quarta-feira, 25 de junho de 2008

Modernizando os ditados


"Melhor prevenir do que reformatar".

"Quem semeia e-mail, colhe spam".


"Para bom provedor, meia senha basta".
(e, na versão mais desbocada: "Para mau provedor, meia senha é bosta").


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segunda-feira, 23 de junho de 2008

O "MS iPod"

Se a Microsoft comprasse a Apple, veja como ficaria o iPod!

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Discernimento

Todos nós precisamos tomar cuidado com respeito à veracidade daquilo que se encontra na Internet.


Isso é bem mais importante nos alunos do ensino básico e fundamental, que acessam bastante a
web e, de uma forma geral, ainda não possuem o necessário discernimento para filtrar informações.

Nesse sentido, a enciclopédia
on-line Wikipedia tem sido responsabilizada, na Escócia, pela queda de desempenho dos alunos nos exames escolares. Veja a reportagem aqui (em Inglês).

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domingo, 22 de junho de 2008

Viajando para o interior


Outro dia, assisti a uma palestra sobre ‘Gestão da Carreira e da Vida Pessoal’, quando se falou que “devemos assumir o controle da própria vida”.

Fiquei depois pensando sobre o assunto e cheguei à conclusão que o ponto de partida para retomarmos as rédeas das nossas vidas está mais perto do que possamos imaginar, porque, sem sombra de dúvida, isso passa pelo AUTOconhecimento.

Fala-se muito da comunicação interpessoal, mas estou certo de que deveríamos nos voltar bem mais para o aprimoramento da nossa comunicação INTRApessoal.

Maduro (e realizado, e feliz) é o homem que se propõe a fazer uma “aventura interior”, num “mergulho” de fora para dentro. Assim, ao invés do foco comumente dado aos nossos atributos externos, a nossa maior conquista de fato ocorre quando nos interiorizamos.

E é somente aí que surgem, naturalmente, as questões filosóficas cruciais: De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos? E é interiorizando que tomamos consciência do que realmente nos importa e para que direção queremos apontar nossas vidas.

Dizem que “querer é poder”. Mas como podemos nos livrar daqueles hábitos indesejáveis que exterminam as nossas iniciativas?

Explico: quantas vezes você já disse querer começar um regime (ou a academia, ou qualquer outra coisa) “na segunda-feira”? E, depois, com o propósito frustrado, a “culpa” passa a ser do mau tempo, de uma “obrigação importantíssima” que apareceu no trabalho, do engarrafamento no trânsito, do rádio-relógio que deveria ter tocado mais cedo, da preguiça... Assim, é essencial que reflitamos, que identifiquemos as velhas crenças, que tomemos consciência tanto do punhado de desculpas que muitas vezes usamos (para os outros e para nós mesmos), como dos obstáculos externos (mas principalmente dos internos!) que minam a nossa vontade.

Abandonar no meio do caminho tarefas ou objetivos que nós mesmos estabelecemos, começar muitas coisas sem concluí-las, adiar responsabilidades, não perseverar na conquista de nossos objetivos, desistir na primeira barreira que encontramos... São todos sintomas de dispersão interior. De falta de comunicação interna.


Profissionalmente, o homem que não interioriza pode até ter grandes aptidões e conhecimento, mas deixa-se levar “ao sabor das ondas”. Ele resiste em iniciar uma nova tarefa, pois ela o tirará de uma posição “de conforto”. Ele se aborrece, se desinteressa e se desmotiva no decorrer de uma atividade, pois nunca refletiu sobre o fim último daquela ação. E ele nunca quer chegar à perfeição, isto é, à completa finalização daquilo que está fazendo (pode até escalar uma montanha, mas nunca chega a vencer os últimos metros, aqueles que o levam “ao cume”; ele desiste antes.). Assim, desmotivado e desiludido, torna-se um homem profissionalmente frustrado e que passa a “culpar”, a tudo e a todos (menos a ele próprio!), pelas suas infelicidades.

Socialmente, o homem que não interioriza é apenas uma casca, é sem conteúdo, é vazio, é raso, é máscara, é aparência. Busca a felicidade nas coisas de fora, no que é exterior, e como a procura no lugar errado, nunca a acha. E se frustra. E se entristece. E se deprime. E culpa “o destino, que não lhe foi suficientemente generoso”.

