Confraria do Java-Li


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Marcos de Lacerda Pessoa
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— Um burro com duas pessoas em cima! Isso é demais para o pobre animal! — indignou-se a mulher quando viu passar o velho e seu neto viajando montados num burro.
Foi o suficiente para o avô descer e seguir viagem só com o neto montado.
— Que vergonha, um velho cansado ir a pé e um menino saudável ir montado! — foi o comentário que ouviram da próxima pessoa que encontraram.
O jeito foi o velho trocar de lugar com o menino. O menino desceu e o velho subiu.
— Esse marmanjo montado não tem consideração para com o pobre menino? — foi o comentário seguinte.
E a viagem seguiu com os três caminhando com as próprias pernas, o velho, o burro e o menino.
— Vocês são burros ou o quê? Caminhar a pé ao lado de um burro descansado? Por que os dois não montam no burro? — perguntou alguém.
Não lembro como termina a fábula. Talvez o velho tenha se revezado com o menino levando o burro nas costas, já que só faltava tentar esta configuração!...
Este é um dilema parecido com o de profissionais que se preocupam demais com a opinião dos outros na hora de criar uma estratégia de inovação.
Para que o profissional de hoje possa inovar, deve se expor, não resta dúvida. Acontece que o latino, em geral, resiste a isso. Primeiramente, por não ter sido treinado para tal. Em segundo lugar, porque tem medo do que poderá ser a opinião dos demais profissionais da empresa sobre a sua proposta inovadora (mas uma coisa quero logo deixar claro sobre esse assunto: a opinião dos colegas de trabalho, sobre qualquer proposta de inovação que você faça, será sempre cruel, muito cruel. Não duvide: isso é lei!).
Quem já morou em algum país anglo-saxão, entretanto, sabe que lá existe uma cultura bem diferente a este respeito. Desde a escola as pessoas são estimuladas a se expor em discursos, apresentações artísticas, peças de teatro, esportes, etc. Até em enterro tem um montão de gente querendo falar!
Quando fui morar na Inglaterra, o meu chefe, “de cara”, colocou-me para fazer uma apresentação de 45 minutos para 800 pessoas, de diferentes países. E dali em diante, as palestras e apresentações nunca mais cessaram. Às vezes, viajávamos de um país para outro e não havia quase tempo de preparar o que se iria falar, sendo que as adaptações eram feitas rapidamente, no próprio vôo. O fato é que comunicávamos muito e os resultados disso eram simplesmente espetaculares. Ganhamos diversos prêmios por trabalhos inovadores apresentados e, freqüentemente, voltávamos de um circuito daqueles com vários novos projetos alinhavados.
Fazer o mesmo aqui no Brasil é para ser taxado como alguém que "quer aparecer". Aí, sabendo disso, as pessoas já se retraem, não comunicam, deixando de apresentar suas idéias, sendo que, como conseqüência, perdem grandes oportunidades, não recebem apoios suficientes e deixam de inovar como poderiam.
Mais tarde, fui morar nos EUA. Lá, as pessoas também vibravam muito quando alguém da equipe propunha algum projeto que era percebido como importante e inovador. As pessoas viam que, com cada novo projeto, era a equipe e toda a instituição que ganhariam com o prestígio e com o desenvolvimento que aquilo iria produzir.
Aqui no Brasil, por outro lado, se alguém propõe algo mais arrojado, é visto como “a zebra” do time, a pessoa “complicada”, a “sonhadora”, ou como alguém que pode tirar o lugar de uma pessoa que já esteja estabelecida em determinada posição; ou ainda, a proposta é entendida com preocupação por aqueles que a vêem como “trabalho a mais para se fazer e para nos tirar da posição de conforto em que estamos”.
Durma com um barulho desses!...
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Marcos de Lacerda Pessoa
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17:00
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Nos tempos modernos, é adaptar-se ou morrer.
As baratas conseguem isso, os dinossauros não!
Quando foi erguida a pedra que abrigava a as comunidades agrícolas, as baratas correram para se esconder sob a indústria.
Quando a automação chegou, o negócio foi se abrigar nos processos.
Agora é a vez dos "donos da verdade" (ou da informação) serem pulverizados pela produção descentralizada, proporcionada pelas redes de telecomunicação. Quem se adaptar, sobreviverá.
