Embratel: WiMAX em 12 cidades

Há quem duvide da efetiva potencialidade de avanço do WiMAX.
Mas também há quem não duvide. Dentre estes, a Embratel.

Há quem duvide da efetiva potencialidade de avanço do WiMAX.
Mas também há quem não duvide. Dentre estes, a Embratel.
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Marcos de Lacerda Pessoa
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A "MIT Technology Review" apresenta aqui um novo roteador Wi-Fi da Intel, com a capacidade de transmitir o sinal a mais de 60 milhas (quase 100 km!) e na taxa de 6 Mbps.
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Marcos de Lacerda Pessoa
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Cada vez mais rapidamente os bloqueios colocados pelos fabricantes são desativados.
Mas agora, houve a superação: o Iphone 2.0 foi desbloqueado antes mesmo do seu lançamento!!!
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Fui buscar, por pura curiosidade, se havia algum dado sobre o uso da Internet por meio de celular, no Brasil.
Com respeito a isso, parece que ninguém tem dado!
Ou, se tem, esconde que tem.
Mas, nesta procura, acabei encontrando informações extramamente interessantes. Veja:
A metade das conexões à Internet via celular no Brasil, em fevereiro de 2008, foi feita por usuários do iPhone, da Apple, aparelho que ainda não é oferecido oficialmente no país.
Segundo levantamento, dos 212.614 acessos à Web feitos via celular e computadores de mão no país no mês passado, 105.617 foram originados a partir de iPhones.
Em apenas seis meses houve 1.129 por cento de aumento no volume de acessos à Internet por meio do iPhone.
O número de acessos à Internet móvel por celulares e computadores de mão cresceu 167 por cento entre setembro de 2007 e fevereiro deste ano.
Lançado em junho do ano passado, o iPhone é encontrado no país sendo vendido freqüentemente com indicações de destravado para uso em qualquer operadora GSM por preços entre 1.600 e 1.800 reais.
A Apple tem meta de vender 10 milhões de iPhones até o final deste ano, meta que alguns analistas questionam se será possível cumprir diante do cenário de fraqueza no gasto dos consumidores dos Estados Unidos.
O pessoal da Apple no Brasil vem informando que não há data para o lançamento oficial do iPhone no país, embora haja especulações de que isso aconteceria já para o Dia das Mães.
(Alguns dados deste post foram obtidos via Reuters.)
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Marcos de Lacerda Pessoa
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10:44
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Muito bom este blog, através do qual os repórteres da Folha de São Paulo complementam o seu treinamento diário em jornalismo.
Vale a pena navegar pelo blog! Aprendi várias coisas nos diversos comentários geniais que há por lá e (posso garantir!) nunca mais vou ler uma matéria jornalística da mesma maneira.
Programas diários de treinamento + uso de tecnologias (do tipo blog) como extensão desse treinamento: não é para menos que a Folha faz o sucesso que faz...
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Marcos de Lacerda Pessoa
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No post anterior, falei sobre o que entendo que são algumas "tendências para 2008", na área das Tecnologias de Informação e Telecomunicações, as "TICs".
Como (embora totalmente desprovido de qualquer bola de cristal) acredito plenamente no que disse, vou tentar, ao longo do ano, buscar informações sobre a evolução de cada um dos ítens que foram listados naquele texto.
E, para dar início a isso, segue o que há de mais recente na área do desenvolvimento do WiMAX Móvel:
1. Este vídeo é uma demonstração do que a Intel está lançando: redes mistas de Wi-Fi com WiMAX.
2. O sistema "troca" automaticamente de Wi-Fi para WiMAX, e vice-versa. Veja uma reportagem sobre isso aqui.
3. Com essa "mistura de tecnologias" a Intel pretende oferecer, além de mobilidade, cobertura (isto é, cobrir as mais curtas distâncias com Wi-Fi e as mais longas com WiMAX, de forma fácil e transparente ao usuário). Veja.
4. A partir de 18 de abril, a Intel pretende, através do WiMAX, "revolucionar o mundo da Internet sem fio, com o lançamento de um chip de nova geração". Leia mais sobre isso aqui.
