Suas idéias vão circular!
Antônio Carlos mandou este link, da Copyleft.
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Marcos de Lacerda Pessoa
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"Os outros?" - pergunta o homem-criança -, "quem são os outros?".
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Você já notou que o orgulho é facilmente demonstrado pelas atitudes exteriores de uma pessoa; que a preguiça todos vêem; que a ira manifesta-se nas ações exteriores e explosivas; que a avareza é facilmente observável; que a gula é claramente percebida nos atos de comer; e que a mentira, cedo ou tarde, sempre se torna manifesta?
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A Nokia vai acompanhar essa estratégia? Ou vai preferir se diferenciar oferecendo aparelhos com mais recursos? O tempo dirá.
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Dizer que se tem idéias é o que eu chamo de "fala fácil". Difícil é apresentar idéias coerentes, possuir argumentação para defendê-las com lógica e, finalmente, implementá-las.
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Marcos de Lacerda Pessoa
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19:10
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Anunciado oficialmente o iPhone 3G: menor, mais veloz e mais barato. O Brasil é um dos países que está na lista dos 70 que terão o iPhone 3G ainda este ano (embora não esteja entre os 22 países onde haverá um lançamento simultâneo, em 11 de julho). Veja mais aqui.
E anunciado o MobileMe: com "push" e-mail, "push" calendário e "push" contatos. Vale a pena dar uma olhada, sendo que deverá ser concorrente direto do Blackberry (certamente, vai lhe roubar uma enorme fatia de mercado!).
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Uma das reclamações a respeito do iPhone é o seu peso elevado. Outra, o seu preço, também elevado.
Pois, após ouvir os consumidores, a Apple decidiu lançar, ainda nesta semana, o iPhone 2: menor e mais barato!
Virá também em vermelho e permitirá chamadas em vídeo-conferência. Veja mais sobre o assunto aqui.
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11:24
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Parece que estamos todos nessa "Via Rápida" da vida, onde tudo é "para ontem", e as pessoas sentem-se importantes e orgulhosas de si ao dizerem, umas para as outras, que estão "na correria".
Tudo é fazer, e fazer rápido.
Ninguém pára mais para respirar. Não dá mais tempo. Nem ao menos para apreciar aquilo que se fez.
Agora, tenho que ir. Meu filho está dizendo que se não sairmos já, ele chegará tarde na escola. Até depois! Vou pela Via Rápida.
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Gerson mandou este vídeo. Muito legal!
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Marcos de Lacerda Pessoa
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Se algum dia eu fosse elaborar um planejamento empresarial, ele certamente seria voltado a resultados(*), a serem alcançados com as seguintes "estratégias":
1. As pessoas serão valorizadas primeiramente pelo que são (isto é, "seres humanos") e depois (bem depois!) pelo que elas possam produzir para a empresa;
2. As regras gerais estabelecidas na empresa devem ser seguidas por todos, mas cada um será tratado de acordo com a sua individualidade;
3. Cada um passará a interessar-se pelo outro e procurará, a cada dia, esquecer-se um pouco mais de si próprio;
4. Todos viverão em plenitude o presente e nada mais (a doença do homem moderno é a inquietação excessiva pelo "amanhã", que o leva a deixar vazio o "hoje"; quanto era o "hoje" que deveria viver com intensidade);
5. Novas lideranças serão formadas e as lideranças naturais serão identificadas e incentivadas. Aqui, convém dizer o que entendo a respeito disso. Para mim, liderar é trabalhar pelo desenvolvimento dos indivíduos como funcionários da empresa e como cidadãos. É construir uma comunidade de pessoas através de valores compartilhados. É criar um espirito de equipe onde cada um cobre as fraquezas do outro e se complementa. É alinhar objetivos pessoais com os objetivos empresariais. É criar uma visão, um sonho, e fazer com que as pessoas sigam esse sonho, e o façam com alegria. É ser agente de transformação. É estar sempre pronto para as mudanças através da avaliação do ambiente e isso requer planejamento. É não esperar