Na família, o homem que não interioriza é ensimesmado. É capaz de passar horas navegando na Internet, lendo a revista Veja ou assistindo ao telejornal, sem notar que a esposa ou os filhos estão sozinhos na sala, carentes de atenção, de afeto, de amor. E novamente, chegam as desculpas: “Estou cansado, passei o dia todo trabalhando, preciso de um minuto de sossego!...”.

Espiritualmente, o homem que não interioriza é aquele que declara ser de determinada religião, mas sempre adiciona, logo em seguida, o termo “não praticante”. Sendo fraco, instável e preguiçoso no trabalho, socialmente e na família, não poderia ser diferente nas coisas de Deus. Assim, torna-se arrogante, cínico e orgulhoso perante o Criador. E, novamente, se vale de várias desculpas para se justificar, normalmente culpando “a Igreja, que seria antiquada por não aceitar o casamento gay, o divórcio e o aborto”; ou culpando “o padre que lhe sugeriu educar seus instintos ao invés de recorrer desregradamente à camisinha”; ou ainda “o pastor, que seria apenas um mercenário em busca do dinheiro dos iludidos fiéis”.

Daí a importância do relacionamento INTRApessoal! É só na reflexão mais íntima que cada um busca o real sentido da sua vida. E é só interiorizando que se educa a vontade para ser fiel não somente aos propósitos mais profundos – aqueles que dão sentido à vida - como também para agir segundo seu querer.

A vontade pode ser definida como a capacidade de fazer algo, antecipando conseqüências e sendo capaz de adiar uma recompensa. “Quero muito trocar de carro, mas minha prioridade é economizar para dar entrada num apartamento”. “Quero emagrecer e sou capaz de abrir mão de uma pizza ou de uma sobremesa”. Por mais que eu seja bombardeado por estímulos diversos, eu me coloco em movimento para alcançar uma meta. Vontade é essa perseverança que cresce diante dos desafios. É ter preguiça de ir à academia, mas insistir. É a tenacidade conquistada por nunca se deixar vencer pelos obstáculos. É saber o que se quer, aprendendo a disciplinar as necessidades.

Assim, maduro (e realizado, e feliz) é o profissional que não somente busca conhecer e desenvolver habilidades técnicas; é o pai e marido que não somente procura proporcionar bens materiais à sua família; é o filho de Deus que não somente procura comparecer (de corpo) às celebrações religiosas para simplesmente cumprir com uma tradição. Maduro, antes de qualquer coisa, é o homem que dedica tempo ao seu desenvolvimento interior.

"Conhece-te a ti mesmo!", dizia o filósofo. Só assim é que conseguiremos, de fato, assumir o controle das nossas vidas.

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quinta-feira, 19 de junho de 2008

Uma GRANDE (r)evolução nos valores!


Antigamente, as pessoas tinham uma GRANDE atração por GRANDES empresas, de GRANDE orçamento.

Hoje, as novas gerações preferem empresas onde haja GRANDE visão, GRANDE vontade, GRANDE oportunidade de crescimento; e (muito importante!) que sejam lideradas por GRANDES seres humanos.


Um pensamento...


As empresas com
clientes inteligentes
são indiscutivelmente vencedoras!





Monólogo já era. A era é do diálogo.

Penso que marketing será cada vez mais entendido como diálogo, e não simplesmente como monólogo.

Além disso, com as tecnologias hoje disponíveis, já não se pode mais pensar em comunicação puramente assíncrona. Explico:

No meu entendimento, o melhor da Internet é a possibilidade que ela oferece para as pessoas se comunicarem (nesse sentido, basta olhar para o estrondoso sucesso das redes sociais!).

Nos sistemas tecnológicos voltados à comunicação, há os que possuem características assíncronas, como e-mail, fóruns e blogs. E há as formas síncronas, que são caracterizadas pela simultaneidade, como chats, VoIP e videoconferências.

É certo que a comunicação assíncrona possibilita uma maior reflexividade, realçando mais a distância. Por outro lado, a comunicação síncrona é mais espontânea e propicia uma sensação de maior proximidade.

