sábado, 18 de dezembro de 2010

O que eu faço para viver?

Ontem, uma pessoa me perguntou o que eu fazia na vida.

Respondi que eu APRENDIA.

A pessoa sorriu, pensando que eu não havia entendido a pergunta; e insistiu: - " Mas que trabalho você faz?", questionou ela.

Respondi novamente que eu aprendia. E expliquei que sou movido a aprender, que a maior parte do meu tempo ativo é usada por mim para aprender: principalmente através de ler e ouvir os outros... Aprendendo, sempre aprendendo!

As pessoas normalmente acham que o principal no trabalho é fazer. E se enchem de uma infinidade de tarefas a serem realizadas. E o tempo passa, e o mundo muda, e mais rapidamente do que elas possam imaginar já estão fazendo coisas ultrapassadas. Concentraram-se em fazer, deixando de lado o aprender.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Choque de Gestão


Marcos de Lacerda Pessoa
Paulo Roberto Luccas



(I) o caminho é "LER"



Fala-se muito em Choque de Gestão, mas o termo carece de maior discussão, considerando-se particularmente este fato: o que funcionou no passado pode não mais se recomendar nos dias de hoje.

Há quarenta anos, Alvin Toffler propunha em sua obra “O choque do futuro” uma reflexão sobre a aceleração das mudanças, falando do progressivo desequilíbrio que viveríamos entre as situações que nos são familiares e as que serão novas, desconhecidas.

De lá para cá, muitas outras obras foram escritas sobre o assunto, várias tecnologias inovadoras foram incorporadas ao nosso cotidiano, mas a reflexão necessária sobre o equilíbrio entre o transitório e o perene parece ter sido esquecida. Evoluímos muito nas novidades e inovações tecnológicas nestes últimos quarenta anos, mas temos a impressão de que houve uma regressão naquilo que é fundamental, no que fica, nas coisas que são essenciais ao homem: os seus valores e a sua felicidade. Na realidade, vivemos hoje numa imensa crise de valores, como declarou o Papa João Paulo II. Cada vez mais perdemos o senso da fraternidade universal de todos os homens, cada vez mais nos tornamos lobos uns para os outros, na formulação de Hobbes.

Propomos iniciar aqui um conjunto de reflexões que nos levem a considerar a necessidade de recuperar o equilíbrio vital de uma sociedade que dá passos largos em suas inovações tecnológicas, mas parece regredir em seus valores mais essenciais. Sob o título geral “Choque de Gestão”, pretendemos analisar, num conjunto de cinco artigos, o impacto de uma proposta que priorize a condição humana sobre o processo produtivo, oferecendo uma alternativa. Esta - valendo-se dos avanços tecnológicos, sobretudo das redes de telecomunicações, - poderá desenvolver novas lideranças e novos empreendedores, elementos-chave para o progresso que se fará sempre mais necessário daqui para frente. Chamaremos a esse caminho de “LER” – desenvolvimento da Liderança e do Empreendedorismo através das Redes.

A ideia de “choque” se explica pela necessidade de romper a letargia com que estamos tratando o desenvolvimento humano, tanto em nossas organizações como na sociedade de uma forma geral. Nesse sentido, cabe-nos enfatizar que o foco nas pessoas não pode ser simplesmente uma peça de marketing, mas deve ser uma opção consciente e esclarecida de quem deseja um mundo sustentável e uma vida que tenha significado. Precisamos romper com os conceitos pasteurizados de produção em massa que os atuais sistemas de gestão impuseram como universais nas últimas décadas. Essa pasteurização pode ter feito mais produtivo o profissional, mas definitivamente não garantiu sua felicidade enquanto homem. Não pode inovar quem é incapaz de contemplar o bem que faz.

Sem tirar o mérito daquilo que fez história, é preciso olhar para frente, que no caso humano significa olhar para dentro. O atual sistema começa a dar sinais de exaustão, sendo certo que não suportaremos mais quarenta anos no mesmo ritmo, se não for alterada sua condução. Novas formas de pensar e viver precisam ser consideradas, não só em benefício da sustentabilidade das empresas e do planeta, como a favor do próprio sentido que se dá à vida. Nossas escolas e empresas estão cheias de especialistas capazes de ensinar como vender bem produtos e serviços, mas vazias da discussão daquilo que é essencial. Em nossas universidades, multiplicam-se os cursos, cada vez mais segmentados e especializados, mas perde-se a visão global, aquela visão universal do conhecimento humano que se exprimia na Universitas medieval, raiz da qual brotaram as instituições universitárias de todo o mundo.

Nessa empreitada os especialistas somos nós, os homens e mulheres de bem, que - no papel de pais, mestres, dirigentes, governantes e cidadãos comuns - devemos assumir a missão de contribuir para um futuro melhor.

Agora, no primeiro artigo, propomos duas questões: 1) A redução imediata de custos, a efetivação de novos desenhos institucionais, o acompanhamento da execução por métricas de desempenho, o estabelecimento de contratos de gestão, são medidas suficientes para as modificações institucionais e sociais que precisamos e almejamos? 2) Se gestão implica solucionar problemas, será que os problemas maiores estão nos nossos modelos e sistemas de gestão? Acreditamos que não!

Estamos certos de que as verdadeiras dificuldades, hoje, residem na incompreensão da finalidade dos modelos e sistemas, e não na sua capacidade de resolver problemas ou oferecer melhoria contínua. Mais do que reduzir perdas e desperdícios, aumentar produtividade ou oferecer qualidade em produtos e processos, importa perguntar a quem eles servem. Se a pessoa não for o sujeito e o alvo de toda a história, de nada adiantará a eficiência dos robôs!

Os modelos tayloristas, fordistas e toyotistas desempenharam um papel importante na história produtiva do século XX. Organizaram a empresa, aumentaram a eficiência da produção, reduziram custos e desperdícios, treinaram a mão de obra não qualificada, permitiram o acesso de milhões de pessoas ao mercado de consumo, numa diversidade espantosa de bens e serviços que aumentaram o conforto de toda a sociedade. São inegáveis as contribuições desses modelos, mas a história é dinâmica, e o êxodo rural, próprio do sistema feudal, há muito deixou de alimentar essa massa de trabalhadores ávidos por uma condição mínima de sobrevivência.

É visível e preocupante a degradação social a que assistimos em nosso planeta. Quanto maiores os avanços tecnológicos, maior a distância entre os povos e as pessoas. Mostramos pela internet e televisão o que se pode consumir, mas não lhes damos os meios para que satisfaçam as suas aspirações. Cada dia o tecido social se esgarça mais pela tensão do não ter. Se a internet pode despertar o consumo irrefreado, pode também qualificar o homem, tornando-o capaz de consumir equilibradamente. Esse é o efeito educativo e socializante que uma rede de telecomunicações bem planejada pode oferecer, cumprindo um papel de desenvolvimento tanto para os menos assistidos como para aqueles capazes de empreender novos negócios.

O mundo não comporta um ritmo de crescimento como o experimentado no último século. Além da questão social, também a ambiental se apresenta para ser considerada como urgente. Ambas ganharam peso, à medida que suas repercussões se tornaram econômicas. Pode custar caro não integrar as pessoas e o meio ambiente no sistema econômico. Desse tripé de sustentabilidade surge um ápice necessário para o equilíbrio sustentável: a prioridade da pessoa em seus aspectos éticos e formativos.

O Choque de Gestão que se exige hoje não deve tratar de regular o comportamento com novas normas de conduta por um princípio meramente utilitarista, mas de reposicionar a questão sob a perspectiva existencial da origem e fim da própria vida. Se cada um não tiver em conta seus princípios e fins mais elevados, todos caminharão pelos procedimentos rasteiros de conveniência que levam o homem ao individualismo, tornando insuportável o viver comum. Sem a perspectiva do outro, numa visão magnânima e generosa, o homem amesquinha-se e os sistemas tornam-se meramente regulatórios.

Analisaremos na sequência tais questões na ótica da Liderança, do Empreendedorismo e do papel que as Redes podem desempenhar na construção desse novo caminho em que a pessoa humana tenha sua dignidade resgatada. Arriscar-nos-emos a sonhar, pois aquilo que é frágil, enquanto ideia de uns poucos, pode tornar-se poderoso se compartilhado por muitos. Temos a força do idealismo, mas temos também a esperança de que o bem sempre há de prevalecer. Até o próximo artigo!