5. Finalmente, muito interessante é este artigo que, entre outras coisas, mostra uma estimativa de que haverá 150 milhões de pessoas cobertas por WiMAX em 2008, 750 milhões em 2010 e (veja isso!!!): 1,3 bilhão em 2010.
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Marcos de Lacerda Pessoa
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Quais são as tendências ou acontecimentos previstos para o setor das Tecnologias de Informação e Telecomunicações neste ano?
É claro que, qualquer previsão que se tente fazer tende a se alterar ao longo do tempo, porque o setor é bastante dinâmico e, portanto, sujeito a inúmeras surpresas.
Entretanto, entendo que já podemos tentar antever algumas coisas, com um certo grau de segurança. Aqui vão elas:
2. WiMAX Móvel. Não há muito mais a se dizer a esse respeito, sendo esta uma tecnologia sobre a qual já temos discutido há muito tempo. Só não sei o que vai ser das operadoras e prestadoras de serviços que têm implementado e comercializado redes fixas de WiMAX (ou Pré-WiMAX). Elas poderão adaptar suas redes ao sistema móvel? Com que alterações? E quanto isso custará? São perguntas que, no meu entendimento, são importantes e nos levam, a esta altura, à conclusão de que o momento é de esperar a consolidação do WiMAX Móvel para qualquer avanço no uso/comercialização dessa tecnologia.
3. Portabilidade Numérica. Também já discutimos bastante isso. Trata-se da possibilidade de os usuários mudarem de operadora, conservando o mesmo número de telefone. Isso certamente gerará uma maior concorrência entre as operadoras. Conversei na semana passada com ogerente de marketing da GVT, o qual me informou que a área dele está, por vários meses, quase que só tratando deste assunto específico. Isso é um indicativo de que a portabilidade numérica está realmente chegando, devendo acontecer ainda este ano (embora as datas de lançamento já tenham sido alteradas, por várias vezes).
4. Redes 3G. Isso já começa a ser realidade. No entanto, vejo como um problema a penetração dessa tecnologia. As operadoras olham para o que chamam de "ARPU" (Receita Média Por Usuário), sendo que só encontram valores que elas entendem como "significativos" nos maiores centros, isto é, nas grandes cidades. Assim, só podemos esperar que as operadoras descubram planos de negócios atrativos, de forma que o 3G (e os aparelhos compatíveis) possa avançar a preços razoáveis; pois, se isso não ocorrer, os serviços ficarão limitados exclusivamente às maiores cidades e às classes de maior poder aquisitivo (e, assim, o futuro do 3G seria bem menos do que se espera).
5. Quadri-play (também chamado "Quad-play", ou ainda, para quem preferir, "Quadruple-play"). Trata-se da oferta de serviços em pacote (bundle), incluindo: telefonia fixa + telefonia móvel + banda larga + TV por assinatura. Não há dúvida de que essa é a tendência, sendo que já está havendo uma forte movimentação de operadoras no sentido de que isso seja viabilizado.
6. IPTV. Trata-se da entrega de conteúdo por meio de plataforma IP (Internet Protocol), sendo que a combinação das siglas IP+TV insere-se dentro do conceito da convergência de mídias (voz + vídeo + dados). É um Serviço de Valor Adicionado que deve proporcionar fontes adicionais de receita às operadoras, aumentando o "ARPU" e a reduzindo o "CHURN" (taxa de evasão). E é um assunto que deve nos interessar, pois os players do setor televisivo precisam de infra-estrutura de rede.
Foram geradas algumas divergências quanto ao conceito de IPTV. Já li artigos citando IPTV como a entrega de programação por meio de uma rede fechada, para uma TV dedicada. E já li outros, definindo IPTV como a entrega de conteúdo de vídeo pela rede aberta (Internet), em computador (embora esse serviço seja verdadeiramente chamado de WebTV).
Independentemente dessas confusões, a veiculação de conteúdo televisivo por meio de tecnologia IP (permitindo o uso de uma rede de banda larga para entregar conteúdo de TV acrescido de serviços interativos), propiciará ao setor de telecom a oportunidade de entrar em uma área que, até então, era monopolizada pelas chamadas "radiodifusoras".
