sábado, 7 de junho de 2008

Pálido Ponto Azul

Gerson mandou este vídeo. Muito legal!


video

O vídeo é baseado no livro de Carl Sagan, que tem o mesmo título (Pale Blue Dot: A Vision of the Human Future in Space).

Sagan (1934-1996) não viveu o suficiente para ver a espetacular imagem da Terra que é mostrada no vídeo. Trata-se uma visão do nosso planeta a partir de Marte, captada em 2003 pela "Mars Global Surveyor".

Sagan, certamente, teria ficado fascinado com a imagem!


Planejamento: uma visão

Se algum dia eu fosse elaborar um planejamento empresarial, ele certamente seria voltado a resultados(*), a serem alcançados com as seguintes "estratégias":

1. As pessoas serão valorizadas primeiramente
pelo que são (isto é, "seres humanos") e depois (bem depois!) pelo que elas possam produzir para a empresa;

2. As regras gerais estabelecidas na empresa devem ser seguidas por todos, mas
cada um será tratado de acordo com a sua individualidade;

3. Cada um passará a interessar-se pelo outro e procurará, a cada dia,
esquecer-se um pouco mais de si próprio;

4.
Todos viverão em plenitude o presente e nada mais (a doença do homem moderno é a inquietação excessiva pelo "amanhã", que o leva a deixar vazio o "hoje"; quanto era o "hoje" que deveria viver com intensidade);

5. Novas
lideranças serão formadas e as lideranças naturais serão identificadas e incentivadas. Aqui, convém dizer o que entendo a respeito disso. Para mim, liderar é trabalhar pelo desenvolvimento dos indivíduos como funcionários da empresa e como cidadãos. É construir uma comunidade de pessoas através de valores compartilhados. É criar um espirito de equipe onde cada um cobre as fraquezas do outro e se complementa. É alinhar objetivos pessoais com os objetivos empresariais. É criar uma visão, um sonho, e fazer com que as pessoas sigam esse sonho, e o façam com alegria. É ser agente de transformação. É estar sempre pronto para as mudanças através da avaliação do ambiente e isso requer planejamento. É não esperar pelas mudanças, mas sim criá-las. É apresentar as mudanças através dos benefícios e das oportunidades. (Êpa! Já usei três vezes a palavra "mudança"! Mas saiba que isso não foi por acaso!). É agir com transparência mesmo que a verdade a ser dita seja dolorosa. É ouvir sem PRÉconceitos o que as pessoas tem a dizer. É ter auto-confiança e não ser e nem parecer arrogante. É não se acomodar. É buscar sempre o novo. É encarar o aparente fracasso não como uma derrota sem solução, mas sim como um adiamento da vitória. É aprender, reaprender e voltar a aprender. É encarar os desafios não como obstáculos, mas sim como oportunidades de aprendizado. É saber que a direção é mais importante que a velocidade. É não desistir, mesmo quando parece que tudo conspira contra você. É continuar pregando no deserto, à medida que você tem a convicção de que aquilo que defende é para o bem de todos e, individualmente, de cada um. É comunicar com palavras e, principalmente, com ações. É ter humildade para reconhecer que você não tem todas as respostas, mas sabe encontrar as perguntas certas e se apoiar nas pessoas que têm as respostas, independente do cargo ou da posição que elas ocupam. É ensinar o que sabe, praticar o que ensina e perguntar o que se ignora.



(*) sobre resultados, cada um pode defini-los da maneira que desejar. Eu os entendo não como a capacidade de a empresa receber, mas sim de dar, oferecer, contribuir.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Você sabe como o seu cérebro trabalha?

Dr. John Medina é um dos maiores experts no assunto.

Assista a uma apresentação dele (em Inglês):




Este é o seu livro:

(clique sobre a imagem)

E, aqui, o seu website.

Muita informação, muito interessante!



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Criatividade aplicada



Aqui você vai encontrar vários artigos com muitas informações a respeito de CRIATIVIDADE e INOVAÇÃO.

Além da tecnologia

O Amilcar mandou este artigo (em Inglês).

Bem na linha que eu gosto: a preocupação não é com a tecnologia em si (que é "meio"), mas com os seus impactos.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

O PROBLEMA é que fui treinado, apenas, com EXERCÍCIOS!...

O nosso ensino é fundamentalmente baseado na solução de exercícios.

E quanto mais "Ciência Exata" for, mas isso ocorre.

Na Escola de Engenharia, por exemplo, muitos exercícios são realizados, sendo que esse procedimento é baseado no uso de habilidades ou técnicas "sobreaprendidas"; ou seja, que são transformadas em rotinas automatizadas como conseqüência de uma prática contínua.