(II) desenvolvendo líderes


No início desta série de artigos sobre Choque de Gestão, propusemos que o novo caminho para fazê-lo acontecer de forma eficiente, no estágio atual do conhecimento, parece ser a formulação: “LER” (= Liderança + Empreendedorismo + Rede). Neste segundo artigo, discutiremos o primeiro elemento dessa equação, qual seja, a liderança.

Nosso país passa por um verdadeiro apagão em termos de liderança, praticamente em todos os setores, incluindo o governamental, empresarial, acadêmico e político. Mais do que nunca, em nossos dias, é verdadeira a frase de Oswaldo Aranha: vivemos “num deserto de homens e de ideias”. Assim, a questão que se coloca é: de que modo poderão ser conduzidas as mudanças de que nossa sociedade tanto necessita para se formarem pessoas capazes de progressivamente criar melhores condições de vida para si e para a comunidade?

O fato é que temos o direito a essas mudanças, pois mudar, segundo o antropólogo Ricardo Yepes, é algo próprio da natureza humana, constituindo um bem que move o homem em busca de seu desenvolvimento, com vistas a descobrir e alcançar a felicidade e a real finalidade para sua vida. “Se o homem busca a perfeição, se nele há uma inquietude de ser mais, é precisamente porque, por natureza, ele foi feito para esse crescimento”.

Ao percebermos uma mudança se aproximando, podemos gerenciá-la; ao nos anteciparmos a ela, podemos dela tirar proveito; mas, só se a criarmos, é que poderemos efetivamente conduzi-la. E conduzir a mudança é, justamente, liderar.

Diante da crise de lideranças por que passamos, o que devemos buscar são as oportunidades. O professor Pérez López afirma que “não há dúvida de que as crises são incômodas, inclusive perigosas. O que poucas vezes se percebe é que são necessárias: sem elas não se romperia uma trajetória que, a continuar, seria fatal para todo um organismo biológico ou social”. A fatalidade a que se refere o professor é a da comodidade e da passividade, a ilusão de que o tempo por si só pode melhorar a situação, bem como a da transferência de responsabilidade de quem vê sempre no outro a culpa do que lhe ocorre. Sem a consciência da necessidade de mudança e da nossa responsabilidade pessoal por ela, não haverá crescimento nem melhoria. E o tempo, ao invés de ajudar, só agravará a situação.

Não há dúvida de que a maior crise que vivemos hoje é de liderança. E a própria sociedade a causa, pois ─ à medida que incentiva a competição sem limites, em que os fins sempre justificam os meios, ─ acaba favorecendo o individualismo e, assim, provoca um esvaziamento dos valores humanos fundamentais, especialmente daqueles relacionados à nossa capacidade de servir e de buscar o bem comum. Incidentemente, temos visto nos debates políticos de todos os países que há um geral abandono da ideia de serviço do bem comum, fato do qual todas as sociedades se ressentem. Eventuais lideranças assim surgidas são marcadas pela falta de autenticidade, porque não deixaram de incorporar tais valores.

Olhando em particular para a perspectiva governamental e empresarial, e para os desafios que se apresentam nessas áreas, é papel do líder compreender tanto a natureza humana como a inerente ao desenvolvimento e ao progresso, com domínio da dinâmica das mudanças e competência para influir na atitude das pessoas.

O verdadeiro líder deve ter em conta que o primeiro bem a ser buscado é o bem comum: rumo a ele, todos os demais bens devem estar ordenados. E o bem comum, ensinou São Tomás de Aquino, baseado na filosofia perene de Aristóteles, não é a mera soma dos bens individuais, mas é algo superior, de outra natureza. Para ele, o “bem comum compreende a soma de cada bem individual com o bem coletivo”. Sem espírito de humildade e de serviço ao coletivo, a liderança pode se transformar em causa de desintegração mais que de união. Um líder que não enxerga ao redor não pode oferecer direção. Mas ter visão correta não basta para inspirar confiança; também é necessário que haja uma força interior para contagiar, além de uma atitude ética que não se limite ao interesse exclusivo e individual, mas vise ao bem comum. Para ser legítimo e motivar as pessoas, o entusiasmo deve ser desprendido. Ninguém seguirá um líder egoísta, pois sabe que o resultado, cedo ou tarde, será o fracasso.

É pelo trabalho - atividade necessariamente integradora, vista em seu caráter de missão, - que se manifesta o lÝder. Cabe à atividade laboral despertar e favorecer no profissional a consciência dessa missão, envolvendo-o numa tensão dinâmica positiva, que agrega valor e realiza o intangível. No trabalho, deve o líder ir à frente, dar-se como exemplo e comprometer-se com o bem comum para poder inspirar confiança e conduzir as pessoas.

Warren Bennis, um dos grandes especialistas no assunto, diz: “O que a maioria de nós realmente deseja é aceitação, afeto e autoestima; as posições e os cargos constituem meios para isso”. Para Bennis, a liderança é fundamentada em quatro grandes competências: a técnica, a de relacionamento, a de aprendizagem e a de integridade, sendo esta última a mais importante delas. “Além de visão e entusiasmo, os bons líderes, assim como os pais e professores, são inspiradores de esperança às pessoas; por isso, o caráter é a sua competência principal”.

Não nos interessa o super-homem nem o líder carismático: importa mais o líder humano que, consciente de suas limitações, faz-se humilde sem renunciar à ambição, dispõe-se ao sacrifício por visualizar um bem maior ─ o ideal de servir o bem comum. Interessa-nos a liderança que possa ser construída com base em princípios sólidos e objetivos elevados, que, mediante um processo virtuoso, possa transformar e contagiar as pessoas, criando um ambiente de inspiração e confiança. Dispor-se a mudar e alcançar o seu fim é liderar, com o exemplo, o grande processo da própria vida e daqueles que nos cercam.


(III) desenvolvendo empreendedores


Damos continuidade a esta série de artigos sobre Choque de Gestão, na qual propomos um novo caminho para que o desenvolvimento possa ocorrer de forma eficiente e sustentável. No primeiro artigo, mostramos que o novo e melhor caminho para o desenvolvimento é “LER” (= Liderança + Empreendedorismo + Rede). No segundo, abordamos a questão da Liderança. Ressaltamos o fato de que ela pode ser construída, posto que não é inata, e focamos a necessidade de que novos líderes sejam formados. Neste terceiro, passaremos a discorrer sobre o segundo elemento da nossa formulação para um tratamento eficaz do Choque de Gestão, qual seja, o Empreendedorismo.

Nada se empreende sem o objetivo de levar algo novo ao meio. Assim, a primeira questão que se apresenta é diferenciar criação de inovação. Resolver tal questão se faz importante pela constatação de que o povo brasileiro, embora bastante criativo, apresenta índices baixíssimos de inovação quando se avalia o número de patentes registradas e, sobretudo, a permanência dos novos negócios no mercado. Não bastam ideias, é necessário desenvolver a capacidade de sua implementação e gestão de forma adequada e sustentável. Há sempre alguém que se dispõe a pagar por boas soluções inovadoras, porém não por novas ideias, por melhores que elas sejam. Quantos empreendedores têm consciência disso?

Entre as qualidades presentes num grande empreendedor, duas se destacam à primeira vista: a primeira delas é a capacidade de reconhecer que precisa dos demais, e a segunda é a de sonhar com a possibilidade de melhorar o tempo e o espaço em que vive. Quando essas duas qualidades se conjugam, tanto o empreendedor em potencial como a sociedade em que ele vive se beneficiam.

Com humildade para reconhecer as próprias limitações e magnanimidade para não se conformar com elas, o empreendedor conjuga duas visões que formam o background de nossa civilização ocidental: o idealismo e o realismo. É fundamental que o empreendedor saiba desenvolver sua capacidade de sonhar sem tirar os pés do chão.

Um segundo desafio é a administração eficiente dos recursos de que dispõe em relação aos ideais que alimenta. Entre sonho e realidade há uma distância considerável que - não considerada - pode ser fatal. Para construir essa realidade sustentável, é preciso conjugar três capacidades essenciais ao negócio: estratégia, paixão e execução.

A estratégia exige frieza de mente, razão que tudo apura e tudo considera antes de decidir. Paixão é o ardor que potencializa a decisão, que rompe as limitações e faz avançar o negócio. E execução é o empenho diário, constante e operativo para fazer acontecer o planejado. Como num organismo vivo, tanto a mente quanto o coração e os braços têm funções distintas e importantes, as quais - empregadas fora dessa estrita ordem - podem levar o empreendimento ao fracasso.