A essência é que, com o maior uso da web, e com a liberdade que ela proporciona, as exigências dos usuários mudaram, sendo que estes, atualmente, já não se sentem mais satisfeitos em ter as radiodifusoras ditando 'quando' e 'qual é' a programação que eles devem assistir. Os usuários desejam, com a TV, o mesmo tipo de flexibilidade e liberdade de escolha que a web lhes proporciona! Hoje, o pessoal de mídia escolhe conteúdos que eles "acham" (ou que as pesquisas determinam) que terá maior apelo às massas (e aí vêm os IBOPEs da vida, medindo os resultados obtidos). No entanto, com a IPTV, vejo que isso mudará completamente, e a palavra-chave passará a ser personalização. E, assim, todo o conceito de televisão será alterado. Bem como (e especialmente!) o das propagandas.
Entendo, no entanto, que a TV continuará sendo o meio de comunicação mais eficiente para entretenimento, informação e educação em massa, considerando que os aparelhos de TV ainda são os equipamentos eletrônicos residenciais mais populares em todo o planeta (vi recentemente uma estimativa de que há quase 2 bilhões de aparelhos de TV em funcionamento!). Por isso, acredito que a TV convencional ainda existirá por muitos anos (certamente com os aprimoramentos rumo à digitalização do sinal e da TV de alta definição, chamada de "HDTV", dentre outros que deverão aparecer). E, além disso, a IPTV ainda carece de regulamentação, aprendizagem por parte dos setores envolvidos e, certamente, de grandes investimentos em infra-estrutura.
E é exatamente aqui que podemos entrar: na infra-estrutura! O acesso em banda larga passa a ser o veículo utilizado não apenas para se utilizar a Internet (e fazer chamadas telefônicas usando VoIP), mas também para assistir à TV (e interagir através dela, dispondo de serviços de vídeo sob demanda, gravação seletiva de programas e jogos on-line)! Ou seja, ele passa a ser o meio de transporte de inúmeros serviços digitais para uma residência (a verdadeira convergência digital em casa!).
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Marcos de Lacerda Pessoa
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14:01
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Antes do Natal, achei curioso verificar que, em um shopping de Curitiba, estava sendo aberta uma nova loja de CDs!
Fiquei pensando: será possível que, em época de iPods e similares, há ainda quem compre CDs?!!!
Hoje, já há milhões de músicas que podem ser gratuitamente baixadas através da Internet e colocadas em um tocador minúsculo (os MP3 players), ou reproduzidas nos próprios equipamentos de som dos carros.
E o mesmo fenômeno, no meu entender, passará a ocorrer com os jogos eletrônicos.
Antes da Internet, esses eram verdadeiras ilhas isoladas, onde um usuário jogava, por si só, "na máquina" ou "com ela". Isso mudou drasticamente em 2002, quando a Microsoft lançou o seu serviço online 'Xbox Live'. De lá para cá, a Sony e a Nintendo buscaram seguir o mesmo caminho, lançando produtos que possibilitam a realização de jogos em rede (e na Rede). Mas eles só funcionam para aqueles usuários que têm o mesmo console, em cada ponta.
Outro dia, decidi entrar na rede social "Facebook" (também da Microsoft) e constatei que, lá, não há essa limitação. Se, por exemplo, eu estou acessando a Internet por meio de um Mac e você através de um PC, nós dois podemos jogar qualquer game, um com o outro, sem problemas! Basta apenas que cada um tenha uma ligação Internet e um nevegador! E tem mais: o Facebook possui jogos assíncronos, isto é, você joga a "sua vez" (ou a "sua mão") na hora que for conveniente para você!
Assim, no meu entendimento, em pouco tempo (a exemplo do que já está acontecendo com os CDs), pouca gente comprará esses equipamentos caríssimos de jogos eletrônicos.
Sobre isso, alguém, certamente, pode argumentar que a qualidade obtida por meio dos equipamentos (do tipo PlayStation 3, Wii, etc.) é bem superior ao que se consegue sem os mesmos. Tudo bem!!! Mas a ubiqüidade de uma rede social to tipo 'Facebook' é fantástica, o que é bem reconhecido pelos seus mais de 62 milhões de usuários!
E, obviamente, isso é motivo de grande preocupação por parte dos executivos da Sony e Nintendo, que devem estar, nessa hora, tentando correr atrás desse "prejuízo".