pelas mudanças, mas sim criá-las. É apresentar as mudanças através dos benefícios e das oportunidades. (Êpa! Já usei três vezes a palavra "mudança"! Mas saiba que isso não foi por acaso!). É agir com transparência mesmo que a verdade a ser dita seja dolorosa. É ouvir sem PRÉconceitos o que as pessoas tem a dizer. É ter auto-confiança e não ser e nem parecer arrogante. É não se acomodar. É buscar sempre o novo. É encarar o aparente fracasso não como uma derrota sem solução, mas sim como um adiamento da vitória. É aprender, reaprender e voltar a aprender. É encarar os desafios não como obstáculos, mas sim como oportunidades de aprendizado. É saber que a direção é mais importante que a velocidade. É não desistir, mesmo quando parece que tudo conspira contra você. É continuar pregando no deserto, à medida que você tem a convicção de que aquilo que defende é para o bem de todos e, individualmente, de cada um. É comunicar com palavras e, principalmente, com ações. É ter humildade para reconhecer que você não tem todas as respostas, mas sabe encontrar as perguntas certas e se apoiar nas pessoas que têm as respostas, independente do cargo ou da posição que elas ocupam. É ensinar o que sabe, praticar o que ensina e perguntar o que se ignora.
(*) sobre resultados, cada um pode defini-los da maneira que desejar. Eu os entendo não como a capacidade de a empresa receber, mas sim de dar, oferecer, contribuir.
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Dr. John Medina é um dos maiores experts no assunto.
Assista a uma apresentação dele (em Inglês):
Este é o seu livro:
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20:16
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Aqui você vai encontrar vários artigos com muitas informações a respeito de CRIATIVIDADE e INOVAÇÃO.
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Marcos de Lacerda Pessoa
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18:38
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O Amilcar mandou este artigo (em Inglês).
Bem na linha que eu gosto: a preocupação não é com a tecnologia em si (que é "meio"), mas com os seus impactos.
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Marcos de Lacerda Pessoa
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09:42
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O nosso ensino é fundamentalmente baseado na solução de exercícios.
E quanto mais "Ciência Exata" for, mas isso ocorre.
Na Escola de Engenharia, por exemplo, muitos exercícios são realizados, sendo que esse procedimento é baseado no uso de habilidades ou técnicas "sobreaprendidas"; ou seja, que são transformadas em rotinas automatizadas como conseqüência de uma prática contínua.
Devemos nos conscientizar, no entanto, que nós nos limitamos a exercitar uma técnica quando enfrentamos situações ou tarefas já conhecidas, que não representam nada de novo e que, portanto, podem ser resolvidas pelos caminhos ou meios habituais.
Um problema, por outro lado (ao contrário de um exercício) é, de certa forma, uma situação nova ou diferente do que já foi aprendido, e que requer, para a sua solução, a utilização estratégica de técnicas já conhecidas.
E essa abordagem estratégica em cima de um problema exige a ativação de diversos tipos e conhecimento, não só de diferentes procedimentos mas também de diferentes atitudes, motivações e conceitos. E isso requer, como hoje se costuma dizer, pensar "fora da caixa".
Porque os problemas, em geral, não são bem definidos ou estruturados (não vêm "encaixotados"!). E diria ainda que, na realidade...
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Lembra do computador Deep Fritz, que venceu o "invencível" campeão mundial de xadrez, Vladimir Kramnik?
Pois, agora, cientistas alemães lançam um goleiro que (segundo eles dizem) é imbatível! Chama-se Goalias.
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Dentre as cinco cidades mais ecológicas do mundo está uma brasileira. Descubra qual.
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Será que, no Brasil, tecnologia tem sempre que vir acompanhada de dor de cabeça?
Explico isso, a partir de três "causos":
PRIMEIRO
Um amigo paulista, a respeito da TV digital (e que comprou o setup box!) dá o testemunho de que não há quase programação nas grandes redes televisivas, e que há sérios problemas de cobertura em Sáo Paulo.