Sob todas essas capacidades, a fé é fundamental em qualquer empreitada. Se não se acredita naquilo que se faz ou não se tem esperança de êxito, o melhor é nem começar. Mas como a fé não é um elemento controlável para efeito do negócio, o melhor é agregar a ela outro elemento que permita o crescimento racional e a possibilidade de avaliação. Esse elemento de crescimento e avaliação são as virtudes.

Do latim virtutes (forças), as virtudes são uma disposição estável para praticar o bem, um esforço consciente em busca do bem maior. Seguindo a tradição aristotélica de construção racional pela via da prática, sugerimos quatro virtudes que têm o dom de sustentar um bom negócio: a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança. Essas quatro virtudes são designadas virtudes cardeais, porque são os gonzos (em latim cardo, cardinis), eixos em torno dos quais giram todas as outras virtudes.

A prudência é uma virtude de primeira grandeza, e nada tem a ver com a visão distorcida do “pé atrás”, como acreditam muitos. O primeiro a considerar na prudência é a boa deliberação que envolve considerar as próprias experiências, as circunstâncias presentes e as consequências futuras. Também é apropriado consultar quem possa dar conselho. Tudo bem esclarecido, toma-se a decisão com a convicção de quem faz o melhor e por isso não adia nem transfere a responsabilidade.

A virtude da justiça pressupõe a noção de um bem, que deve ser praticado, e de um mal, que se deve evitar. Pressupõe também a existência do outro e com ele os seus direitos. Quanto mais se reconhece a dignidade de uma pessoa, mais se respeita a sua condição humana e o bem que ela merece. Um empreendimento que não vise ao bem nem respeite a pessoa, pode até auferir lucro por algum tempo, mas jamais se sustentará como negócio, pois sobre a injustiça nada se constrói.

A fortaleza é a virtude que impulsiona o negócio e ao mesmo tempo lhe dá sustentação. É preciso coragem e audácia para iniciar, para inovar, para ganhar novos espaços e propor novas soluções; mas pressupõe também paciência e perseverança para se sustentar nas adversidades e nos momentos de rotina que põem o negócio à prova. Se a atividade realiza o homem, o trabalho bem feito e constante perpetua o empreendimento.

A temperança é a virtude dos que não se deixam fascinar pelas aparências nem dominar pelas paixões mal direcionadas. É a atitude consciente que subordina um bem ao outro sem se deixar levar por inclinações primárias e meramente sensitivas. Quem não exerce domínio sobre si não pode controlar o que faz. No campo dos negócios, nada mais insustentável do que a impulsividade irresponsável. O empreendedor aceita o risco, mas mede as conseqüências; não se deixa seduzir pelo fácil ou agradável, mas raciocina, avalia e atua. É por essa consistência que ele se faz vitorioso no negócio.

Pode parecer tradicionalista essa proposta da visão empreendedora, mas há valores que na vida não devem mudar. Podem, sim, evoluir, aprimorar-se, mas sem necessariamente mudar. Princípios como a verdade, a liberdade, a bondade, são por definição imutáveis. É sobre eles que as empresas se fazem longevas e a honra de um homem admirável.

Governos, empresas ou instituições, quando espelham essa atitude de respeito aos princípios e buscam fins elevados, fazem-se necessários e passam a ser defendidos pelas comunidades. Cumprem um papel social e ético além do econômico, possibilitando o desenvolvimento em que a pessoa é prioridade, e o seu bem-estar, consequência dessa visão e atitudes empreendedoras.


(IV) recuperando os sonhos de criança


Nesta série de artigos sobre Choque de Gestão, as reflexões desta vez recaem sobre as alterações que temos presenciado, especialmente nas formas de pensar e de agir das pessoas.

Um fato é incontestável: nossa sociedade mudou e continuará mudando daqui para frente, de forma progressivamente acelerada, se nada for feito agora! Nossos filhos parecem nascer com o mouse na mão. Ficamos surpresos com a sua consciência ecológica e como interagem em rede de forma natural. Usam as novas mídias com a facilidade e a velocidade da imaginação e parecem rejeitar os padrões formatados pelo pragmatismo que lhes queremos impor.

Estamos educando mal nossos jovens com nossos conselhos e exemplos. Damos-lhes as melhores escolas, mas nem sempre os melhores ensinamentos. Nós os preparamos para um mundo competitivo e desprezamos o contemplativo. Ensinamos as regras e lhes subtraímos os fundamentos. Perdemos o costume de conversar, porque temos medo de nos abrir. Desse erro, todos se ressentem: a família, a empresa, os governos e a sociedade. O individualismo prevalece, e as pessoas não se encontram.

Numa sociedade em que tanto se criticam os jovens pela sua alienação aos valores e ao não cumprimento de normas e formalismos, precisamos ter a coragem de imitar as crianças. Precisamos romper com as caras sérias de quem faz muitas coisas importantes, mas não faz o que importa. Precisamos sair de nossos casulos de direitos adquiridos e iniciar a construção de uma obra séria.

Se vivemos uma crise, esta é a de liderança fomentada pela omissão dos homens de bem, que parecem se conformar com as trincheiras, renunciando à luta pelos grandes ideais. Querem toda a liberdade, mas, porque não a entendem, entregam-se ao bem-estar e fazem frágeis as suas almas. Querem mais tempo, não para contemplar a vida e vivê-la como homens, mas para se entregarem ao ativismo e ao prazer.

Precisamos de uma revolução pacífica, por meio da educação e dos valores, integrando o novo ao perene, as novas mídias aos fundamentos, as redes de telecomunicação ao contato pessoal. Não nos servem mais as velhas fórmulas que priorizam os sistemas e formatam as pessoas.

Inspirando-nos nas crianças, devemos buscar os fundamentos por meio das imagens, do lúdico e do interativo. Urge uma cruzada cultural em que as pessoas voltem a resgatar e a ler os velhos contos de fadas, pelos quais possam imaginar novas histórias, construir novos sonhos e, assim, preservar valores e inspirar pessoas, que, bem formadas, tenham a coragem de liderar e empreender.

São necessários líderes inspirados e inspiradores, dispostos a servir, a transmitir confiança pela atitude humilde de quem vê no outro a oportunidade para contribuir na construção de um mundo novo, um mundo em que os verdadeiros homens se responsabilizam pelos seus companheiros. É engano pensar que só o pão sacia o homem: nossa fome é de sentido, precisamos de motivos para viver, de causas que valha a pena seguirmos.

O que não precisamos é de modelos ou sistemas que alienam o homem e o fazem viver como multidão. Estamos cansados de caminhar como indivíduos e não como pessoas solidárias. Como seres sociais, precisamos uns dos outros, precisamos ser inspirados por grandes ideais, para, fortalecidos pelo exemplo, também empreendermos.

Temos muito que fazer, fomos feitos para muito, mas também não queremos nos apressar. Chega de pressa, chega de correr inseguros para mais frustrações. Um bom empresário não quer só lucrar, quer também servir. Do contrário, não é um bom empresário. Da mesma forma, um funcionário não quer só remuneração, quer motivação, deseja uma causa que dê um sentido maior ao seu trabalho e à sua vida. Um bom governante não quer o poder só pela vaidade de mandar, mas faz dele um meio para ajudar seus governados a realizarem os próprios sonhos, projetos de vida. Devemos todos reconhecer: estamos despreparados para isso! É preciso fazer uma pausa para refletir, ter uma causa por que lutar. Sem uma pausa que oriente e uma causa que anime, somos barcos com velas recolhidas, sem destino, que vento nenhum ajuda.

Se nos fizermos como crianças, teremos o direito de pedir e também o de errar. E o que pediremos não será pouco. Queremos a possibilidade de trabalhar com ânimo, desejamos a possibilidade de nos realizarmos como pessoas, ambicionamos a possibilidade de sorrir como meninos ou meninas que se entretêm em suas invenções, em suas façanhas e em suas obras.

Se só a obra bem feita gera alegria, ensinem-nos a fazê-la, deem-nos os meios, mas não nos privem de criar e inovar. Não é verdade que basta o dever cumprido ou a meta alcançada: não nos limitem pelos resultados, pois somos capazes de mais, queremos ser responsáveis por mais.

Como crianças, queremos aprender a “LER” (= Liderança + Empreendedorismo + Rede). Ensinem-nos a Liderar, não como chefes, mas como meninos inspirados que olham o céu e sonham com um mundo melhor. Ensinem-nos a Empreender, não por ganância, mas pela atitude generosa de quem tem muito a dar. Ensinem-nos a integrar-nos em Rede, não de links tecnológicos, mas de pessoas que esperam de nossa competência a satisfação de suas expectativas.