Para os usuários, isso é excelente! Vamos ver o que essas duas empresas apresentarão no seu "contra-ataque".
E, para quem ganha com 'tráfego Internet', o cenário é melhor ainda!
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Marcos de Lacerda Pessoa
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13:55
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Tenho uma verdadeira e já antiga aversão aos chamados 'gurus', seja de que campo de "especialidade" (aspas propositais) eles forem.
Na Administração, a técnica dos gurus está em algum lugar entre a comédia e a tragédia: uma companhia começa a fazer sucesso e a "gurulândia" toda corre para adaptar uma história que passe a "explicar" aquele sucesso. E, mais rapidamente do que alguém possa imaginar, eles publicam livros (que ordinariamente viram bestsellers) e passam a oferecer consultorias, palestras e cursos caríssimos. Tudo com o propósito (que eles procuram tornar bem visível) de nos induzir a agir como aquela companhia, e, obviamente, com a real intenção (que eles tentam "invisibilizar") de que eles (os gurus) ganhem muito dinheiro com toda essa manobra.
E o marketing que usam nisso é pesado! E dá certo! E 'ai' se você ousar criticar um guru: passa a ser massacrado! E, se você estiver cursando um MBA, permita com que eu lhe deixe aqui uma dica: jamais critique um guru em sala de aula, pois você correrá um grande risco de vir a ser reprovado (ou, pelo menos, o professor tentará ridicularizar você e a sua crítica, tudo sob as risadinhas irônicas de seus coleguinhas)! É assim que funciona o marketing: influencia fortemente a opinião pública, que prefere "ir na onda" a tentar racionalizar e enfrentar o desgaste de defender alguma opinião própria. E, desta maneira, os gurus continuam nos enrolando. E fazendo sucesso!
Mas por que estou falando sobre isso?
Porque o Google é o foco atual dos gurus (principalmente pelo fato de que a Microsoft está querendo adquirir o Yahoo!, para fazer frente aos avanços do Google).
Todos os gurus, agora, tentam explicar os motivos pelos quais o Google é sucesso. E começa a pregação: "é preciso arriscar!"; "é necessário ter foco!"; "inovar é fundamental!"; "tem-se que fazer isso e aquilo!". O que eles não vêem (ou se vêem não dizem) é que milhares de companhias arriscaram, tiveram foco, fizeram tudo o que está sendo pregado e... Foram para o buraco!
Oras bolas! Lembro de ter lido a declaração dos próprios proprietários do Google de que eles jamais planejaram o negócio da forma como ele evoluiu (uma agência de propaganda virtual, imensa e poderosa, fantasiada de um mecanismo de busca, visualmente bem singelo), e que jamais imaginaram que iriam crescer tanto. Em outras palavras (e isso ninguém diz): se chegaram aonde chegaram, foi também por uma boa dose de... Sorte!
Será que eu fui o único que leu essa declaração? Claro que não! Mas foi uma entrevista antiga, quando os proprietários do Google eram ainda imaturos e estavam extasiados com o sucesso que começavam a fazer. Hoje, certamente, já perceberam que 'sorte' não dá prestígio para ninguém (embora dê dinheiro!), e é claro que não dão mais aquele tipo de declaração.
E, além disso, ainda sobre o tema 'sorte': ela dá dinheiro para as cartomantes, não para os gurus (os quais, por isso, nunca vão falar dela, com o devido valor que ela mereceria!).
De tudo isso, espero com humildade deixar ao menos uma mensagem que entendo como fundamental: não adianta só olharmos para negócios bem sucedidos e tentarmos "explicar" as possíveis razões que originaram aquele sucesso. É necessário, também, que olhemos para os que não deram certo, procurando identificar os motivos dos fracassos. E uma coisa é certa: estes são em número muito maior do que aqueles. Embora os gurus não o digam!
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Marcos de Lacerda Pessoa
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13:25
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Interessante esta matéria sobre o uso dos PCs nas escolas.
Penso que, aos poucos, mais pessoas vão descobrindo que, se por um lado os PCs nos ajudam imensamente, por outro, se forem mal utilizados, podem levar a alguns sérios inconvenientes.