Assim, as duas são importantes! No entanto, as empresas ainda projetam seus sites de forma puramente assíncrona e fazem seus planos de marketing na filosofia do monólogo!



(PS - por favor, acreditem que isso é verdade, pois de "monólogo" eu entendo como ninguém!)


As próximas práticas



"As melhores práticas" é a expressão da moda. Ela está em todos os cantos.

As melhores práticas disso, as melhores práticas daquilo...

Sobre isso, aqui vai uma breve reflexão:

AQUELE QUE QUER FAZER A DIFERENÇA
TEM QUE CRIAR
AS "PRÓXIMAS PRÁTICAS"

AO INVÉS DE, SIMPLESMENTE, SEGUIR AS "MELHORES PRÁTICAS".



quarta-feira, 18 de junho de 2008

A "Geração Y" está chegando. Quais as conseqüências?

Ao contrário do que alguns de meus amigos e colegas acham, dificilmente eu me entusiasmo com alguma tecnologia. Por outro lado, sou completamente fascinado pelas transformações sociais que as tecnologias proporcionam, isto é, as modificações que produzem nos comportamentos, nas formas de pensar e de agir.

Está começando a chegar às empresas a chamada Geração Y, constituída por aqueles que nasceram entre 1979 e 1995, cresceram com computadores e celulares, e são tão familiarizados com as tecnologias que estas lhes passam despercebidas. Tecnologia, para eles, é simplemente parte de suas vidas, ou parte "de tudo"!


Acontece que, muito em breve, esses jovens vão passar a conhecer os departamentos de informática e telecomunicações das suas empresas. E aí começarão os conflitos, pois logo perceberão que não poderão fazer inúmeras coisas de que gostariam, e vão constatar que receberão milhares de justificativas e desculpas bem-intencionadas, do tipo:

"é preciso entrar com o seu pedido na fila"

"quem estabelece a prioridade é o Conselho"

"isso não é possível, pois afetará a segurança do sistema"

"esse aplicativo que você desenvolveu pode estar resolvendo algum problema no seu setor, mas precisaremos desativá-lo, porque está fora dos padrões estabelecidos pela empresa"

"você não pode acessar tal site por causa dos filtros que colocamos... Você sabe, eles são para aumentar a produtividade empresarial"

"não podemos aumentar o seu espaço em disco, é preciso que o seu gerente aprove isso antes"

"essa é a maneira com que sempre trabalhamos... E sempre deu certo!".

Prevejo que a Geração Y simplesmente não suportará esse tipo de coisa! E, como conseqüência, posso também prever que algumas novas atitudes passarão a ser brevemente verificadas nas empresas, como por exemplo:

1. Vários usuários passarão a levar para o trabalho os seus notebooks (conectados por GPRS, 3G, Wi-Fi, etc) e os seus smartphones. Assim, usarão ao máximo seus próprios equipamentos; e os da empresa, somente quando isso for estritamente necessário.

2. Os usuários passarão a escolher e utilizar os seus próprios aplicativos e ferramentas.

3. As empresas não acharão outro meio senão o de aumentar a flexibilidade de horário de trabalho. Como resultado, mais "profissionais móveis" passarão a existir (aqueles que não mais trabalharão em um ponto fixo, como numa "mesa de trabalho", mas "em qualquer lugar").

4. As empresas perderão muito em controle de recursos (a menos que se trate de um ambiente onde haja uma elevadíssima preocupação com segurança, o que não ocorre na maioria dos casos).

5. Segurança, privacidade e confidencialidade serão muito mais difíceis de se gerir.

6. Em pouco tempo, as TICs serão descentralizadas. E, se a "velha guarda" desses departamentos resistir a isso, certamente perderá na queda de braço.

Então, finalmente, quando a Geração Y passar a assumir postos gerenciais, aí teremos empresas completamente diferentes das que conhecemos hoje!

O tempo mostrará...

Sintetizando voz com melhor qualidade

Didu mandou este link.

Passe o mouse em volta da cabeça do personagem e tanto os olhos como a cabeça vão acompanhar os movimentos

Em "Language", escolha a opção "Portuguese".

Em "Voice", escolha uma das opções "Brazilian"

Em "Enter Text", escreva uma palavra ou um texto, usando pontuação (. , ?).