Acontece que, diferentemente da gestão convencional, surge agora um modelo de produção sem marca, sem face, sem endereço (a menos do endereço IP), onde cada um conhece o seu papel e a sua missão, sem a necessidade de que se pague para que algum consultor estabeleça essas coisas.
A partir de verdadeiros quartéis virtuais descentralizados, líderes momentâneos coordenam ataques bem definidos a problemas localizados, se alternando entre gestão e produção, sendo ora comandantes, ora comandados.
Esse é um modelo detestado pelos gurus da administração e pelos consultores que aplicam técnicas pré-formatadas, normalmente importadas (com tradução, mas sem adaptação) de algum país oriental ou anglo-saxão. E é um modelo que os xiitas puristas da gestão convencional dificilmente irão engolir, pois consideram "uma imitação barata, uma anti-gestão, marginal e indigente". Seria, para eles, algo como uma "indigestão empresarial".
Mas são exatamente esses que, para mim, perecerão. Serão extintos! Como os dinossauros.
Quem viver verá!...
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Marcos de Lacerda Pessoa
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Todo mundo quer ter o cliente "na mão". Daí o sucesso dos CRMs, onde se procura saber mais e mais sobre cada cliente, para nada além do que "tê-lo na mão".
Vem cá!... Não seria mais fácil e mais humano estender a mão ao cliente? Essa sim é a melhor forma de fidelização!
O investimento deve feito antes ser nas pessoas (tornando-as mais humanas e verdadeiramente mais próximas dos clientes), antes de se investir em tecnologia para "saber mais" sobre o cliente, mantendo-se porém, com ele, um tratamento frio, impessoal e padronizado pelas normas fixas e pelos programas de qualidade.

Numa certa ocasião, um amigo me convidou para assistir a uma reunião em que participavam gerentes da empresa onde ele trabalha. Inicialmente, gostei do que ouvi: o assunto era a necessidade do estabelecimento de elos de confiança com os clientes.
Porém, quando eles evoluíram para a as formas de operacionalização disso, começaram a discutir “Quem Somos Nós”, e como resultado só falavam que eram "os melhores, os maiores, os mais competentes, os maiorais" (notei que faltou pouco para a moça que estava ao meu lado, e que também era uma convidada, sair da sala para vomitar!).
Hoje, com as redes sociais, não somos nós que devemos "contar" para os clientes o quanto nós somos bons. É justamente o inverso!... O cliente que, ao avaliar nossos produtos, nossos serviços, nosso atendimento e nossos preços e, tirará as suas próprias conclusões sobre...
..."Quem Somos Nós"!
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Marcos de Lacerda Pessoa
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13:32
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Você deve ter recebido uma série de mensagens recentemente, desejando-lhe um Feliz Ano Novo, não é mesmo? Pois quero lhe desejar algo diferente: um Feliz Ânimo Novo! E faço isso porque o ânimo (que está ligado à vontade) é algo que depende totalmente de você (e não das outras pessoas e nem das circunstâncias, como alguns podem erroneamente pensar). E digo mais: o ânimo é uma das coisas que mais influenciam as outras pessoas e faz com que elas gostem mais de você! Além disso, as pessoas ativas (com vontade de fazer as coisas) são em geral bem humoradas, felizes e positivas. Elas são... ANIMADAS! Assim... ...Feliz Ânimo Novo!
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Marcos de Lacerda Pessoa
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A garota entra na biblioteca pedindo batatas fritas, hamburger e milkshake.
A bibliotecária logo avisa que ali é uma biblioteca, quando a jovem, envergonhada, aproxima-se e fala bem baixinho:
- "Eu quero batatas fritas, hambúrguer e milkshake!".
É claro que se trata de uma brincadeira, mas certamente podemos aproveitar isso para refletir sobre a premente necessidade de que o (antiquíssimo) conceito de nossas bibliotecas seja revisto!
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Marcos de Lacerda Pessoa
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17:22
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Puro engano!
Todo mundo sabe muito bem a diferença entre um carro desligado e um carro em ponto-morto.
Pois com os seres humanos, esses “estados” também estão presentes: há pessoas desligadas e há pessoas no ponto-morto (neutras, indiferentes).
As desligadas não conseguem ter visão sistêmica. Já as indiferentes PREFEREM não a ter.
O indiferente DELIBERADAMENTE ignora o que ocorre ao seu redor e é como se tivesse uma mensagem emoldurada em sua sala, dizendo: "o responsável não sou eu".