Nos ambientes da família e do trabalho, por exemplo, os PCs podem reduzir o relacionamento entre as pessoas e, também, a afetividade: que, no meu entender, é o que realmente nos diferencia dos animais (mais do que a própria inteligência, como habitualmente nos ensinam!).
Assim, e sem qualquer exagero (pois basta observarmos), com o mau (ou excessivo) uso dos computadores, vamos aos poucos nos animalizando...
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Marcos de Lacerda Pessoa
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13:16
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A grande maioria dos produtos e serviços que são lançados no mercado como sendo "inovação", na verdade são, apenas, o resultado de umaprogressão tecnológica ou de uma otimização em torno de algo que já estava no mercado antes.
Uma inovação 'de fato' é aquela que muda de forma significativa (e cria) um mercado.
Por exemplo: quem poderia imaginar que, no meio de tantos tocadores de MP3 (que já existiam há alguns anos), viria a ser lançado um aparelho oferecendo músicas com formato proprietário, sem tocador de rádio, e, mesmo assim, deixar milhões de adolescentes, crianças e adultos totalmente fascinados por ele? Pois o Steve Jobs, da Apple, imaginou exatamente isso!
No cenário das TICs, muitas pessoas fazem "progressão tecnológica", mas pouquíssimas têm a capacidade (o talento, o "flair") para realmente inovar. O Steve Jobs é, definitivamente, uma delas. E é por isso que sempre fico muito atento aos movimentos dele, pois tendem a ser, sempre, revolucionários.
Sobre esse assunto, segue um tópico para a sua reflexão:
Vamos supor que, há cerca de 5 anos, uma empresa que já produzia tocadores de MP3 desejasse inovar; e, para isso, decidisse contratar uma pesquisa de mercado. O que essa pesquisa provavelmente diria a essa empresa? Certamente, proporia aumentar a capacidade de armazenamento dos tocadores para ziliões de gigas, sugeriria a inclusão de rádio no equipamento, a adoção de formatos cada vez mais abertos, e, por aí, a coisa iria... Mas, de real inovação, necas!
O fato é que inovação não provém da opinião dos consumidores. Quando esses são entrevistados, a grande maioria dirá coisas do tipo: "seria bom se o meu equipamento tivesse maior armazenamento"; ou, "gostaria que as minhas fotos fossem de maior resolução"; ou ainda, "queria que a minha conexão à Internet tivesse uma taxa de transmissão maior".
Entretanto, ao buscar oferecer essas "demandas", a empresa não estará inovando, mas simplesmente tornando maior uma funcionalidade já existente. O ponto aqui é que se pode melhorar a qualidade (de algum produto ou serviço) sem inovar! E isso é o que geralmente ocorre!
Para inovar, outras características são necessárias, como intuição, "insight", capacidade de enxergar "fora do quadrado", além de sabedoria e coragem de tubarão para nadar contra a corrente. Para que a inovação ocorra, é necessário não ser pessimista. Mas, também, é preciso não ser realista (pois os realistas são os que mais mal fazem para a capacidade de inovar). Em resumo: é necessário que haja, em uma equipe de desenvolvimento de novos produtos ou serviços, uma boa dose de utopia, sem o que jamais surgirá algo que realmente revolucione, que crie novos mercados (e "utopia", aqui, não é ter um pensamento secularizado, nem significa a negação do mundo, conforme descrito por S. Thomas Morus; mas é, sim, manter o coração no alto e os pés no chão, com otimismo e Esperança).
E, se você ainda é daqueles que acha que só cabem em uma empresa pessoas "realistas", então você não é, nem de perto, um "Steve Jobs". Mas não se importe com isso: poucos são os que valorizam, dão espaço e apostam no pensamento utópico, razão pela qual poucos, de fato, realmente inovam.
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Marcos de Lacerda Pessoa
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13:08
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Quando uma barragem é projetada, estima-se o que se chama Período de Recorrência. Trata-se do tempo médio em que a vazão de projeto é igualada ou superada. Assim, se o Período de Recorrência é, por exemplo, 1/10.000, isto significa que aquela vazão ocorrerá, em média, uma vez a cada 10.000 anos (obviamente, ela pode ocorrer 'amanhã', pois trata-se apenas de um conceito probabilístico, calculado estatisticamente).
