitivo

Perdoem-me pela maior extensão dos textos de hoje. Acho que acordei mais verborrágico nesta quinta-feira!


Vou falar agora sobre uma questão já crônica em nosso país: o fato de o Brasil investir muito pouco na produção do saber científico e tecnológico (como este blog trata de questões relacionadas à inovação em telemática, entendo que este tema está de acordo).

Nos últimos 25 anos, nosso país tem aplicado em Ciência & Tecnologia recursos a uma taxa aproximadamente constante de 0,5 a 0,6% do seu Produto Interno Bruto; a média dos países mais desenvolvidos investe 2,5% do seu PIB. Como a população brasileira cresceu nesse período, os investimentos ficaram cada vez menores por habitante: hoje, são US$ 30 por habitante, contra cerca de US$ 300 por habitante nos países de maior desenvolvimento.

Apesar de ser a 8ª economia do mundo, o Brasil ocupa o 30º lugar na ciência mundial. Temos aproximadamente 90 mil cientistas ativos, número muito pequeno quando comparado com o milhão de americanos, os 600 mil japoneses e os 300 mil alemães, que produzem C&T em seus países.

Nosso ensino de primeiro e de segundo graus quase não motiva para as carreiras voltadas à exploração científica. No ensino superior, as instituições públicas, com escassez de recursos e sem ambiente propício, têm baixíssima safra científica, que ainda assim não se alinha à nossa realidade. A grande maioria das outras unidades desse nível -- comunitárias e particulares -- não realiza essa função. Nos cursos de pós-graduação, os ajustes necessários são inúmeros para que eles se transformem numa usina confiável de geração contínua de novos conhecimentos. Enquanto nos países mais desenvolvidos, a inovação tecnológica sai direto de seus laboratórios de pesquisa e desenvolvimento para o chão das fábricas, entre nós, as teses e pesquisas, inaplicáveis, mofam em nossas bibliotecas. As empresas, que fazem da Ciência & Tecnologia utilidades para a massa da população, quase não têm o hábito de buscar o conhecimento de que precisam nas poucas universidades e institutos de pesquisa e desenvolvimento realmente capacitados. Tem-se ainda muito a fazer pela C&T no Brasil.

Diante desse quadro, o óbvio salta aos olhos: o Brasil carece de Ciência & Tecnologia, produzidas aqui. Copiamos quase tudo (nem sempre com sucesso) dos poucos países detentores de um dos poderes mais decisivos do mundo, maior que a hegemonia política ou econômica: o conhecimento técnico-científico, o know-how. Nossa entrada no Primeiro Mundo não se fará sem produção de informação técnica e científica, maior e mais significativa. Só o impulso de uma C&T nossas contribuirá para alavancar o país para um desenvolvimento pleno e auto-sustentado.

Pergunto: estaremos condenados a amargar essa posição de atraso científico e tecnológico no círculo vicioso que gera o subdesenvolvimento que por sua vez gera o atraso? É possível produzir conhecimentos e instrumentos válidos para fundamentar soluções adequadas aos nossos problemas? Que realidades tolhem a formação de um ambiente propício à experimentação e às pesquisas produtoras de um conhecimento técnico-científico, de teor universal, sem dúvida, mas principalmente direcionadas ao atendimento das necessidades próprias do país?


Algumas considerações sobre nossa pós-graduação

Sem dúvida, os cursos de pós-graduação são um dos nichos mais propícios à produção do saber técnico-científico por seu caráter de especialização e por serem avaliados em razão dessa produção.

"Estou formado: trabalho ou estudo mais?"

Ao terminar um curso superior, o jovem visualiza dois encaminhamentos principais: ou entrar direto no mercado de trabalho, ou seguir a carreira acadêmica.

No primeiro caso, a crescente competitividade do mercado leva muitos formados a optar por "aprender mais", para assim enfrentar a competição com maior vantagem. Entretanto, nota-se que os nossos cursos de mestrado ainda focalizam objetivos pouco definidos e são um misto de oferta de um melhor preparo para o mercado e introdução (em geral precária) dos alunos à investigação científica. Na prática, muitos dos mestrados brasileiros são "tapa-buracos" da graduação e simplesmente repetem o que nela já foi dado (há, evidentemente, honrosas exceções).

Quando a opção é pela vida acadêmica, dentro de nosso modelo os alunos são forçados a fazer o mestrado e impedidos de passar imediatamente para o doutorado. Neste, eles seriam de pronto introduzidos no mundo da pesquisa. Esse fato -- aliado à circunstância de que os nossos mestrados são longos demais comparativamente com os dos países mais adiantados -- faz com que os pesquisadores brasileiros comecem a ser pesquisadores de verdade tarde demais. Assim, desperdiçamos o maior potencial criativo de mentes mais jovens.

Pós-graduação brasileira: problemas e avaliação

Comparado com os países mais desenvolvidos, o Brasil tem muitos professores em sala de aula e pouquíssimos produzindo trabalhos de cunho científico. Temos 140.000 professores dando aulas nas universidades e apenas 85.000 fazendo pesquisa (aproximadamente 2 professores para cada pesquisador). No Japão, a proporção é exatamente inversa.

Nos países mais desenvolvidos, empresas de alta tecnologia situam-se ao redor das principais universidades e centros de pesquisa e desenvolvimento. Lá, existem mecanismos facilitadores da instalação dessas empresas e da interação delas com as instituições de ensino superior. No Brasil, isso ainda não ocorre.