Não devemos ter vergonha de pensar como crianças, pois delas é o reino de quem constrói um mundo melhor. Se o trabalho é um dom, é por meio dele que empreenderemos nossos sonhos mais adultos e responsáveis. Se vivemos uma nova época, em que a prioridade da condição humana é a novidade, não podemos ter o constrangimento de ser felizes.

A história parece nos oferecer mais uma oportunidade, um novo recomeço em que o amor deve prevalecer. Nada do que recebemos é para nosso uso ou proveito exclusivo: somos administradores, e o bem que fazemos não cabe num celeiro. Se queremos regalar-nos, façamo-lo com os nossos iguais, com os que nos observam, com os que confiam em nosso exemplo de líderes empreendedores, atualizados com os avanços de nossa época.

Se soubermos conjugar o novo com o perene, o atual com o eterno, deixaremos um rastro luminoso capaz não só de tirar da miséria tantos que se perdem numa vida sem sentido, como faremos outros líderes dando continuidade a este grande ciclo da vida que conta com homens de alma grande e coração sensível.

Nossa fortaleza está em fazer-nos pequenos, pois só os pequenos são capazes de admirar, de aprender e também de ensinar. Mas inspiremo-nos também nos velhos clássicos em que a sabedoria humana está plasmada e depurada pela sabedoria dos antepassados. Voltemos a ler não só os livros das estantes, mas também as crônicas abertas por esses seres humanos que caminham conosco nesta maravilhosa aventura do ser.


(V) trabalhando em rede


No presente artigo, aborda-se a questão das Redes, último termo da equação proposta desde o início desta série: Choque de Gestão = “LER” = Liderança + Empreendedorismo + Redes.

Dizia Aristóteles que “o homem é um animal social”, posto estar sempre influenciando e sendo influenciado. A necessidade de interação com seus semelhantes é natural ao ser humano e indispensável para que ele alcance a sua plenitude. Consequência direta desse fato é que a comunicação é crucial para seu desenvolvimento e progresso.

“A natureza não faz nada sem um propósito, e o homem é o único animal que tem o dom da fala”, observa Aristóteles, que complementa: “somente ele tem o sentimento do bem e do mal, do justo e do injusto e de outras qualidades morais, e é a comunidade de seres com tal sentimento que constitui a família e a cidade”.

O homem necessita evoluir, mas sozinho não o pode fazer, porque não possui todas as faculdades: precisa do contato com outros homens, percebendo que é pela união social que uns aos outros se completam, para assegurar o seu próprio bem-estar e progredirem.

Conta uma lenda de tradição judaica que, em uma região longínqua, viviam alguns homens que passavam muita fome porque tinham os cotovelos voltados para dentro e as mãos voltadas para fora. Portanto não podiam dobrar os braços em direção à boca porque não tinham flexão e assim não se alimentavam. Os pobres homens estavam à míngua, desnutridos e fatalmente condenados a morrer de inanição. O mais idoso deles, cheio de sabedoria, passou a estudar um meio de solucionar o problema. Eis a solução: por terem os cotovelos voltados para dentro e as mãos espalmadas para fora, poderiam colocar o alimento na boca dos outros e assim não passariam mais fome. O regime da solidariedade resolveu a questão.

Esse é o conceito de rede, que - antes de ser tecnológico (redes de telecomunicações) - é natural ao homem, pois o egoísmo e o isolamento embrutecem e debilitam a pessoa, quebrando a harmonia social e dificultando o progresso moral.

Acontece que, à medida que as redes de telecomunicações avançam, as pessoas têm se tornado cada vez mais distantes do convívio direto. Jovens trocam mensagens instantâneas com avidez, mas estão se tornando progressivamente incapazes de se relacionarem frente a frente. Nas empresas, muitos empregados têm agora computadores nas suas escrivaninhas, navegando em mundos virtuais. Entretanto, a boa e velha mesa de reunião, em torno da qual as pessoas realmente colocavam seus sonhos e planejavam a melhor forma de viabilizá-los, parece estar ficando obsoleta.

Se vivemos na era das telecomunicações e da informação, é fundamental que os instrumentos tecnológicos avancem, pelas inúmeras facilidades que proporcionam e pela sua magnífica capacidade de redução de custos e aumento de produtividade. Entretanto, também é necessário que aproximem mais as pessoas, fomentando conexões e relações mais harmoniosas e mais produtivas.

Todo indivíduo pode ser criativo e inovador quando tem a oportunidade de participar ativamente em conversações com significado, em torno de questões que importam a ele e à sociedade. Isso é algo que, de fato, lhe dá grande satisfação e, até mesmo, um significado ainda maior à sua vida. Adicionalmente, à medida que as pessoas conversam, passam a ter acesso a uma sabedoria maior, que é unicamente encontrada no coletivo.

Esse é o princípio da inteligência coletiva, da sabedoria que emerge à medida que as pessoas se tornam mais e mais conectadas umas com as outras. Como diz Juanita Brown, “ações individuais, quando conectadas, levam a uma capacidade muito maior”.

A telemática ─ por penetrar em todos os setores da atividade humana, atuar diretamente no aumento de sua eficiência, reduzir custos e gerar progresso ─ presta-se muito bem a colaborar para esse papel aglutinador. E, nesse contexto, ela pode atuar como um elemento catalisador, disponibilizando meios e acessos para facilitar a discussão e a atuação em rede, fomentando e facilitando o empreendedorismo que impulsione o desenvolvimento.

O Paraná constrói redes telemáticas com competência. A rede de fibras ópticas da COPEL, por exemplo, possui avançadas tecnologias e uma capilaridade extraordinária, chegando a todas as regiões do Estado. O desafio que se coloca, agora, é usar essa infraestrutura para formar uma rede de lideranças empreendedoras, em torno de temas relevantes para as pessoas e para o desenvolvimento sustentável do Estado. Como diz Eckart Wintzen, “conectar computadores é um trabalho; conectar pessoas é uma arte”.

Em curto espaço de tempo, estarão disponíveis, no Paraná, infraestruturas em fibras ópticas capazes de escoar tráfegos em torno de 100 Mbps entre residências, empresas, instituições e provedores de conteúdos. Os grandes desafios e as oportunidades hoje existentes residem no desenvolvimento de lideranças empreendedoras capazes de tirar o melhor proveito possível a partir dessas infraestruturas. As regiões e empresas que souberem coordenar esforços nessa direção, certamente alcançarão um importante posicionamento competitivo na próxima década.

O investimento em empreendedorismo no Paraná ─ seja pelo estímulo ao desenvolvimento de novas lideranças empreendedoras, seja pelo incentivo à atualização das já existentes ─ apresenta-se como oportunidade única de alavancar o desenvolvimento do Estado. E o momento é propício aos investimentos, sobretudo pela disponibilização de uma infraestrutura de telecomunicações, avançada em tecnologia e capilaridade.

Não se trata apenas de um aporte de recursos, mas de uma proposta de inovação nos negócios, em que a formação e o desenvolvimento dos agentes econômicos se apresentam como o diferencial competitivo de uma era nova. É preciso a consciência de que os investimentos nas infovias não devem ser analisados apenas sob o prisma dos retornos financeiros decorrentes, pois os benefícios maiores são de cunho socioeconômico, muitas vezes intangíveis no curto e médio prazos. Nesse sentido, não deve haver dúvida de que as infovias podem desempenhar um papel decisivo, pelo seu poder de facilitar a criação de novos negócios e de melhorar a eficiência dos empreendimentos: afinal, elas economizam tempo, reduzem esforços, otimizam custos, induzem o desenvolvimento de toda a sociedade, bem como geram ciência, renda e oportunidades capazes de integrar esforços historicamente não unidos.

Nos artigos anteriores, afirmamos a premência da implementação do Choque de Gestão nos diversos setores e atividades, incluindo os empresariais, governamentais, universitários e institucionais, com a certeza de que ações nesse sentido devem passar por novos modelos gerenciais, mas com a consciência de que elas têm de ser concebidas e executadas pelo homem, tendo sempre como finalidade o bem-estar coletivo.

Ressaltamos, ainda, o fato de que precisamos de novas lideranças: transformadoras de sonhos individuais em sonhos coletivos, capazes de levantar bandeiras que valha a pena ser empunhadas, e motivadoras das pessoas às boas causas visando ao bem comum.