Devemos nos conscientizar, no entanto, que nós nos limitamos a exercitar uma técnica quando enfrentamos situações ou tarefas já conhecidas, que não representam nada de novo e que, portanto, podem ser resolvidas pelos caminhos ou meios habituais.

Um problema, por outro lado (ao contrário de um exercício) é, de certa forma, uma situação nova ou diferente do que já foi aprendido, e que requer, para a sua solução, a utilização estratégica de técnicas já conhecidas.

E essa abordagem estratégica em cima de um problema exige a ativação de diversos tipos e conhecimento, não só de diferentes procedimentos mas também de diferentes atitudes, motivações e conceitos. E isso requer, como hoje se costuma dizer, pensar "fora da caixa".

Porque os problemas, em geral, não são bem definidos ou estruturados (não vêm "encaixotados"!). E diria ainda que, na realidade...

"Não existem problemas totalmente bem definidos,
a não ser as tarefas que denominamos exercícios!"


Quem busca resolver problemas, então, não sabe claramente de que elementos está partindo, quais as técnicas que precisam ser empregadas para se chegar à meta, e qual é essa meta. Assim, começa-se por delinear uma estratégia, em busca de uma solução para um "problema" (ainda pouco claro mas que, no percurso, vai ficando, aos poucos, delineado).

Essa é, assim, a diferença fundamental entre um procedimento essencialmente operacional (para o qual a maioria dos profissionais das Ciências Exatas são bem treinados) e um que é fundamentalmente estratégico (cujas "condições de contorno" terão que ser definidas pela própria pessoa, iniciando-se, em geral, praticamente "do zero"!).

Pode-se inovar em um ambiente estritamente operacional, "encaixotado". Não há dúvidas quanto a isso! Mas não se duvida, também, que as formas de agir e de pensar, bem como o ambiente mais adequado para se inovar é de cunho "estratégico" (no sentido de ser "de problemas", não simplesmente "de exercícios").

Para "aliviar" um pouco o peso do tema, e também para exemplificar, segue um site bastante criativo. Certamente, fruto de pensamentos fora da caixa!


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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Os imbatíveis

Lembra do computador Deep Fritz, que venceu o "invencível" campeão mundial de xadrez, Vladimir Kramnik?

Pois, agora, cientistas alemães lançam um goleiro que (segundo eles dizem) é imbatível! Chama-se Goalias.

Ranking do site Eco Times



Dentre as cinco cidades mais ecológicas do mundo está uma brasileira. Descubra qual.

terça-feira, 3 de junho de 2008

...e durma com um barulho desses!

Será que, no Brasil, tecnologia tem sempre que vir acompanhada de dor de cabeça?

Explico isso, a partir de três "causos":

PRIMEIRO

Um amigo paulista, a respeito da TV digital (e que comprou o setup box!) dá o testemunho de que não há quase programação nas grandes redes televisivas, e que há sérios problemas de cobertura em Sáo Paulo.

Perguntei e ele, então, sobre a interatividade, e resposta foi rápida (e já com uma certa irritação da parte dele): "interatividade nenhuma!".


SEGUNDO

Durante o final de semana, estive procurando testar, em uma loja da minha operadora de celular, o modem banda larga que ela está anunciando tanto na TV.

O vendedor ficou por mais de uma hora tentando fazê-lo funcionar, porém... Nada! Não funcionou, nem com todas as tentativas do "técnico especialista" da própria operadora!


TERCEIRO

Outro amigo está tentando, já há uma semana, usar o (também muito anunciado) sistema de vídeo-chamadas do 3G.

Ele e a esposa trocaram seus aparelhos para "equipamentos compatíveis com 3G". Tinham a expectativa de que, com isso, conversariam entre eles por vídeo-chamadas. Mas não conseguem fazer a coisa funcionar. E a loja, onde compraram os telefones, não os ajuda nisso ("agora...", dizem os vendedores, "...é só através do 0800")!!!

Mão na massa!


O ser humano, ao atingir determinado estado de evolução mental, passou a perceber a necessidade do ato de conhecer racionalmente o mundo à sua volta. E foi através do esforço consciente de sua vontade e de sua inteligência, que ele começou a perceber o vínculo existente entre as coisas individuais presentes no mundo, as quais lhe eram aparentemente desconexas (por sinal, a palavra “inteligência” vem do latim intelegere, significando justamente “ler entre linhas”, isto é, “perceber o que se esconde por detrás das coisas aparentemente desconexas”).