Há que se mencionar, também, a tendência de os melhores pesquisadores procurarem instalar-se nas capitais ou nas grandes cidades, o que dificulta sobremaneira a disseminação do desenvolvimento científico-tecnológico a cidades menores, do interior. É bem verdade que esse êxodo para os centros urbanos maiores se deve, inclusive ou principalmente, à busca dos tão necessários recursos para viabilizar o sonhado desenvolvimento científico-tecnológico. Uma alternativa para a dificuldade de localização seria utilizar a tecnologia atual de videoconferência, por meio da qual um professor pode estar numa cidade e interagir com uma turma de alunos que esteja fisicamente em outra cidade. Para qualquer solução, é essencial criar condições mínimas de infra-estrutura predial, laboratorial, de bibliotecas e outros recursos, que permitam ao profissional do interior, que é treinado, desenvolver-se e contribuir para o desenvolvimento de outros e da sua região, já que formação somente verbalizada e visual não é suficiente.

Quanto ao número de pós-graduados, é importante notar que a USP (Universidade de São Paulo) forma cerca de 65% dos doutores brasileiros, sem considerarmos os formados pelas outras instituições paulistas (UNICAMP e UNESP). Tal fato denota em nosso corpo de pesquisadores um enorme in-breeding (termo da genética que significa "geração consangüínea", "geração na mesma família"). Não parece desejável deixarmos de contar com múltiplas e variadas correntes de investigação, tendentes a garantir resultados mais significativos e mais seguros.

Uma avaliação por resultados concretos

A CAPES (Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) possui um sistema de avaliação dos cursos de pós-graduação. É um sistema importante, pois os cursos recebem avaliação externa e "por pares". Entretanto, os melhores conceitos (A e B) ainda se concentram fortemente na região Sudeste, sendo que fora dela os conceitos caem drasticamente.
A grande maioria das teses produzidas nas universidades brasileiras são de qualidade bastante sofrível sob o ponto de vista de sua contribuição real para a sociedade ou para a ciência. As revistas técnicas internacionais trazem pouquíssima citação de trabalhos desenvolvidos em nosso meio.

Os índices de avaliação da produtividade adotados nas nossas instituições de ensino superior ainda têm pouca consistência. A quantidade de trabalhos publicados e de suas citações é ainda o único índice adotado em muitas delas e de validade muito restrita. Nos artigos publicados, às vezes apressadamente, constata-se em geral baixa qualidade e, o que é pior, uma contribuição real mínima. Outros índices poderiam ser adotados, mais diretamente relacionados ao desenvolvimento socioeconômico regional, como: grau de interação com a indústria; número de parcerias bem-sucedidas; soluções encontradas para problemas do setor produtivo e do governo; produtos gerados e transferidos; afinidade com as políticas de desenvolvimento governamentais e outros. Esses índices adicionais certamente funcionariam como indutores de motivação bem maior para todos os setores envolvidos.

Emprego mais inteligente supre poucos recursos

No Brasil (e provavelmente só no Brasil!), é cultura corrente de que nenhum aluno pode fazer pós-graduação sem bolsa, o que acaba saindo excessivamente caro para o Governo Federal. Essa cultura vai mais além: o bolsista deve usufruir de todo o período da bolsa e renová-la quanto mais puder, tendo em geral, para isso, a aprovação do seu orientador e da instituição. O que ocorre, hoje, é que a CAPES possui um estoque muito grande de recursos para renovação, o qual -- redimensionado -- poderia aumentar em muito a oferta de novas bolsas.

Com a acelerada evolução da Ciência & Tecnologia no planeta, faz-se fundamental que as universidades e institutos de pesquisa estejam interligados pelos mais atualizados sistemas de informática e de telecomunicação em banda larga. Sem isso, qualquer intenção de competir em nível mundial fica em muito prejudicada. Boa parte da comunidade científica ainda dispõe de computadores e softwares desatualizados e de serviços de telecomunicação com qualidade precária e velocidade ainda muito baixa!

Em vista do preço elevado do material bibliográfico, é essencial que as bibliotecas das universidades e dos institutos de pesquisa e desenvolvimento estejam interligadas em rede de telecomunicação, para trocas rápidas de informação. Os custos impedem que qualquer biblioteca tenha todo tipo de publicação. Pela interligação, ficam bastante facilitados a interação e os empréstimos interbibliotecários. Esse é requisito indispensável no processo de qualquer projeto de pesquisa e desenvolvimento. No Brasil, apesar dos esforços por parte de diversas instituições e do próprio Ministério de Ciência e Tecnologia, por meio do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), muitas das bibliotecas das instituições de ensino superior e centros de pesquisa ainda não estão em rede entre si e ainda não acessam os grandes bancos nacionais e internacionais de referência.

Os pesquisadores brasileiros ainda enfrentam séries dificuldades para a importação de materiais, softwares e equipamentos, tendo que passar por cansativos processos burocráticos, que dificultam sobremaneira o desenvolvimento de seus trabalhos.

Nossa pós-graduação necessita ser repensada, reestruturada e reintegrada ao meio, a fim de ser capaz de dar ao país os recursos humanos imprescindíveis para sustentar uma maior competitividade ao Brasil dentro da economia global, em que só começamos a entrar. Os recursos físicos e até os financeiros não substituem o ser humano como produtor de uma Ciência & Tecnologia realmente nossas, isto é, voltadas para as necessidades tipicamente brasileiras.


Recordar é viver!


The Beatles: ligue o som de seu micro e clique sobre cada foto.


Tropical Glen: as melhores músicas de cada época.