Acontece que, construir uma barragem com esse nível de segurança pode sair (e freqüentemente este é o caso!) muito caro. Deste modo, o projetista diminui o Período de Recorrência, assumem-se os riscos decorrentes disso e a construção da barragem fica, como conseqüência, financeiramente viável para quem vai pagar por ela.
O mesmo deve ocorrer no cenário das Tecnologias de Informática e Telecomunicações, as TICs. No passado, empresas que só consideraram a "qualidade" tecnológica de seus produtos obtiveram fracassos monumentais.
Um bom exemplo disso é o do VHS, que ganhou do BETAMAX, embora este fosse muito superior àquele (veja aqui).
Coisa parecida ocorre com os APPLE MACs, que, embora muito superiores aos PCs, não vendem tanto quanto estes (veja aqui.). Embora esta seja uma opção planejada e muito bem avaliada pela APPLE!
Agora, assistiremos à queda do HD DVD, com a ascensão do BLU-RAY da Sony, como mostra esta matéria da Reuters, assunto que também está aqui.
São exemplos que nos levam à constatação de que nem sempre a oferta do SUPRA SUMO da tecnologia (a mais CONFIÁVEL, a mais ROBUSTA, a mais MAIS) é que produzirá os melhores resultados empresariais.
Outros fatores (como PREÇO e INTEROPERABILIDADE, por exemplo) precisam entrar na balança!
Em resumo: nem sempre o melhor (em termos unicamente 'de tecnologia') será o melhor (em termos de 'retorno financeiro'). O projetista do produto ou serviço deve colocar todos os fatores influentes na balança e, se necessário for, "diminuir o Período de Recorrência"; assumindo, assim, os riscos decorrentes disso, para que, então, possa obter maior retorno.
(Reedição de texto datado de 19.fev.2008)
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Marcos de Lacerda Pessoa
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12:56
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Você sabe o que é "subsídio cruzado"?
Segundo a reportagem de capa da revista WIRED deste mês, esse é o futuro dos negócios.
Quer saber por que? Então clique aqui (e aproveite a explicação, que é grátis!!!).
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Marcos de Lacerda Pessoa
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20:01
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Na época do vinil, havia pelo menos um lado que se salvava.
Depois veio o CD, com um lado só (e, se esse não se salvasse, não havia alternativa).
Agora, não há lado algum: você "salva" exatamente as músicas que quer, as que você realmente gosta.
Mas, se olharmos para o mercado, a indústria tradicional da música não gostou dessa evolução; porém nós, os usuários, adoramos (portanto, continua nessa história havendo um "lado bom", o que se salva!).
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Marcos de Lacerda Pessoa
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10:18
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Entre no Woonz, digite o nome da música ou da banda que você desejar, clique em search e baixe o respectivo MP3.
Verifiquei que o site não tem vírus e que ele disponibiliza muitas músicas!
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Marcos de Lacerda Pessoa
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09:23
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O Engenheiro Didu me enviou este vídeo.
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Marcos de Lacerda Pessoa
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07:22
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Chris DeWolfe, um dos fundadores do MySpace (portal vendido em 2005 para o grupo News Corporation, de Rupert Murdoch, por US$ 580 milhões e que, hoje, tem 110 milhões de usuários ativos no mundo), fez nesta semana os seguintes prognósticos quanto ao futuro próximo da Internet:
1. A Internet vai se tornar mais pessoal, com os usuários customizando suas experiências on-line. Haverá um novo tipo de página de perfil, com diferentes visões do usuário baseadas em quem está visitando sua página;
2. A Internet vai se tornar mais portátil, com mais recursos para celular, por exemplo;
3. A Internet vai se tornar mais colaborativa. Com Facebook, MySpace ou Orkut, qualquer microempresário constrói hoje uma página de divulgação na Internet sem o custo de um site tradicional, com a vantagem de que, assim, pode construir uma rede de fãs e consumidores assíduos, que também se comunicam.
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Marcos de Lacerda Pessoa
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08:58
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Stavros faz arte com GPS.
"O mundo é a minha tela", diz ele.
Interessante, engraçado, e, acredite se quiser: essa é uma propaganda da Nokia (Stavros usa um telefone N82 para criar a sua arte).
Veja mais sobre esta original peça de publicidade aqui.