MAS ISSO ELE NÃO É MESMO! Pois o responsável está sempre ligado para detectar problemas, enxergar oportunidades e buscar soluções.
Já o indiferente PREFERE ficar “na dele”, pouco se lixando se o barco estiver afundando (enquanto o furo não o afetar diretamente).
O curioso é que muitos gerentes preferem ter em suas equipes o indiferente, aquele que vive em ponto-morto. São gerentes que têm pavor de possuírem funcionários que tenham uma visão mais ampla e a “marcha engatada” (isto é, que saibam o que fazer e que estejam dispostos a realizar trabalho). São gerentes que acham que subordinados com essas características são um risco, pois vêem o que eles não vêem (ou o que eles não querem ver).
Mas o mercado exige pessoas competentes, antenadas e “engrenadas” (isto é, com vontade de fazer), não suportando os indiferentes, neutros, que preferem de se manter em ponto-morto.
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Marcos de Lacerda Pessoa
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Marcos de Lacerda Pessoa
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No último ano, dezenas de pessoas se suicidaram na France Telecom.
E a Renault da França já foi responsabilizada pelo suicídio de um funcionário, fato inédito na justiça européia. A alegação da família do funcionário foi excesso de estresse devido às pressões impostas pela empresa.
O referido empregado estava em reunião com seu gerente, quando a conversa "esquentou" e o empregado acabou saltando pela janela, caindo do quinto andar do prédio!
Aqui, reforço o meu ponto de vista de sempre: técnicas de gerenciamento que são simplesmente importadas dos tera-disciplinados e peta-resilientes japoneses, frequentemente causam rejeição e perigo em países latinos, pois cada cultura responde de formas diferentes às pressões no trabalho.
Adicionalmente, convém lembrarmos que os japoneses são, praticamente, "os inventores" do suicídio. Como exemplos: o Hara-kiri e os Kamikazes. Assim, fico imaginando se, juntamente com a importação das técnicas gerenciais nipônicas, os franceses acabaram importando também os suicídios?...
Mas uma coisa é bem diferente, nos dois países: enquanto que na França o suicídio é pelo excesso de trabalho e de pressão, no Japão é pela falta dele, pois para os japoneses desemprego é sinal de desonra!
O fato é que, pelo motivo que seja, morrer por causa do trabalho não faz o menor sentido. Ora, se as pessoas trabalham para viver, como elas podem transformar o trabalho em meio para morrer? Tremendo nonsense!
Hoje, percebo claramente o que meus avós e pais já diziam: "o que está faltando é Deus na vida das pessoas".
No livro bíblico de Jó, vê-se que por várias ocasiões ele desejou morrer, mas Jó nunca pensou em retirar a sua própria vida, decisão que ele sabia ser exclusiva de Deus.
(ilustração: Jó e seus amigos)
O fato é que, com a exagerada correria de hoje e com as pressões absurdas que algumas vezes são impostas aos funcionários, esses não mais conseguem dar "tempo ao tempo".
E é só "dando tempo" para si mesmo que a percepção da pessoa sobre a real magnitude e relevância de seus problemas se aprimora.
E é só "dando tempo" para si mesmo, que a pessoa consegue encontrar-se com Aquele que é...
...fonte de vida!
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Marcos de Lacerda Pessoa
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19:29
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Já li todas as críticas a respeito do Kindle (o e-book da Amazon.com).
A primeira conclusão é de que a Amazon pode ser boa na área de serviços pela web, mas não tem a mesma experiência de uma Apple na produção de hardware e software.
A segunda conclusão é de que "logo logo" deixaremos de ler em papel comum para ler papel eletrônico. Por que afirmo isso?
Bem... No Natal que passou, o Kindle foi o produto mais presenteado do site da Amazon.com. E a empresa vendeu, no final do ano, mais livros eletrônicos para serem lidos no Kindle, do que livros impressos em papel!
Como todo novo gadget, o Kindle ainda é caro (hoje, nos EUA, o seu valor equivale a mais de 20 livros impressos em papel comum). Além disso, a Amazon.com comercializa os e-books por praticamente o mesmo preço dos livros impressos (somente um pouco aquém).
Mas isso VAI MUDAR! Mais cedo do que se imagina, você vai encontrar e-readers gratuitos (como já acha telefones celulares de graça, em qualquer operadora). Acredito que isso virá muito rapidamente, particularmente pelo potencial que têm essas plataformas em veicularem propagandas.