Necessitamos, também, formar empreendedores, pois de nada adiantam os sonhos, por mais magnânimos que sejam, se eles não forem materializados.

No presente artigo, que conclui a série, destacamos que as lideranças empreendedoras, uma vez combinadas com desenvolvimento tecnológico e com a implantação de Redes telemáticas, geram efeitos multiplicadores e proporcionam inúmeros resultados para toda a sociedade, com evolução e progresso sustentáveis.



sábado, 11 de dezembro de 2010

Minha especialidade...

...fazer de quase nada, alguma coisa..

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sou contra!


Tem pessoas que querem ser contra. Tanto faz contra o quê. Primeiro vem a posição, contrária, depois vem o assunto. Elas se acham inteligentes por agirem assim. Na verdade, isso é uma doença que requer tratamento!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Redes neutras? (uma reflexão...)


Pense comigo: a construção de redes de fibra óptica demanda consideráveis investimentos por parte das empresas provedoras de infraestrutura de banda larga. Assim, por que motivo essas empresas deveriam ser impedidas de cobrar, de acordo com o que o mercado está disposto a pagar para trafegar seus conteúdos?

Ora, se há quem deseje que conteúdos sejam entregues de forma mais rápida e segura, há quem queira pagar mais por isso. Mas se não houver a possibilidade de um serviço diferenciado, ninguém irá querer pagar mais, pela mesma coisa! Essa é uma lei de mercado que, a meu ver, configura-se como justa e racional.

Talvez isso ainda não esteja, no entanto, muito claro no mundo virtual. Então, pensemos no mundo físico, que as pessoas conhecem mais e onde essas leis são exatamente as mesmas:

Vamos supor que, de uma hora para outra, os Correios fossem proibidos (por alguma lei ou regulamento) de cobrar mais para entregarem certas encomendas mais rapidamente do que outras. Assim, por exemplo, não haveria mais o "Sedex-10", sendo que toda a remessa passaria a ser feita na categoria "Simples", normal, que é bem mais lenta e mais insegura. Isso seria um absurdo, não é mesmo?

Sim, seria! Principalmente considerando que os Correios investiram muito, ao longo dos anos, na construção de um sistema de logística e transporte com capacidade para fazer atendimentos diferenciados. E os Correios devem ter (e de fato é assim!) todo o direito de cobrar de acordo com aquilo que o mercado pode pagar para transportar uma encomenda em consonância com a qualidade com que o mercado escolher!


Com relação aos Correios, ninguém tem dificuldade de entender um tratamento diferenciado, para o qual se cobra mais. E no mundo físico há muitos exemplos iguais a esse, que são perfeitamente compreendidos e muito bem aceitos pelo mercado. Na verdade, os usuários querem ter a opção de escolher entre diferentes tipos de serviços, de acordo com a suas necessidades.

Então, por que motivo há tamanha dificuldade quando passamos a tratar do mundo virtual? Por que tanta confusão quanto ao entendimento da neutralidade das redes de banda larga? O conceito é absolutamente o mesmo!

Só há uma reposta que explique isso: o interesse particular de alguns.

Quem advoga a neutralidade das redes são aqueles que não vendem canais! Eles não investiram maciçamente na construção das redes (necessárias para o transporte de conteúdos).

Os defensores da neutralidade gastaram quantias significativas na produção dos conteúdos. Deste modo, é óbvio que eles desejam que seus bits sejam transportados da forma mais barata possível (assim como aqueles que estão no ramo de livros querem que esses sejam transportados pelos Correios da forma mais barata possível). Portanto, o que ocorre é que cada um está olhando para o seu próprio interesse econômico.

A análise da neutralidade deve ser tão simples quanto a que estou fazendo aqui. E veja: não há nada de errado com o fato de cada um estar olhando para o seu interesse econômico, pois todo empresário faz a mesma coisa!

Como conclusão, portanto, entendo que a questão da neutralidade das redes não deve ser levada para o lado moral ou da justiça, como tem sido feito. Vimos aqui que não tem nada disso! Quem leva para esse lado, o faz simplesmente para, erroneamente, induzir as pessoas a pensarem assim, levando-as a defender uma causa que elas, de fato, não compreendem totalmente.

Em resumo: a questão é absolutamente econômica!





De quem é essa frase espetacular?


"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar
a vida com paixão, perder
com classe e vencer com ousadia,
pois o triunfo pertence a quem se atreve...
A vida é muita para ser
insignificante".


(DICA: é de um dos dois que estão na foto).


Está no Aurélio





Empreender:
"deliberar-se a praticar, propor-se, tentar".

O valor dos seus sonhos

Um dia aquilo que você sonha existirá no mundo real; e quando isso ocorrer, não apenas a sua vida, mas também a de muitas outras pessoas, será melhor.

Os fins e os meios



Acredito plenamento que aquele que coloca o foco no dinheiro, NÃO O GANHA, pela sua incapacidade de sonhar.

Sem dinheiro, porém, nada é realizado, pois ele geralmente é O MEIO necessário para a concretização de muitos SONHOS.


Visão sistêmica




Gerente: lembre sempre que todo especialista só consegue enxergar uma parte DO TODO que faz a realidade.


Pensamentos





Nunca se deixe abater pela crítica azeda.

Nunca se deixe encantar pelo elogio doce.

Nunca se engane: o bajulador é mais perigoso do que o crítico.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Fatores de sucesso

Um estudo realizado ao longo de 20 anos em diferentes países, por um pesquisador Americano focado em O QUE FAZ A DIFERENÇA NO SUCESSO DE CADA UM, teve o seguinte resultado, após analisar inúmeras famílias que tiveram filhos com a mesma educação:

[FATORES] [% ATINGIR SUCESSO]

Genética: 10%
Educação: 20%
Capacidade de agir: 70%

Isso nos leva a refletir sobre o seguinte:

1. Quantos de nós já não pensamos em algo que podia ser fantástico, mas colocamos a ideia na gaveta à espera de termos "as condições perfeitas"?

2. E quantos de nós já acabamos vendo a nossa mesma ideia ser um sucesso nas mãos de outra pessoa?

Conclusão:

O MUNDO NÃO É CARENTE DE IDEIAS, MAS DE EMPREENDEDORES.


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Fala-se de distribuição, mas...

...a REVOLUÇÃO FRANCESA deu LIBERDADE à maioria?

...a REVOLUÇÃO VERDE deu COMIDA à maioria?

...a REVOLUÇÃO DIGITAL nos deu REDE à maioria?

Homem brasileiro


Nunca se imaginou que haveria tantos homens impotentes no Brasil. O sucesso do Viagra é que revelou.

Nunca se imaginou que haveria tantos homens carentes no Brasil. O sucesso do Twitter é que revelou.

Geografia do Brasil




Na região do Rio de Janeiro, o homem mata.

Na região do Rio Amazonas, o homem desmata.

Nosso Presidente é realmente genial...





...ele conseguiu viabilizar o CAPITALISMO dirigido por SOCIALISTAS.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Frente (para inovação)


Este artigo fala sobre o papel dos governos na inovação.

Entendo que, em geral, a solução seria simples, se os governos simplesmente:

1. Em educação, saíssem NA frente

2. No restante, saíssem DA frente.

Cada caso




Em país desenvolvido, TELEVISÃO compete com INTERNET.

Em país não desenvolvido, TELEVISÃO compete com GELADEIRA.

domingo, 21 de novembro de 2010

Na era do conhecimento...

...a inovação tem que estar no centro, não a padronização que limita o novo.

Estamos nos aproximando dos Jetsons, ainda com a gestão de Flintstones.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

No Brasil, quase 60% das residências já têm computador



No Brasil, 58% das residências já têm ao menos um PC.

Essa distribuição, entretanto, é desequilibrada: enquanto no Sudeste 66% dos lares possuem a computador, no Nordeste esse índice é de 42%.

Esses números resultam de uma pesquisa feita pela consultoria Ipsos, a pedido da Intel (o levantamento foi realizado entre agosto e outubro de 2010, consultando-se 2.500 pessoas, de 16 cidades brasileiras).


Constatou-se, também, que há uma forte tendência de haver aumento no número de PCs em residências que já têm microcomputadores.

Segundo a pesquisa, a expectativa é de que o mercado de PCs continue aquecido em 2011, já que 38% dos entrevistados disseram desejar comprar um computador nos próximos 12 meses.

Obviamente, todos os proprietários (e novos proprietários) de computadores vão querer que os seus equipamentos sejam ligados à Internet.

E ainda há gente que não confia no mercado de banda larga residencial!...