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Marcos de Lacerda Pessoa
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07:46
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Idéias criativas e uso inteligente da tecnologia.
Veja a concepção inovadora deste empreendimento, lançado em São Paulo.
A propaganda, na Folha, diz o seguinte:
"Não temos salão de festas. Não temos espaços gourmet, churrasqueiras coletivas ou espaços zen. Não temos spas, quadras poliesportivas, saunas ou LAN houses. Não temos garage band ou tendas para massagem. Se acha que pode ser feliz longe de tudo isso, procure a gente. Talvez você pertença ao mundo Max Haus".
Trata-se do MaxHaus: um conceito europeu de "arquitetura aberta".
No site você pode tomar o elevador, entrar virtualmente nos apartamentos personalizados e ler ou fazer comentários sobre os mesmos. Além disso, é claro, você pode "montar" um apartamento, do seu jeito.
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Marcos de Lacerda Pessoa
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09:55
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Há muito tempo, o iPhone tem sido desbloqueado e a Apple vem perdendo muito dinheiro com isso; embora haja divergências.
Com o desbloqueio o usuário ficava limitado a versões mais antigas do firmware.
Mas agora, o ZiPhone resolve essa questão, desbloqueando tudo!
Portanto, se era só esse o seu problema, a Lei de Gerson o resolveu e agora você já pode comprar o seu iPhone sem os antigos receios.
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Marcos de Lacerda Pessoa
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19:30
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Steve Chen diz aqui que teremos YouTube ao vivo em streaming, ainda este ano.
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Marcos de Lacerda Pessoa
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17:31
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Você já parou para pensar na "prisão tecnológica" que existe ao utilizar qualquer programa de computador para registrar qualquer documento seu?
Seja um texto, uma planilha eletrônica, uma apresentação eletrônica..., acabamos "aprisionados" pelo software que utilizamos para elaborar esses dados. Por não existir um formato padrão de documentos acabamos obrigados a viver em "ilhas" de usuários que utilizam o mesmo software. Corporações se vêem obrigadas a adquirir licenças de software de somente um determinado fornecedor para permitir a troca e colaboração de documentos entre seus funcionários.
Esse ambiente acaba por propriciar o aparecimento de um monopólio (leia-se Microsoft...) no mercado de softwares o que inibe o aparecimento de novos players neste mercado que poderiam trazer grandes inovações nas tarefas de elaboração de documentos.
O Dia da Liberdade dos Documentos (DFD, Document Freedom Day) é um dia
internacional para Libertação de Documentos com ações de base no
sentido de promover Formatos de Documento Livres e Padrões Abertos em
geral e acontecerá no dia 26 de março.
Importante destacar que o movimento defende um formato livre para documentos e não tem nada a ver com software livre. Não quero aqui entrar na polêmica de utilização e implantação de softwares livres, onde existe muita paixão e muitos argumentos nesta guerra entre software livre x software proprietário. Quero somente produzir conteúdo de forma padrão que possa ser acessado por software livre, software proprietário, em Windows, em Macintosh, em Linux sem passar por processos (que nem sempre funcionam corretamente) de conversão de padrões de documentos proprietários.
Em resumo, o que interessa é o produto e não a ferramenta utilizada para produzir esse produto.
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Jefferson
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10:41
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Fala-se muito do que diferencia a mídia tradicional da Internet.
Entretanto, essa análise é relativamente simples de ser feita, pois a web, além da sua velocidade, possibilita interatividade (Web 2.0), personalização por (e pelo) usuário, e oferece uma fenomenal "memória" on-line. Além disso, o "hipertexto" (isto é, a característica de se poder clicar sobre um link, e, deste modo, "navegar" em um texto) é uma vantagem inigualável que a Internet nos possibilita.
Mas qual seria a diferença entre, por exemplo, um website de notícias e outro website de notícias?
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Marcos de Lacerda Pessoa
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07:01
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Há quem sustente que o plural de "forum" seja "fora".
Se você entende a lingua Inglesa falada, este forum é bastante interessante.
E também este aqui.
Ambos tratam de temas importantes, estratégicos, por meio de palestras e entrevistas com os maiores experts em cada assunto.
Os dois sites valem a pena!
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Marcos de Lacerda Pessoa
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13:23
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