Quem se importa de pagar por uma revista Veja, mesmo sabendo que ela vem com CENTENAS de propagandas? Pois ninguém se importará em receber um Kindle (ou um e-reader de outra marca) de graça, bastando para isso conviver com algumas propagandas intercaladas (em texto, áudio, vídeo ou animações)!
Além disso, imagine que você está com um e-reader na mão, lendo "O Velho e o Mar" e tendo, ao fundo, o som das ondas do mar e das gaivotas!... Sensacional, não é mesmo?
Isso poderá inclusive alterar COMPLETAMENTE a literatura, pois os autores poderão economizar esforços em descrever cenas que podem ser melhor apresentadas com sons e imagens! Adicionalmente, trará uma verdadeira revolução para a aprendizagem, que é construída nos nossos cérebros essencialmente por IMAGENS mentais.
Finalmente, o e-reader da Amazon.com já chegou a ser comercializado com um "leitor" sonoro. Era só selecionar o texto desejado, recostar-se na poltrona e... Ouvir o aparelho CONTAR A HISTÓRIA para você!!! Infelizmente, essa facilidade acabou sendo retirada do Kindle, por pressões das empresas produtoras de livros em CDs, mas entendo que a sua volta será inevitável.
O fato é que a nossa geração tenderá a comparar os livros eletrônicos com os livros em papel. E poderá criticar os primeiros. Já as gerações mais novas tenderão a comparar os e-books com os outros gadgets existentes (notebooks, netbooks, iPhones,...) e acharão os e-books simplesmente...
...geniais!!!
Assim, creio que o avanço dos e-books é um caminho sem volta. E que, lá pelo ano 2020, os livros em papel ainda existirão, assim como os discos em vinil ainda existem.

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Marcos de Lacerda Pessoa
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Marcos de Lacerda Pessoa
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Enganam-se aqueles que ficam ESPERANDO por mudanças, por imaginarem que elas devam ocorrer sempre de cima para baixo.
Há mudanças que ocorrem de baixo para cima, quando empregados da base enxergam oportunidades de melhoria (o que é usual ocorrer, posto que possuem uma visão mais próxima dos processos e vivem mais de perto as dificuldades operacionais do dia-a-dia-), e implementam as mudanças necessárias por conta própria.

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Marcos de Lacerda Pessoa
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17:17
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As pessoas não lêem mais (salvo a revista Veja, as mensagens de e-mail e as manchetes do jornal local que elas buscam na Internet) e, portanto, tratam das coisas de modo absolutamente superficial.
Nas empresas, o resultado disso é uma série de distorções. Ouve-se a galinha a cacarejar por aqui, o galo a cantar por ali, e já vão aplicando (mal!) as coisas.
Um primeiro exemplo disso tem a ver com os cortes. Hoje, parece que todos estão cortando tudo! Pessoal, material de consumo, cafezinho... Qualquer coisa que é considerada “custo”.
Um segundo exemplo, do qual sempre falo, é o tal do 5S. Será que ninguém ainda percebeu que essas coisas foram feitas para FÁBRICAS? E será que ninguém ainda viu que não se pode simplesmente transportar coisas que dão certo no Japão para países latinos?
Um terceiro exemplo é o que se chama Grupo de Trabalho (ou Colegiado), cujo objetivo tem sido (erroneamente) entendido como “um mecanismo para se chegar a um resultado de consenso”. Como conseqüência, isso produz um DESASTROSO NIVELAMENTO das pessoas, das idéias, do comportamento, da mentalidade. E assim, infelizmente, muitos gerentes acabam se comportando mais como carpinteiros que enxergam seus gerenciados como se fossem pregos fincados em uma tábua: é só perceberem cabeças mais salientes e eles as martelam até ficarem todas iguais!
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Marcos de Lacerda Pessoa
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Há um assunto que deve ser do interesse de todo adulto responsável, mas do qual as pessoas parecem fugir: eu me refiro à influência das TECNOLOGIAS nas NOVAS GERAÇÕES.
É claro que devemos ser isentos nessa análise e que são indiscutíveis os benefícios que as TICs têm proporcionado para o progresso de uma forma geral.