Aí nasce a filosofia, que hoje tem sido vista, por muitos, como "perfumaria", algo teórico ou "sem qualquer praticidade", e até mesmo como “coisa de louco” ou de "sonhador". O termo filosofia, no entendimento corrente de várias pessoas, significa apenas “o domínio teórico nebuloso de problemas sem solução”, sendo que estaria “destituída de sentido prático” e “distante do cotidiano”.


Mas isso não está correto!


O conhecimento filosófico é crucial para entendermos as coisas que nos rodeiam.


E, ao dizer isso, afirmo categoricamente que os gerentes de uma empresa assumem posturas filosóficas, assim como os religiosos, os políticos, os “rockeiros”, os ecologistas, os sindicalistas e assim por diante... Quer tenham consciência disso ou não!


Portanto, não seria melhor que todos conhecessem um pouco mais sobre aquilo que (a sentimento) praticam?


Resumindo, a filosofia está presente na nossa existência e a sua utilização permite ao ser humano pensar com maior clareza, refletindo mais profundamente sobre suas ações.


E o pensamento, este maravilhoso criador de conceitos e sentidos, é o responsável por todos os nossos valores, servindo de fundamento para todas as nossas construções, em todos os níveis, por todas as épocas.


No seu contexto mais amplo, portanto, a filosofia deve ser entendida como uma concepção geral do mundo, da qual se deduz certa forma de conduta. Assim, não se resume a algumas teorias destacadas da realidade; pelo contrário: é através dela que conseguimos entender racionalmente aquilo que nos cerca e, assim, balizar as nossas ações!




domingo, 1 de junho de 2008

Quem somos? Para onde vamos?

Quem não poderia contar, ainda que em ordens diversas, experiências como as seguintes:


– A tristeza advinda dos últimos momentos de uma festa longamente esperada?

– O olhar melancólico que a menina lança ao seu primeiro vestido de baile –já amarrotado e feio–, quando na manhã seguinte se levanta para ir à escola?

– A passagem do altar para a cozinha, do amor romântico e sem compromissos para as responsabilidades do lar, tão depressivo para algumas esposas jovens?


– Os aplausos dos trunfos que se apagam e ficam no esquecimento?


– A publicação de livro que exigiu tantos esforços e que, no fim, se reduziu a mais uma obra, entre muitas, numa biblioteca empoeirada?


– E até mesmo o sorriso da Patrícia Poeta no Fantástico, domingo à noite, que vem recordar que amanhã é novamente segunda-feira, causando de imediato um sentimento de angústia e depressão?


O fato é que, se continuarmos vivendo a vida nos portando como barcos à vela, isto é, "ao sabor dos ventos", sem buscarmos ir a fundo nos últimos por quês de nossas existências, jamais sairemos dessas agonias.

Do fim da filosofia temos ouvido falar, há muito tempo. Mas já se percebe que não é tão fácil desprender-se de um hábito tão arraigado como o de pensar (sem urgência nem fins utilitários imediatos) sobre este núcleo de perguntas que sustenta toda forma de cultura.

Por outro lado, a queda da reflexão filosófica diante da evolução do pensamento científico-tecnológico, pareceria apoiar a opinião de que a filosofia seria "coisa do passado".

Embora não haja dúvida de que os avanços científicos e técnicos dos últimos anos têm contrubuído de maneira decisiva para o bem-estar de inúmeras pessoas, precisamente as nossas sociedades ocidentais, tidas como tão desenvolvidas, apresentam sintomas preocupantes. E entre os mais sérios estão justamente a tristeza, o tédio, as frustrações e a depressão.

Compreender o papel central da filosofia –com suas grandes questões: quem somos? Para onde vamos?– na formação da cultura e da mentalidade de uma sociedade contribuiria para colocar no seu devido lugar a importância dos bens materiais, das possibilidades de desenvolvimento pessoal que nos são oferecidas, e enfrentar com êxito tudo aquilo que surge em nossa vida como algo incompreensível ou inaceitável.

Nisto (mas sem se limitar a isto!) a filosofia pode ser útil: não tanto porque ela traga a felicidade, mas porque ajuda a descobrir as falsas imagens da felicidade.

A racionalidade científica-técnica, muito válida no seu próprio contexto, é, sem dúvida, limitada. Não podemos nos surpreender de que as respostas que oferece para as questões verdadeiramente importantes da vida sejam tão insuficientes. Sem horizonte, andamos perdidos. Necessitamos de uma razão filosófica.