Eike quer a Apple no Brasil



Eike Baptista: estratégia e logística.

Leia aqui.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sobre inovação



1) Inovação não é o que os inovadores oferecem; é o que os consumidores adotam.

2) Ideias não geram valor; é a implamentação de uma ideia que cria inovação e gera valor.

3) Não creia em opiniões; teste tudo, sempre!

4) Boas idéias são inúteis no contexto da inovação; ninguém compra idéias, mas sim produtos e serviços.

5)
Pessoas com boas idéias em geral não são inovadoras; pois só falam sobre elas próprias e sobre as suas ideias, reclamam muito do "sistema" e não botam as ideias em prática.



quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Se Kotler falou, está falado!...



Philip Kotler fez uma palestra no HSM ExpoManagement 2010.

Kotler defende uma visão “humanizada” da comunicação e dos negócios, o que ele chama de Marketing 3.0: marketing centrado em valores (não em produtos ou em clientes).

As empresas devem se preocupar com o planeta, contribuindo para um mundo melhor. Não basta serem lucrativas e eficientes, têm que se preocupar com os outros. As empresas têm que ter causa e propósito, colaborando para darem um sentido na vida de seus funcionários, fornecedores, acionistas, clientes.

Alguma coincidência com o que vimos dizendo há anos?

Para quem tem acompanhado o nosso trabalho profissional, tem visto que o nosso discurso (inclusive com os mesmos termos), o nosso propósito e as nossas ações têm se pautado EXATAMENTE NISSO. Nem sempre, entretanto, com o devido apoio. Primeiro, porque não podemos nos comparar com o prestigiado Kotler (nem de longe!); depois, por vivermos em uma sociedade hiper-consumista, hiper-hedonista, hiper-pós-moderna, como a nossa, que só se preocupa com o próprio umbigo. Falamos sobre isso em uma palestra que demos no ano passado, e que teve como título "Sociedade Quinária".

Talvez agora, com o guru Kotler falando o que já temos pregado há muito tempo, passemos a ser mais ouvidos...

Kotler também diz que as empresas vendem experiências e não produtos ou serviços. Tudo isso também já dissemos. Só chamamos de "x.0", enquanto Kotler usa a denominação "3.0". Esses conceitos, à propósito, estão no livro "Projeto BEL: a COPEL Telecomunicações pensada estrategicamente, em equipe", impresso em dezembro de 2008, particularmente no Capítulo 1 - "BEL: a COPEL Telecomunicações na era x.0".



Curioso...


Nicholas Carr, pesquisador do MIT, fez a apologia do cloud computing, durante sua apresentação em evento da HSM, o ExpoManagement. Segundo ele, tudo deverá passar para"as núvens", com o tempo.

No entanto, isso não está de acordo com o que ele mesmo fala em seu livro A Grande Mudança, onde ele afirma que a tendência é "híbrida", sendo o desafio maior a decisão sobre o que passaria para "as núvens" e o que ficaria fora.

Curioso...



O mesmo polêmico pesquisador, há algum tempo, afirmou que a Internet está prejudicando as nossas atividades cerebrais. Veja mais sobre o assunto aqui.

Todos queremos ser jovens!

We All Want to Be Young (leg) from box1824 on Vimeo.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Inovação exige uma equipe apaixonada


Uma pessoa, por si só, pode ter uma ideia fantástica.

Entretanto, para materializá-la é geralmente necessário que haja mais de uma pessoa, dedicando-se àquilo.

E isso me fez lembrar do Tom Jobim:

“Vou te contar... Os olhos já não podem ver... Coisas que só o coração pode entender... Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho…”

Valores

Quando o empregado pergunta ao chefe:

- O que devo fazer?


O chefe deveria responder, simplesmente, com a seguinte pergunta:


- Quais são os nossos valores?

E o empregado, então, passaria a saber o que fazer...

No meu conceito




TREINAMENTO é uma palavra que, da maneira como hoje é entendida, deve entrar em desuso.

Eu TREINO cães.

Pessoas, por outro lado, eu devo EDUCAR (ensinando os porquês e os comos).


E o rotineiro que seja automatizado.

Uma questão de foco



Gerenciar

= foco no presente.

Liderar
= foco no futuro.

Sobre o futuro



Dizem que é difícil fazer previsões, mas esta eu sei que vou acertar:

Nos próximos 5 anos, veremos mais mudanças acontecerem do que em toda a nossa vida!

Reflexão



Jamais copiarei o que alguém está fazendo.

Por que?


Justamente porque alguém já está fazendo!

sábado, 6 de novembro de 2010

Kotler: uma recente apresentação



Marketing 3.0 segundo Philip Kotler:


E um exemplo:


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Novo conceito para as portas dos carros

ASIMO

Você pode imaginar os diferentes usos que podem ser dados à essa tecnologia...

Aquarela

Unindo a criatividade brasileira à capacidade de realização da...

...acredite: ESLOVÊNIA!!!


Inesperado, sensacional!

Você está num restaurante com a sua família ou amigos. Eis que de repente...



O local é Pamplona, capital de Navarra, Espanha.

"É possível fazer poesia em qualquer lugar"

sábado, 23 de outubro de 2010

Desperte para a inovação

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Frase de Theodore Levitt



Creatividade é pensar coisas novas. Inovação é fazer coisas novas”.




quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sobre a origem das boas ideias

Sensacional esse vídeo!



E o livro está para ser publicado.

sábado, 28 de agosto de 2010

A roda do tempo

Clique AQUI.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

MEDO: a maior barreira para empreender e para inovar




NUNCA TENHA RECEIO DE TENTAR ALGO NOVO.

LEMBRE:

A ARCA FOI FEITA POR AMADORES. O TITANIC, POR PROFISSIONAIS.

Inovação aberta: necessária?


A Apple é fantástica por vários fatores, como por compreender que a inovação deve ir além do produto. Ela inova nos serviços, no design, no marketing, nas apresentações dos novos produtos,...

O fato é que a inovação está no DNA da Apple. E isso é dificílimo de ser obtido, significando o mais elevado nivel de maturidade em termos de inovação empresarial, sendo extremamente complexo para outras empresas alcançarem tal façanha, pois isso demanda "formar uma cultura", o que requer muito tempo e um esforço contínuo, de toda a empresa.

Inovação exige paixão!

Quem empreende inovação precisa ser uma apaixonado pelo que faz. E isso, quando alcançado, passa a ser naturalmente transmitido aos usuários. Os usuários dos produtos Apple são, definitivamente, apaixonados pelos mesmos.

Inovação aberta? Atualmente, fala-se muito sobre isso. No entanto, a Apple, empresa que considero ser o verdadeiro ícone da inovação no planeta, não tem nada de "aberta"!

Está certo que a Apple é uma organização diferenciada, única, mas o fato de ela não fazer "inovação aberta" demonstra, na prática, que não é necessário que se abra o processo de inovação em uma empresa, para que sejam gerados produtos e serviços excepcionais.

E ressalto, mais uma vez, que a Apple é dificilmente reproduzível, imitável, copiável...

terça-feira, 27 de julho de 2010

Climate change


É fundamental que uma empresa se preocupe com a ESTRATÉGIA, isto é, com definir bem os seus objetivos, com elaborar os planos necessários para atingi-los, com providenciar os recursos demandados,...

Entretanto, outros fatores também exigem cuidadosa atenção, como por exemplo, o CLIMA ORGANIZACIONAL. Este, está diretamente relacionado a inspirar pessoas, a motivar equipes, a proporcionar a "alegria pelo trabalho bem feito", a gerar uma "vontade de fazer acontecer", a extrair o melhor de cada um.

Acontece que o CLIMA é algo bem mais sensível, sendo que a equipe é muito menos tolerante a um eventual descaso da sua chefia com respeito a isso.

Além do mais, a ESTRATÉGIA pode ser alterada a qualquer momento e de maneira rápida; porém, modificar um "clima tenso", uma "atmosfera pesada", com o pessoal já desanimado e desmotivado, demanda muito mais tempo e uma enorme energia (se é que ainda é possível modificar um clima deteriorado por muito tempo!).

sábado, 3 de julho de 2010

Principais características do empreendedor

Dizem que os empreendedores de sucesso (Bill Gates e Steve Jobs, por exemplo) são pessoas de cabeça.

É claro que são pessoas inteligentes, disso ninguém duvida. Entretanto, antes de tudo, são pessoas que colocam o
coração naquilo que fazem.