Agora, clique em 'Say It', para que o personagem fale o que você escreveu.

Constate, com isso, como os sintetizadores de voz melhoraram, tanto na cadência da fala, como no sotaque!

Com isso, várias aplicações passam a ser possíveis. Por exemplo, você pode passar a "ouvir" as suas mensagens de e-mail, ao invé de lê-las.

Isso já era possível em alguns sistemas (nos Macs, por exemplo), mas não com essa qualidade de voz na língua Portuguesa do Brasil.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Suas idéias vão circular!








Antônio Carlos mandou este link, da Copyleft.




sábado, 14 de junho de 2008

O homem-criança

A esposa e os filhos o chamam. E ele responde.

O seu chefe, colegas de trabalho ou subordinados o chamam. E ele responde.

As exigências do bem comum o chamam. E ele responde.

Deus o chama. E ele responde.


Nunca pesquisei a raiz do termo responsabilidade, mas penso que seja isso: a capacidade de respondermos aos apelos que nos fazem.

A pessoa imatura é parasitária. A pessoa amadurecida sente os apelos da responsabilidade.

E o que isso tem a ver com maturidade?

Entendo que... Tudo! Não é a criança que quer para si os melhores brinquedos e as mais carinhosas atenções daqueles que a rodeiam? Pois esta também é a atitude do "homem-criança", que tem atrofiada a sua capacidade de pensar nos outros, de responder aos apelos dos outros.


"Os outros?" - pergunta o homem-criança -, "quem são os outros?".

Os outros (pensam eles) são os que me dão a oportunidade de estar no centro das atenções; os outros servem-me de degrau para subir; os outros são o instrumento útil para o meu brilho pessoal, para edificar o meu pedestal. Tudo enxergam através das lentes do "para mim": "O que representa isso para mim?", "Que valor tem essa pessoa, esse acontecimento para mim?", "Este cargo pode ser útil para mim?". Quanta acidez! Responsabilidade zero! Quanta tristeza!

Quero, agora, propor-lhe uma "tarefa": procure reparar na coincidência que há entre as pessoas felizes e as pessoas generosas (isto é, aquelas que respondem aos apelos dos outros). Estou certo de que você se surpreenderá!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

"No Brasil, o sucesso é ofensa pessoal." (Tom Jobim)

Você já notou que o orgulho é facilmente demonstrado pelas atitudes exteriores de uma pessoa; que a preguiça todos vêem; que a ira manifesta-se nas ações exteriores e explosivas; que a avareza é facilmente observável; que a gula é claramente percebida nos atos de comer; e que a mentira, cedo ou tarde, sempre se torna manifesta?


Mas a inveja não!

A inveja é escondida; e, por isso, muito perigosa, pois nada há de
mais explosivo que as pressões interiores da própria alma. E ela pode ser facilmente detonada, em ódio profundo!

No entanto, o mais curioso é que a inveja nunca chega a explodir, pois, antes disso, ela causa uma... "Implosão"!

E acaba destruindo quem?


Ele mesmo: o próprio invejoso!


terça-feira, 10 de junho de 2008

Apple faz provocações no mercado de celular

Foi iniciada uma grande disputa no campo da Internet, especialmente entre Apple e Nokia (esta, a maior fabricante de celulares do mundo).

De acordo com a Apple, o iPhone 3G, apresentado ontem em São Francisco, é 36% mais rápido que o celular N95, que é o modelo "top" da Nokia.

A Apple não poupou provocações. Entretanto, a questão que fica é a seguinte: depois de vender 6 milhões de celulares no último ano, a Apple (nova entrante nesse ramo) vai continuar obtendo esses excelentes resultados?

Certamente, vai depender muito do que a Nokia fizer daqui para frente, sendo que ela já anunciou que, em 2009, vai lançar um celular poderoso como o N95, mas dotado de touch screen e teclado QWERTY.

A política de preços também vai contar muito. E, ontem, a Apple mostrou que está disposta a abrir mão de preços em favor da massificação do iPhone.

A Nokia vai acompanhar essa estratégia? Ou vai preferir se diferenciar oferecendo aparelhos com mais recursos? O tempo dirá.