Perguntei e ele, então, sobre a interatividade, e resposta foi rápida (e já com uma certa irritação da parte dele): "interatividade nenhuma!".
SEGUNDO
Durante o final de semana, estive procurando testar, em uma loja da minha operadora de celular, o modem banda larga que ela está anunciando tanto na TV.
O vendedor ficou por mais de uma hora tentando fazê-lo funcionar, porém... Nada! Não funcionou, nem com todas as tentativas do "técnico especialista" da própria operadora!
TERCEIRO
Outro amigo está tentando, já há uma semana, usar o (também muito anunciado) sistema de vídeo-chamadas do 3G.
Ele e a esposa trocaram seus aparelhos para "equipamentos compatíveis com 3G". Tinham a expectativa de que, com isso, conversariam entre eles por vídeo-chamadas. Mas não conseguem fazer a coisa funcionar. E a loja, onde compraram os telefones, não os ajuda nisso ("agora...", dizem os vendedores, "...é só através do 0800")!!!
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Marcos de Lacerda Pessoa
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O ser humano, ao atingir determinado estado de evolução mental, passou a perceber a necessidade do ato de conhecer racionalmente o mundo à sua volta. E foi através do esforço consciente de sua vontade e de sua inteligência, que ele começou a perceber o vínculo existente entre as coisas individuais presentes no mundo, as quais lhe eram aparentemente desconexas (por sinal, a palavra “inteligência” vem do latim intelegere, significando justamente “ler entre linhas”, isto é, “perceber o que se esconde por detrás das coisas aparentemente desconexas”).
Aí nasce a filosofia, que hoje tem sido vista, por muitos, como "perfumaria", algo teórico ou "sem qualquer praticidade", e até mesmo como “coisa de louco” ou de "sonhador". O termo filosofia, no entendimento corrente de várias pessoas, significa apenas “o domínio teórico nebuloso de problemas sem solução”, sendo que estaria “destituída de sentido prático” e “distante do cotidiano”.
Mas isso não está correto!
O conhecimento filosófico é crucial para entendermos as coisas que nos rodeiam.
E, ao dizer isso, afirmo categoricamente que os gerentes de uma empresa assumem posturas filosóficas, assim como os religiosos, os políticos, os “rockeiros”, os ecologistas, os sindicalistas e assim por diante... Quer tenham consciência disso ou não!
Portanto, não seria melhor que todos conhecessem um pouco mais sobre aquilo que (a sentimento) praticam?
Resumindo, a filosofia está presente na nossa existência e a sua utilização permite ao ser humano pensar com maior clareza, refletindo mais profundamente sobre suas ações.
E o pensamento, este maravilhoso criador de conceitos e sentidos, é o responsável por todos os nossos valores, servindo de fundamento para todas as nossas construções, em todos os níveis, por todas as épocas.
No seu contexto mais amplo, portanto, a filosofia deve ser entendida como uma concepção geral do mundo, da qual se deduz certa forma de conduta. Assim, não se resume a algumas teorias destacadas da realidade; pelo contrário: é através dela que conseguimos entender racionalmente aquilo que nos cerca e, assim, balizar as nossas ações!
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13:17
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Quem não poderia contar, ainda que em ordens diversas, experiências como as seguintes:
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Marcos de Lacerda Pessoa
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17:48
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Meu amigo Vilar indica este site, onde há inúmeros livros clássicos que podem ser acessados online, gratuitamente. Boa dica!
Aproveito para recuperar uma frase de Mao Tse Tung:
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Marcos de Lacerda Pessoa
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Meu amigo Camargo mandou essa. Excelente!
No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:
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Essa é uma dúvida comum, sendo que quem nos explica isso muito bem é o Prof. Roberto Abia Fernandez:
O termo relativismo pode ser empregado tanto para falar de conhecimento como de moral.
(a) No sentido do epistemológico ou do conhecimento é a tese que nega a existência de verdades absolutas, universais e necessárias: todas as verdades são relativas para o relativismo, pois dependem de diversas condições e circunstancias que as fazem particulares e cambiantes. Claro que tudo na realidade é relativo no sentido de que tudo está relacionado; mas a realidade, sendo relativa, é objetiva ao mesmo tempo; pelo contrário o relativismo nega a possibilidade de estabelecer verdades objetivas.