Todo empreendedor de sucesso tem
verdadeira paixão por aquilo que faz. É a paixão que faz a grande diferença!

Entusiasmo e paixão:
no meu entender, as principais características de um empreendedor de sucesso.

Vontade

Fico impressionado ao constatar que muitas pessoas aparentam não querer aprender coisas novas. Vivem satisfeitas com o que sabem e, assim, estacionam. Não evoluem.

Gerentes e chefes, em geral, dizem que muitos de seus colaboradores simplesmente "desistem", como se lhes tivesse esgotado a bateria. Vão até certo ponto e, daí em diante, não querem mais crescer e recusam os desafios. Não desejam aprender coisas novas. Não questionam. Conformam-se. Param.


Muitas empresas têm bons programas de treinamento, mas é necessário que as pessoas queiram aprender. Ninguém consegue ensinar quem não tem vontade aprender. Esse é o desafio.

Todo mundo vê as pingas que tomo, mas não vê os tombos que levo

Quem quer empreender e inovar, tem que ficar surdo às negativas que sempre aparecem.

-Isso é sonho!... -Isso não vai dar certo!... -Loucura!...

E quando o empreendimento é viabilizado, aí esses indivíduos negativos imaginam que tudo foi muito fácil, até rápido demais, e que não passou de pura... Sorte!

-Hoje as coisas são mais difíceis; na época em que ele empreendeu aquilo, era muito mais fácil... -Fez porque foi apadrinhado pelo fulano... -Qualquer um faria aquilo; ele só estava na hora certa, no lugar certo...


Você já viu esse "filme" antes?

Antes, muito suor!


É impressionante ver como os jovens que têm hoje ingressado nos ambientes de trabalho, já querem ser promovidos.

Ambicionam conseguir, imediatamente, sucesso material e prestígio.

Desejam ser reconhecidos como profissionais competentes, mesmo antes de terem tempo para mostrar competência.

Mas não pode haver ilusão! A não ser que alguém seja premiado na loteria, a verdade é que, para que se tenha algum sucesso, é preciso muito trabalho, muito foco no que se faz, muito empenho, muito suor, muitas lutas, muita dedicação, muita persistência, muitas noites mal dormidas!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Primata?

Desde o primata Australophitecus, passaram-se 3 milhões de anos.

No entanto, se esses 3 milhões de anos fossem condensados em apenas 1 ano, as mudanças radicais que temos experimentado na ciência e na tecnologia teriam ocorrido somente nos últimos 15 segundos.

Em nenhum período da História houve tantas mudanças ao mesmo tempo, quanto agora. E esse processo só tende a se intensificar.

Portanto, se você não deseja virar um Australophitecus em pleno Século XXI, então...

...MUDE! MUDE! MUDE!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Você é um bom identificador de problemas?



Então saiba que, com essa característica, você está entre a grande maioria dos profissionais.

Realmente diferenciados são aqueles que, identificando algum problema, tentam resolvê-lo, já apresentando ao superior hierárquico a solução, ou algumas opções de solução.

sábado, 26 de junho de 2010

Internet em números (XXX)

The Stats on Internet Pornography
Via: Online MBA

terça-feira, 22 de junho de 2010

Os diferentes níveis do "servir"



O sentido do "servir" (ou de "doar-se") é algo que pode ter diferentes níveis:

PRIMEIRO: a pessoa "serve" a ela mesma. Trata-se daquele indivíduo que, como usualmente se diz, olha somente para o seu próprio umbigo.

SEGUNDO: a pessoa "doa-se" para as outras pessoas, mas apenas com o intuito de cativar (motivar, entusiasmar,...) as outras pessoas, a fim de que elas trabalhem mais eficientemente 'para ela'. Essa é, na verdade, uma variação do primeiro nível.

TERCEIRO: a pessoa doa-se alegramente para as outras pessoas, sem qualquer tipo de interesse próprio. Doa-se pois entende a vida num sentido mais elevado, com um propósito superior, que é muito maior do que o puramente terreno, imediatista, antropocêntrico.

A pessoa do PRIMEIRO nível é puramente egoísta (e, muitas vezes, nem percebe isso). Já a do SEGUNDO nível é egoísta e maquiavélica, pois usa os outros para seu próprio benefício, além de deixar a (falsa) impressão de que se interessa, de fato, por alguém. E a do TERCEIRO nível, por outro lado, certamente alcançou um patamar bastante superior, o qual devemos, todos, buscar.



Não nos cabe julgar ninguém, mas temos a obrigação de refletir a respeito disso, de modo a que perguntemos, para nós mesmos, em que nível nos encontramos: somos realmente capazes de fazer pelos outros (servi-los) de forma totalmente desapegada, sem qualquer interesse próprio?

segunda-feira, 21 de junho de 2010



Hoje, é bem conhecido o fato de que você interpreta um gráfico, faz projetos de engenharia e realiza uma análise numérica qualquer, com seu hemisfério cerebral esquerdo, enquanto você usa o lado direito de sua cabeça para inovar, ser criativo, tocar uma música e apreciar uma obra de arte.

"A satisfação que meu hemisfério direito está sentindo é maior que a capacidade do meu hemisfério esquerdo de explicá-lo."
(Dr R. Sperry, Prêmio Nobel de Medicina em 1981).

Sabe-se, igualmente, que há pessoas com o lado equerdo mais desenvolvido; e outras, com predominância no funcionamento do lado direito.



Também é bem conhecido (mas, infelizmente, nem sempre aplicado) o fato de que a vida corporativa contemporânea exige um mix de profissionais, contemplando predominâncias distintas de hemisférios cerebrais, maximizando-se assim a eficiência, especialmente quando o ambiente proporciona um trabalho integrado e harmônico entre essas pessoas.


Em função da aceleração das mudanças, vivemos uma época em que, mais do que nunca, precisamos nos empenhar para bem administrar as nossas empresas e as nossas carreiras (hemisfério cerebral esquerdo) , mas nunca podemos parar de criar e inovar (hemisfério cerebral direito) para melhorar nossa competitividade.


É a integração de indivíduos com predominâncias cerebrais diferentes que possibilita o fluxo de novas reflexões (sobre velhos modelos), novos modelos (sobre velhas ideias), novas ideias (sobre velhos processos), novos processos (sobre velhos pensamentos). E assim, progressivamente, alcançam-se novos modelos, novas ideias, novos processos, novos pensamentos,...


Cabe às áreas de RH procurarem contratar pessoas de tal forma que ocorra esse mix na proporção adequada. E à empresa como um todo, a tarefa de proporcionar ambientes que permitam uma interatividade proveitosa, para a empresa e para cada um dos empregados, independentemente do seu tipo predominante de potencial (analítico/sintético, abstrato/analógico, digital/espacial, linear/sistêmico, verbal/introspectivo, operacional/estratégico, lógico/intuitivo,...).


terça-feira, 25 de maio de 2010

Unindo duas boas invenções

domingo, 16 de maio de 2010

Empreendedorismo

Qual seria a melhor definição de EMPREENDEDORISMO? Coletei algumas:

"Uma atividade que permite criar, manter e fazer crescer uma empresa lucrativa".

"Comportamento que leva à criação de uma nova empresa".

"Uma nova produção de bens ou serviços, aproveitando-se uma oportunidade com todas as sua consequências".

"Novas iniciativas de negócios inicialmente concebidos e em seguida desenvolvidos psara atingir o mercado".

"Uma maneira de ver as coisas e um processo para criar e desenvolver atividades econômicas com base em risco, criatividade e inovação de gestão, no interior de uma organização nova ou existente".

E você, o que acha que é empreendedorismo?

domingo, 18 de abril de 2010

A quem podemos julgar?


Um colega disse que eu estava sendo arrogante com ele.

Certa vez, aprendi com um amigo (de Boston, USA) a frase "
do not shoot the messenger". Isso implica que sempre que recebemos uma mensagem (do tipo daquela do meu colega), não devemos rebatê-la, sem antes refletirmos sobre a mesma. E foi o que fiz...

Por outro lado, aprendi com outro Amigo (de Nazaré, Israel) a frase "
Não julgueis". Isso implica que pessoa alguma é grande o suficiente para julgar outro alguém. Pois o ato de julgar, em si, seria (este sim!) definitivamente arrogante.

Pensemos: quando uma pessoa julga a outra desse modo, quem estaria cometendo uma falta maior: o julgado (acusado de arrogância) ou quem julgou? De quem seria "a arrogância maior"?