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Gigantes se unem em torno do WiMax

Veja a matéria aqui (em Inglês).


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segunda-feira, 9 de junho de 2008

No fim está a eficácia!

Dizer que se tem idéias é o que eu chamo de "fala fácil". Difícil é apresentar idéias coerentes, possuir argumentação para defendê-las com lógica e, finalmente, implementá-las.

A efetivação prática é o verdadeiro teste que mede a força das idéias. A prática eficaz é que supera a longa distância que existe entre o projeto e a sua realização.

A efetiva concretização dos projetos exige que se superem obstáculos subjetivos (como o descaso, a preguiça, a má vontade e o medo) e grandes obstáculos objetivos (como as contradições, a falta de meios, os perigos e a oposição alheia).

Por isso, a força e a fraqueza devem ser medidas precisamente pela capacidade (ou incapacidade) de serem ultrapassadas todas as dificuldades!

Queremos conhecer o valor de uma personalidade? Observemos as suas obras e não as suas palavras; reparemos na sua eficácia e não nos seus discursos; meçamos a sua efetiva doação e não as suas emoções; investiguemos as concretizações e não os projetos.

Acabar representa esforço!


É nos últimos metros que separam o alpinista do cume que a superação do cansaço se torna heróica. Mas também são esses metros que o separam da glória.

E é na última volta do parafuso, a mais custosa de dar, que ele segura com mais força a peça de junção.

Estamos dispostos a dar as últimas voltas nos "parafusos"? Sabemos colocar com heroísmo as últimas pedras nas nossas construções? Na resposta a essas perguntas encontra-se, muitas vezes, o critério para avaliarmos a verdadeira eficácia de nossas ações.

Post devidamente carimbado: "é apenas a minha opinião".

Novidades da Apple


Anunciado oficialmente o iPhone 3G: menor, mais veloz e mais barato. O Brasil é um dos países que está na lista dos 70 que terão o iPhone 3G ainda este ano (embora não esteja entre os 22 países onde haverá um lançamento simultâneo, em 11 de julho). Veja mais aqui.

E anunciado o MobileMe: com "push" e-mail, "push" calendário e "push" contatos. Vale a pena dar uma olhada, sendo que deverá ser concorrente direto do Blackberry (certamente, vai lhe roubar uma enorme fatia de mercado!).

Novo iPhone será lançado em São Francisco, na Califórnia

Uma das reclamações a respeito do iPhone é o seu peso elevado. Outra, o seu preço, também elevado.


Pois, após ouvir os consumidores, a Apple decidiu lançar, ainda nesta semana, o iPhone 2: menor e mais barato!

Virá também em vermelho e permitirá chamadas em vídeo-conferência. Veja mais sobre o assunto aqui.

Na "Via Rápida"

Parece que estamos todos nessa "Via Rápida" da vida, onde tudo é "para ontem", e as pessoas sentem-se importantes e orgulhosas de si ao dizerem, umas para as outras, que estão "na correria".

Tudo é fazer, e fazer rápido.

Ninguém pára mais para respirar. Não dá mais tempo. Nem ao menos para apreciar aquilo que se fez.

Agora, tenho que ir. Meu filho está dizendo que se não sairmos já, ele chegará tarde na escola. Até depois! Vou pela Via Rápida.

sábado, 7 de junho de 2008

Pálido Ponto Azul

Gerson mandou este vídeo. Muito legal!




O vídeo é baseado no livro de Carl Sagan, que tem o mesmo título (Pale Blue Dot: A Vision of the Human Future in Space).

Sagan (1934-1996) não viveu o suficiente para ver a espetacular imagem da Terra que é mostrada no vídeo. Trata-se uma visão do nosso planeta a partir de Marte, captada em 2003 pela "Mars Global Surveyor".

Sagan, certamente, teria ficado fascinado com a imagem!