No entanto, todos nós já tivemos o sentimento de que a geração das pessoas que “nasceram conectadas” parece ser MAIS IGNORANTE do que nós éramos, quando possuíamos essa idade. A impressão que temos é de que os mais jovens não SABEM mais nada e não SE INTERESSAM mais por nada!
Toda essa PARAFERNÁLIA TECNOLÓGICA de hoje tem proporcionado a essa nova geração uma espécie de DÉFICIT DE ATENÇÃO. O resultado é uma geração SUPERFICIAL, DISTRAÍDA e que não consegue FOCAR mais em nada.
Estranha-se, por exemplo, que os jovens que entram hoje nas empresas (geralmente depois de passarem por concursos e critérios rigorosos de admissão) não mais “esquentam as cadeiras”: em pouco tempo, já pedem para sair e vão buscar uma outra empresa. A primeira impressão que poderíamos ter é de que haveria algum problema sério com a empresa, mas NÃO É ISSO! O fator principal é a INTRANQUILIDADE dos jovens, a sua INSTABILIDADE, a permanente INSATISFAÇÃO e a contínua busca por empregos tão SUPERFICIAIS quanto uma navegação de “dois cliques” na Internet. Mas isso não existe, pois empresas não “navegam” e não sobreviveriam à deriva: elas competem bravamente em MAR ALTO, travando verdadeiras batalhas em mercados cada vez mais agressivos. E, para isso, precisam de pessoas animadas, dispostas, fortes, resistentes, decididas e de propósitos firmes. Pessoas que sabem quem são e para onde querem ir; e dotadas da consciência de que a VISÃO SISTÊMICA e a ESPECIALIZAÇÃO são coisas cruciais e que devem caminhar juntas.
A nova geração “interligada” não lê e se comunica de maneira muito pobre. E todo professor universitário pode confirmar que, ano após ano, o desempenho das turmas vem decrescendo.
Além disso, muitos adolescentes fogem hoje do esporte ou de qualquer atividade física: eles preferem se isolar, passando horas e mais horas sedentárias nos Messengers, Orkuts e jogos eletrônicos. É um verdadeiro vício, que a MAVAV (Mothers Against Videogame Addiction and Violence) diz ser “comparável ao álcool e às drogas, pelos perigos que causam às novas gerações”.
Um outro fenomeno é a LIBERALIDADE ou a FALTA DE PUDOR. Para os adolescentes, tudo passou a ser possível e aceitável na rede, onde eles divulgam para o mundo todo as informações mais íntimas e mais pessoais sobre si mesmos, seus familiares e amigos.
Adicionalmente, o ROUBO tornou-se algo comum e normal. Tudo parece ser resolvido no control-c-control-v. Os jovens não se importam mais com direitos autorais e “mandam brasa” no COPIAR-E-COLAR, muitas vezes alterando textos sem a autorização de seus autores; ou, até mesmo, simplesmente retirando o nome dos autores e publicando o mesmo material em algum outro local (site, blog, dever de casa,...).
E há uma série de outros fatores PREOCUPANTES, mas por enquanto vou parar por aqui. O fato é que, como pais, professores, empregadores,... Enfim, como adultos responsáveis, cabe-nos um alerta para que se faça um USO ADEQUADO das excelentes tecnologias de informação e telecomunicação que estão hoje disponíveis.
A RESPONSABILIDADE NESSE SENTIDO É NOSSA.
NÃO É DE NOSSOS FILHOS. NÃO É DE NOSSOS JOVENS.
É SÓ NOSSA:
DE ADULTOS RESPONSÁVEIS QUE DEVEMOS SER.
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Marcos de Lacerda Pessoa
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20:15
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As pessoas gostam de participar de CAUSAS importantes. E, elas mesmas, sentem-se importantes com isso.
O comprometimento com cada tarefa é maior quando existe a clara percepção do SIGNIFICADO e do VALOR do trabalho a ser desenvolvido.
Cabe ao LÍDER esclarecer, discutir, informar e, assim, auxiliar as pessoas a perceberem a relevância do que deve ser feito e os BENEFÍCIOS MAIS NOBRES a serem alcançados.
“Liderar é elevar espíritos”, dizia Peter Drucker.
Assim, gerentes que colocam os subordinados para baixo e que não se preocupam em propor CAUSAS a serem entendidas e abraçadas por todos, podem ser “chefes”; jamais, lideres.
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Marcos de Lacerda Pessoa
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17:22
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