É claro que aquele que julga sempre se justifica dizendo:

- Veja que legal que eu sou!... Estou lhe dando um
feedback!....

E, achando-se protegido por detrás dessa frase, somente comprova sua postura covarde e traiçoeira: "a mão que afaga é a mão que apunhala" (sim, apunhala, pois quem realmente quer dar um feedback positivo, não realiza a crítica em público, como o meu colega fez, mas a pratica de forma pessoal e isolada).

O diálogo abaixo, que também é verídico, tem a ver com este assunto, sendo que foi travado em outubro de 1995, entre um navio da Marinha Norte Americana e as autoridades costeiras do Canadá, próximo ao litoral de Newfoundland.

Os americanos começaram na maciota:

- Favor alterar seu curso 15 graus para norte para evitar colisão com nossa embarcação.

Os canadenses responderam de pronto:

- Recomendo mudar o SEU curso 15 graus para sul.

O americano ficou mordido:

- Aqui é o capitão de um navio da Marinha Americana. Repito, mude o SEU curso.

Mas o canadense insistiu:

- Não. Mude o SEU curso atual.

O negócio começou a ficar feio. O capitão americano berrou ao microfone:

- ESTE É O PORTA-AVIÕES USS LINCOLN, O SEGUNDO MAIOR NAVIO DA FROTA AMERICANA NO ATLÂNTICO. ESTAMOS ACOMPANHADOS DE TRÊS DESTROYERS, TRÊS FRAGATAS E NUMEROSOS NAVIOS DE SUPORTE. EU EXIJO QUE VOCÊS MUDEM SEU CURSO 15 GRAUS PARA NORTE, OU ENTÃO TOMAREMOS CONTRAMEDIDAS PARA GARANTIR A SEGURANÇA DO NAVIO.

E o canadense respondeu:

- Aqui é um farol, câmbio!


Reflexão:

Às vezes a nossa arrogância nos faz cegos... Quantas vezes criticamos a ação dos outros, quantas vezes exigimos mudanças de comportamento nas pessoas que vivem perto de nós, quando na verdade nós é que deveríamos mudar o nosso rumo...

Serve para mim. Serve para meu colega. Serve para todos nós.



terça-feira, 6 de abril de 2010

Ficar?

Hoje, “ficar com alguém” quer dizer exatamente o contrário: que NÃO SE VAI ficar com aquele alguém.


E hoje, onde nada (nem ninguém) fica, é possível admitir alguém que fica insistindo na mesma tecla? Dá para entender pessoas que ainda ficam com um só objetivo, uma só ideia (fixa e sem acento no “e”), um só pensamento?

sábado, 3 de abril de 2010

Feliz Páscoa!




Que nela você veja tanto amor, saúde e paz, quando tem visto de chocolate; e que a doçura esteja mesmo é no seu coração.

terça-feira, 16 de março de 2010

É tempo de renovação


O blog entra em férias.



domingo, 14 de março de 2010

Inovação

A GRANDE CAPACIDADE INOVADORA NAS EMPRESAS
NÃO ESTÁ NOS DEPARTAMENTOS DE PESQUISA E LABORATÓRIOS...

...ESTÁ EM QUALQUER LUGAR.

Inovar... Até quando?


É comum pessoas acharem que já não há mais espaço para inovação na empresa.

Assim como é comum, nessas situações, que se diga algo como:

- "Afinal, não damos conta nem do que já temos hoje; que dirá se buscarmos alguma outra novidade!"...

Com respeito a esse pensamento, quero afirmar o seguinte:

A EMPRESA DO FUTURO
É AQUELA QUE VALORIZAR E SE MANTIVER CENTRADA NO SEU
CAPITAL INTELECTUAL...

...NA SUA CAPACIDADE DE SE REINVENTAR E INOVAR.



Terapia salvadora

Diz Rafael Cifuentes que, no nosso tempo, uma das maiores doenças é a vontade de triunfar a todo o custo.


De fato, a sociedade competitiva em que vivemos criou a necessidade psicológica do sucesso. É preciso subir na escala social! É necessário ganhar status! Despertar admiração!


A profissão tornou-se fundamentalmente um pedestal. Daí vem a corrida pelos postos rendosos e honoríficos, catalisada pelo doping da vaidade que lança adrenalina nas veias, incentivando à realização de um trabalho desmedido e descabido. Atividades frenéticas que acabam por desgastar a pessoa pelo stress, depressão e outros distúrbios psicológicos, a não ser que antes tenha sido fulminada pelo infarto.


Não raro, diz Cifuentes, o habitante das nossas cidades é um homem escravo, dominado pela paixão da vaidade e da ambição. Não é dono do seu destino pessoal. Faz parte da máquina de uma sociedade globalizada que enaltece a produtividade e tritura a “ineficácia”.


Acontece que, quando um homem não possui o comando da sua vida, perde a sua categoria humana, a sua prerrogativa essencial que o distingue da planta ou do animal: a de não ter uma vida autônoma.


Todos os fatores externos, a opinião alheia, os slogans propagandísticos, as ideias e sentimentos que a televisão, o rádio, os jornais e a Internet querem incutir em cada pessoa a marteladas, passam então a invadir o centro solene da sua alma e é como se injetassem uma espécie de “narcótico” nas veias do seu ser, colocando-o num estado pré-hipnótico.


É urgente que nos interiorizemos!


O homem que perdeu o silêncio e o recolhimento não somente perdeu um atributo: foi modificado em toda a sua estrutura.


Muitos já dizem que vida interior seria uma noção muito antiquada para o século XXI. Que aquilo que importa hoje seria somente o dinamismo e a eficácia, pois só seria possível sentir-se bem na ação. Reflexão, oração – dizem –, isso está bem para um monge, para uma freira, mas não para pessoas “comuns”. Pessoas estas que, hoje, têm muito a fazer... São continuamente assaltadas pelas responsabilidades e obrigações... Não têm um minuto livre... Vivem “na correria”... Os filhos, o cônjuge, os problemas em casa, o trabalho, a empresa, os negócios, os mil assuntos a resolver solicitam-lhes alguma ação, alguma atenção. Não há mais tempo para lero-leros.


No entanto, para os que assim pensam, é preciso ressaltar que aquilo que distingue o ser humano de uma máquina é precisamente o aspecto interior, os pensamentos, os sentimentos. Uma máquina realiza exteriormente o que o homem pode realizar, mas não pode sentir nem pensar.


Quem diz que só é feliz com a ação, está enganado!


A felicidade não está nas coisas sobre as quais um indivíduo atua – por exemplo, se é engenheiro, nos tijolos dos edifícios que constrói – mas ela se verifica em razão da plenitude que essa pessoa experimenta pelo exercício das suas faculdades criadoras.


A felicidade não está na eficácia e no dinamismo – termos mais de moda do que os da vida interior –, na rapidez em construir um prédio. Porque tudo isso pode ser feito muito melhor por uma máquina. E um homem poderia ter como ideal ser uma máquina, muito eficiente, mas que não sente nada?


O homem moderno diz que gosta de viajar. Mas o que é que dá valor a uma viagem? O ir de um lugar para outro, ou antes, a maravilha de descobrir o encanto de uma nova paisagem, que é uma experiência fundamentalmente interior?


É preciso que se note que a fonte da felicidade não está na ação exterior, mas no mais íntimo de cada qual, na plenitude interior que leva à ação.


Viver do exterior é viver

condicionado pelos acontecimentos.


Um homem devorado pela febre da ação não tem as suficientes reservas interiores para gozar plenamente dos resultados dos seus esforços.


O excesso do ‘fazer’

provoca a anemia do ‘ser’.


Evidentemente, devemos concordar com o caráter necessário da ação, reconhecendo as suas virtudes e os seus benefícios. Mas com a condição de que não chegue até ao esgotamento interior, no qual o homem despossuído do que ‘é’ se converte em escravo do que ‘faz’.


O recolhimento e o silêncio interior são fundamentais

para se conseguir a paz, o equilíbrio e

a harmonia de uma vida em plenitude.


Há hoje muitas pessoas que vivem divorciadas de si mesmas porque não fazem silêncio por dentro. Não ouvem o que há de mais essencial, porque o ruído as impede de ouvir a voz do seu mundo interior, que é onde Deus se pode manifestar.


É por isso que tantos precisam de “terapias” especiais, e é também por isso que os homens que têm vida interior normalmente não precisam ir ao analista: a paz, fruto da meditação e da oração – sem reduzir-se simplesmente a isso –, não deixa de ser uma verdadeira e fecunda terapia salvadora.