Planejamento: uma visão

Se algum dia eu fosse elaborar um planejamento empresarial, ele certamente seria voltado a resultados(*), a serem alcançados com as seguintes "estratégias":

1. As pessoas serão valorizadas primeiramente
pelo que são (isto é, "seres humanos") e depois (bem depois!) pelo que elas possam produzir para a empresa;

2. As regras gerais estabelecidas na empresa devem ser seguidas por todos, mas
cada um será tratado de acordo com a sua individualidade;

3. Cada um passará a interessar-se pelo outro e procurará, a cada dia,
esquecer-se um pouco mais de si próprio;

4.
Todos viverão em plenitude o presente e nada mais (a doença do homem moderno é a inquietação excessiva pelo "amanhã", que o leva a deixar vazio o "hoje"; quanto era o "hoje" que deveria viver com intensidade);

5. Novas
lideranças serão formadas e as lideranças naturais serão identificadas e incentivadas. Aqui, convém dizer o que entendo a respeito disso. Para mim, liderar é trabalhar pelo desenvolvimento dos indivíduos como funcionários da empresa e como cidadãos. É construir uma comunidade de pessoas através de valores compartilhados. É criar um espirito de equipe onde cada um cobre as fraquezas do outro e se complementa. É alinhar objetivos pessoais com os objetivos empresariais. É criar uma visão, um sonho, e fazer com que as pessoas sigam esse sonho, e o façam com alegria. É ser agente de transformação. É estar sempre pronto para as mudanças através da avaliação do ambiente e isso requer planejamento. É não esperar pelas mudanças, mas sim criá-las. É apresentar as mudanças através dos benefícios e das oportunidades. (Êpa! Já usei três vezes a palavra "mudança"! Mas saiba que isso não foi por acaso!). É agir com transparência mesmo que a verdade a ser dita seja dolorosa. É ouvir sem PRÉconceitos o que as pessoas tem a dizer. É ter auto-confiança e não ser e nem parecer arrogante. É não se acomodar. É buscar sempre o novo. É encarar o aparente fracasso não como uma derrota sem solução, mas sim como um adiamento da vitória. É aprender, reaprender e voltar a aprender. É encarar os desafios não como obstáculos, mas sim como oportunidades de aprendizado. É saber que a direção é mais importante que a velocidade. É não desistir, mesmo quando parece que tudo conspira contra você. É continuar pregando no deserto, à medida que você tem a convicção de que aquilo que defende é para o bem de todos e, individualmente, de cada um. É comunicar com palavras e, principalmente, com ações. É ter humildade para reconhecer que você não tem todas as respostas, mas sabe encontrar as perguntas certas e se apoiar nas pessoas que têm as respostas, independente do cargo ou da posição que elas ocupam. É ensinar o que sabe, praticar o que ensina e perguntar o que se ignora.



(*) sobre resultados, cada um pode defini-los da maneira que desejar. Eu os entendo não como a capacidade de a empresa receber, mas sim de dar, oferecer, contribuir.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Você sabe como o seu cérebro trabalha?

Dr. John Medina é um dos maiores experts no assunto.

Assista a uma apresentação dele (em Inglês):




Este é o seu livro:

(clique sobre a imagem)

E, aqui, o seu website.

Muita informação, muito interessante!



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Criatividade aplicada



Aqui você vai encontrar vários artigos com muitas informações a respeito de CRIATIVIDADE e INOVAÇÃO.

Além da tecnologia

O Amilcar mandou este artigo (em Inglês).

Bem na linha que eu gosto: a preocupação não é com a tecnologia em si (que é "meio"), mas com os seus impactos.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

O PROBLEMA é que fui treinado, apenas, com EXERCÍCIOS!...

O nosso ensino é fundamentalmente baseado na solução de exercícios.

E quanto mais "Ciência Exata" for, mas isso ocorre.

Na Escola de Engenharia, por exemplo, muitos exercícios são realizados, sendo que esse procedimento é baseado no uso de habilidades ou técnicas "sobreaprendidas"; ou seja, que são transformadas em rotinas automatizadas como conseqüência de uma prática contínua.

Devemos nos conscientizar, no entanto, que nós nos limitamos a exercitar uma técnica quando enfrentamos situações ou tarefas já conhecidas, que não representam nada de novo e que, portanto, podem ser resolvidas pelos caminhos ou meios habituais.

Um problema, por outro lado (ao contrário de um exercício) é, de certa forma, uma situação nova ou diferente do que já foi aprendido, e que requer, para a sua solução, a utilização estratégica de técnicas já conhecidas.