(b) No sentido moral, o relativismo afirma que não há nada que possamos dizer que seja bom ou mau absolutamente. Se isto fosse certo, todas as ações poderiam ser boas; e também poderiam ser boas e más ao mesmo tempo; todas as leis poderiam estar erradas, e poderia impor-se o tudo vale. Se não houvesse absolutos morais não teria sentido falar de moral.
Entendeu?
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Marcos de Lacerda Pessoa
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09:56
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Não somente as tecnologias têm evoluído em velocidade assombrosa. Os hábitos também mudam. E os problemas, infelizmente, têm acompanhado essa dinâmica (alguns parecem sumir, mas na realidade, só se transformam!).
Outro dia, um amigo que é médico psiquiatra e analista, disse-me que a grande maioria dos atendimentos que ele faz hoje relacionam-se com pacientes que se submeteram à cirurgia bariátrica (a da obesidade). Os estômagos diminuem, o peso baixa, mas os problemas psicológicos parecem aumentar.
Porém o curioso é perceber que, para esse médico, o seu "mercado" foi totalmente alterado nos últimos anos! E isso tem acontecido em muitas e muitas áreas da atividade humana.
Ainda na questão da Medicina e da Psiquiatria, bem interessante é esta matéria (em Inglês), que acaba de ser publicada na Scientific American, falando dos benefícios terapêuticos de... BLOGAR!
Outra coisa que não havia, há muito pouco tempo!...
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Marcos de Lacerda Pessoa
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Marcos de Lacerda Pessoa
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Você já deve ter notado que as criancinhas são muito mais sensitivas do que racionais, tendo em vista que o intelecto das mesmas ainda está em fase de formação.
Assim, nas primeiras fases da vida o ser humano encontra-se, nesse aspecto, bem mais próximo dos animaizinhos, pela preponderância dos comportamentos instintivos.
Por exemplo: se oferecermos a uma criancinha a alternativa de que ela receba 1 sorvete agora ou 7 sorvetes dentro de 10 dias, ela provavelmente optará pela satisfação imediata de seus desejos: 1 sorvete agora!
Nós, como adultos, já possuímos o nosso intelecto desenvolvido. No entanto, um fenômeno curioso (e desastroso sob o ponto de vista da evolução das espécies!) tem sido bastante observado: temos buscado, de forma quase irracional e altamente instintiva, a satisfação imediata de nossos desejos. E este, obviamente, é um processo de “animalização”, onde o instinto passa a preponderar sobre o racional!
Tudo, hoje, é prazer JÁ. É satisfazer-ME. E o problema desta auto-satisfação é que, com ela, o “EU” fica exageradamente inflado, enquanto que o “NÓS” reduz-se praticamente ao zero.
Deste modo, somem as ‘causas comuns’ , desaparece o sentido de ‘fazer o bem ao outro, sem esperar qualquer retorno pessoal’. E, como conseqüência, ocorre a total falência do amor (que, em última análise, constitui-se exatamente em buscar o bem da pessoa amada, de forma desvinculada de interesses próprios, pessoais).
E note que esta não é uma questão apenas filosófica ou religiosa. Basta olharmos para o lado e veremos, já com grande proximidade de nós, as separações de casais (quantos conhecidos seus estão separados?), o excesso de bebida alcoólica (já não é o hábito de alguns de seus amigos e familiares?), as drogas (você duvida que elas estão presentes nas escolas de nossos filhos?), a miséria (já não se faz bem presente nas ruas das nossas cidades?), e até mesmo os casos mais violentos como os de filhos matando pais (Suzanne Von Richtofen) e pais matando filhos (Isabella de Oliveira Nardoni)!
Por outro lado, também podemos perceber que estamos rodeados de pessoas boas! Então, porque casos de tamanha desgraça têm ocorrido?
Certamente, uma das grandes causas (CLARO, HÁ MUITAS OUTRAS!) é a animalesca busca pelo prazer, pessoal e imediato: o chamado “hedonismo”!
E o antídoto para isso é um só: jogar o nosso “EU” na lata de lixo!
Quão próximos esses (indiscutivelmente sérios!) problemas terão que estar de nós, para que tomemos uma atitude nesse sentido?
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Marcos de Lacerda Pessoa
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Muito boa esta matéria sobre um sistema, desenvolvido no MIT, que mostra por que, quando e a mando de quem um vídeo foi retirado do YouTube.
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Marcos de Lacerda Pessoa
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Conclui que isso não poderia ser pensado no sentido temporal, pois significaria que cada um teria “a sua hora” de ser livre. E também não poderia ser sob a ótica espacial, pois a liberdade não é como um terreno delimitado por um muro. Assim, cheguei à conclusão de que aquilo que se pretende dizer é, de fato, que “o direito à liberdade de um tem como limite o direito à liberdade do outro” (portanto, o sentido da frase é moral).
Seria possível, então, concluir que cada indivíduo teria um direito à liberdade? Mas, para se tratar disso, seria então necessário ter critérios para definir o que deve ser considerado “livre”.
Entretanto, quando se diz que «a liberdade de um termina quando começa a liberdade do outro», geralmente evita-se entrar na questão de “o que é liberdade?”. Assim, as pessoas comumente limitam-se a falar do “exercício da liberdade”, sem questionarem o que seja “a liberdade” propriamente dita!
«Posso fazer tudo desde que não interfira na vida do outro». Seria isso possível? Seria esse o único critério para estabelecer aquilo que se pode (ou não se pode) fazer? Enquanto os direitos do outro não forem lesados, cada um pode agir como lhe agrade, a seu “bel prazer”?
Mas como se pretende isto se nossas vidas são naturalmente afetadas, umas pelas outras? Não temos deveres recíprocos, uns para com os outros? Quando nos deparamos com a realidade, verificamos que a organização social não é obra de um livre consentimento. É necessário que eu aceite a liberdade do outro.
Aí aparece algo curioso: «a liberdade resulta do livre consentimento dos indivíduos, e por outro lado, é fruto de um consentimento necessário, porque é preciso garantir a sobrevivência das liberdades individuais». É exatamente desse pensamento que surge a fórmula: «a liberdade de um termina quando começa a liberdade do outro». E é daqui que se conclui que esse critério é necessário, mas não suficiente. Pois, se fosse um critério único, independente de alguns valores (passados por meio da educação, pela convivência familiar e através de uma tradição; e aplicados mediante o uso da prudência), as pessoas estariam encerradas em seus “EUs” e cada um seria absolutamente egoísta; e pobre em espírito!
Da idéia que a liberdade seria “não conhecer limites”, cai-se no princípio de que a liberdade só pode existir dentro de limites determinados pelas exigências da convivência.
Assim, no meu entendimento, os problemas que enfrentaremos no Século XXI, como os decorrentes da limitação de recursos, aumentarão a demanda por uma mútua cooperação, isto é, por uma sociedade que tenha valores mundialmente compartilhados, tais como os direitos humanos fundamentais.
Deste modo, vejo que a humanidade certamente buscará alternativas para a questão da liberdade. A máxima liberal «a minha liberdade termina quando começa a do outro» será naturalmente alterada, sendo que, na minha opinião, deverá caminhar em direção à visão cristã, vindo a ser, portanto, bem mais solidária, pois a minha liberdade também é responsável pela liberdade do outro. Desta forma, a minha liberdade não termina, mas continua com a liberdade do outro.
Estas inter-relações fazem com que todos se reconheçam como indivíduos de uma mesma comunidade moral, compartilhando e não restringindo a liberdade uns dos outros.
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Marcos de Lacerda Pessoa
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(Texto extraído da série "Clássicos do Pensamento Estratégico" - "O Príncipe" - Livro VI, Ed. Silabo)
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Marcos de Lacerda Pessoa
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