E essa abordagem estratégica em cima de um problema exige a ativação de diversos tipos e conhecimento, não só de diferentes procedimentos mas também de diferentes atitudes, motivações e conceitos. E isso requer, como hoje se costuma dizer, pensar "fora da caixa".

Porque os problemas, em geral, não são bem definidos ou estruturados (não vêm "encaixotados"!). E diria ainda que, na realidade...

"Não existem problemas totalmente bem definidos,
a não ser as tarefas que denominamos exercícios!"


Quem busca resolver problemas, então, não sabe claramente de que elementos está partindo, quais as técnicas que precisam ser empregadas para se chegar à meta, e qual é essa meta. Assim, começa-se por delinear uma estratégia, em busca de uma solução para um "problema" (ainda pouco claro mas que, no percurso, vai ficando, aos poucos, delineado).

Essa é, assim, a diferença fundamental entre um procedimento essencialmente operacional (para o qual a maioria dos profissionais das Ciências Exatas são bem treinados) e um que é fundamentalmente estratégico (cujas "condições de contorno" terão que ser definidas pela própria pessoa, iniciando-se, em geral, praticamente "do zero"!).

Pode-se inovar em um ambiente estritamente operacional, "encaixotado". Não há dúvidas quanto a isso! Mas não se duvida, também, que as formas de agir e de pensar, bem como o ambiente mais adequado para se inovar é de cunho "estratégico" (no sentido de ser "de problemas", não simplesmente "de exercícios").

Para "aliviar" um pouco o peso do tema, e também para exemplificar, segue um site bastante criativo. Certamente, fruto de pensamentos fora da caixa!


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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Os imbatíveis

Lembra do computador Deep Fritz, que venceu o "invencível" campeão mundial de xadrez, Vladimir Kramnik?

Pois, agora, cientistas alemães lançam um goleiro que (segundo eles dizem) é imbatível! Chama-se Goalias.

Ranking do site Eco Times



Dentre as cinco cidades mais ecológicas do mundo está uma brasileira. Descubra qual.

terça-feira, 3 de junho de 2008

...e durma com um barulho desses!

Será que, no Brasil, tecnologia tem sempre que vir acompanhada de dor de cabeça?

Explico isso, a partir de três "causos":

PRIMEIRO

Um amigo paulista, a respeito da TV digital (e que comprou o setup box!) dá o testemunho de que não há quase programação nas grandes redes televisivas, e que há sérios problemas de cobertura em Sáo Paulo.

Perguntei e ele, então, sobre a interatividade, e resposta foi rápida (e já com uma certa irritação da parte dele): "interatividade nenhuma!".


SEGUNDO

Durante o final de semana, estive procurando testar, em uma loja da minha operadora de celular, o modem banda larga que ela está anunciando tanto na TV.

O vendedor ficou por mais de uma hora tentando fazê-lo funcionar, porém... Nada! Não funcionou, nem com todas as tentativas do "técnico especialista" da própria operadora!


TERCEIRO

Outro amigo está tentando, já há uma semana, usar o (também muito anunciado) sistema de vídeo-chamadas do 3G.

Ele e a esposa trocaram seus aparelhos para "equipamentos compatíveis com 3G". Tinham a expectativa de que, com isso, conversariam entre eles por vídeo-chamadas. Mas não conseguem fazer a coisa funcionar. E a loja, onde compraram os telefones, não os ajuda nisso ("agora...", dizem os vendedores, "...é só através do 0800")!!!

Mão na massa!


O ser humano, ao atingir determinado estado de evolução mental, passou a perceber a necessidade do ato de conhecer racionalmente o mundo à sua volta. E foi através do esforço consciente de sua vontade e de sua inteligência, que ele começou a perceber o vínculo existente entre as coisas individuais presentes no mundo, as quais lhe eram aparentemente desconexas (por sinal, a palavra “inteligência” vem do latim intelegere, significando justamente “ler entre linhas”, isto é, “perceber o que se esconde por detrás das coisas aparentemente desconexas”).


Aí nasce a filosofia, que hoje tem sido vista, por muitos, como "perfumaria", algo teórico ou "sem qualquer praticidade", e até mesmo como “coisa de louco” ou de "sonhador". O termo filosofia, no entendimento corrente de várias pessoas, significa apenas “o domínio teórico nebuloso de problemas sem solução”, sendo que estaria “destituída de sentido prático” e “distante do cotidiano”.


Mas isso não está correto!


O conhecimento filosófico é crucial para entendermos as coisas que nos rodeiam.


E, ao dizer isso, afirmo categoricamente que os gerentes de uma empresa assumem posturas filosóficas, assim como os religiosos, os políticos, os “rockeiros”, os ecologistas, os sindicalistas e assim por diante... Quer tenham consciência disso ou não!


Portanto, não seria melhor que todos conhecessem um pouco mais sobre aquilo que (a sentimento) praticam?


Resumindo, a filosofia está presente na nossa existência e a sua utilização permite ao ser humano pensar com maior clareza, refletindo mais profundamente sobre suas ações.


E o pensamento, este maravilhoso criador de conceitos e sentidos, é o responsável por todos os nossos valores, servindo de fundamento para todas as nossas construções, em todos os níveis, por todas as épocas.


No seu contexto mais amplo, portanto, a filosofia deve ser entendida como uma concepção geral do mundo, da qual se deduz certa forma de conduta. Assim, não se resume a algumas teorias destacadas da realidade; pelo contrário: é através dela que conseguimos entender racionalmente aquilo que nos cerca e, assim, balizar as nossas ações!




domingo, 1 de junho de 2008

Quem somos? Para onde vamos?

Quem não poderia contar, ainda que em ordens diversas, experiências como as seguintes:


– A tristeza advinda dos últimos momentos de uma festa longamente esperada?

– O olhar melancólico que a menina lança ao seu primeiro vestido de baile –já amarrotado e feio–, quando na manhã seguinte se levanta para ir à escola?

– A passagem do altar para a cozinha, do amor romântico e sem compromissos para as responsabilidades do lar, tão depressivo para algumas esposas jovens?


– Os aplausos dos trunfos que se apagam e ficam no esquecimento?


– A publicação de livro que exigiu tantos esforços e que, no fim, se reduziu a mais uma obra, entre muitas, numa biblioteca empoeirada?


– E até mesmo o sorriso da Patrícia Poeta no Fantástico, domingo à noite, que vem recordar que amanhã é novamente segunda-feira, causando de imediato um sentimento de angústia e depressão?


O fato é que, se continuarmos vivendo a vida nos portando como barcos à vela, isto é, "ao sabor dos ventos", sem buscarmos ir a fundo nos últimos por quês de nossas existências, jamais sairemos dessas agonias.

Do fim da filosofia temos ouvido falar, há muito tempo. Mas já se percebe que não é tão fácil desprender-se de um hábito tão arraigado como o de pensar (sem urgência nem fins utilitários imediatos) sobre este núcleo de perguntas que sustenta toda forma de cultura.

Por outro lado, a queda da reflexão filosófica diante da evolução do pensamento científico-tecnológico, pareceria apoiar a opinião de que a filosofia seria "coisa do passado".

Embora não haja dúvida de que os avanços científicos e técnicos dos últimos anos têm contrubuído de maneira decisiva para o bem-estar de inúmeras pessoas, precisamente as nossas sociedades ocidentais, tidas como tão desenvolvidas, apresentam sintomas preocupantes. E entre os mais sérios estão justamente a tristeza, o tédio, as frustrações e a depressão.

Compreender o papel central da filosofia –com suas grandes questões: quem somos? Para onde vamos?– na formação da cultura e da mentalidade de uma sociedade contribuiria para colocar no seu devido lugar a importância dos bens materiais, das possibilidades de desenvolvimento pessoal que nos são oferecidas, e enfrentar com êxito tudo aquilo que surge em nossa vida como algo incompreensível ou inaceitável.

Nisto (mas sem se limitar a isto!) a filosofia pode ser útil: não tanto porque ela traga a felicidade, mas porque ajuda a descobrir as falsas imagens da felicidade.

A racionalidade científica-técnica, muito válida no seu próprio contexto, é, sem dúvida, limitada. Não podemos nos surpreender de que as respostas que oferece para as questões verdadeiramente importantes da vida sejam tão insuficientes. Sem horizonte, andamos perdidos. Necessitamos de uma razão filosófica.