sexta-feira, 13 de junho de 2008

"No Brasil, o sucesso é ofensa pessoal." (Tom Jobim)

Você já notou que o orgulho é facilmente demonstrado pelas atitudes exteriores de uma pessoa; que a preguiça todos vêem; que a ira manifesta-se nas ações exteriores e explosivas; que a avareza é facilmente observável; que a gula é claramente percebida nos atos de comer; e que a mentira, cedo ou tarde, sempre se torna manifesta?


Mas a inveja não!

A inveja é escondida; e, por isso, muito perigosa, pois nada há de
mais explosivo que as pressões interiores da própria alma. E ela pode ser facilmente detonada, em ódio profundo!

No entanto, o mais curioso é que a inveja nunca chega a explodir, pois, antes disso, ela causa uma... "Implosão"!

E acaba destruindo quem?


Ele mesmo: o próprio invejoso!


terça-feira, 10 de junho de 2008

Apple faz provocações no mercado de celular

Foi iniciada uma grande disputa no campo da Internet, especialmente entre Apple e Nokia (esta, a maior fabricante de celulares do mundo).

De acordo com a Apple, o iPhone 3G, apresentado ontem em São Francisco, é 36% mais rápido que o celular N95, que é o modelo "top" da Nokia.

A Apple não poupou provocações. Entretanto, a questão que fica é a seguinte: depois de vender 6 milhões de celulares no último ano, a Apple (nova entrante nesse ramo) vai continuar obtendo esses excelentes resultados?

Certamente, vai depender muito do que a Nokia fizer daqui para frente, sendo que ela já anunciou que, em 2009, vai lançar um celular poderoso como o N95, mas dotado de touch screen e teclado QWERTY.

A política de preços também vai contar muito. E, ontem, a Apple mostrou que está disposta a abrir mão de preços em favor da massificação do iPhone.

A Nokia vai acompanhar essa estratégia? Ou vai preferir se diferenciar oferecendo aparelhos com mais recursos? O tempo dirá.


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Gigantes se unem em torno do WiMax

Veja a matéria aqui (em Inglês).


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segunda-feira, 9 de junho de 2008

No fim está a eficácia!

Dizer que se tem idéias é o que eu chamo de "fala fácil". Difícil é apresentar idéias coerentes, possuir argumentação para defendê-las com lógica e, finalmente, implementá-las.

A efetivação prática é o verdadeiro teste que mede a força das idéias. A prática eficaz é que supera a longa distância que existe entre o projeto e a sua realização.

A efetiva concretização dos projetos exige que se superem obstáculos subjetivos (como o descaso, a preguiça, a má vontade e o medo) e grandes obstáculos objetivos (como as contradições, a falta de meios, os perigos e a oposição alheia).

Por isso, a força e a fraqueza devem ser medidas precisamente pela capacidade (ou incapacidade) de serem ultrapassadas todas as dificuldades!

Queremos conhecer o valor de uma personalidade? Observemos as suas obras e não as suas palavras; reparemos na sua eficácia e não nos seus discursos; meçamos a sua efetiva doação e não as suas emoções; investiguemos as concretizações e não os projetos.

Acabar representa esforço!


É nos últimos metros que separam o alpinista do cume que a superação do cansaço se torna heróica. Mas também são esses metros que o separam da glória.

E é na última volta do parafuso, a mais custosa de dar, que ele segura com mais força a peça de junção.

Estamos dispostos a dar as últimas voltas nos "parafusos"? Sabemos colocar com heroísmo as últimas pedras nas nossas construções? Na resposta a essas perguntas encontra-se, muitas vezes, o critério para avaliarmos a verdadeira eficácia de nossas ações.

Post devidamente carimbado: "é apenas a minha opinião".

Novidades da Apple


Anunciado oficialmente o iPhone 3G: menor, mais veloz e mais barato. O Brasil é um dos países que está na lista dos 70 que terão o iPhone 3G ainda este ano (embora não esteja entre os 22 países onde haverá um lançamento simultâneo, em 11 de julho). Veja mais aqui.

E anunciado o MobileMe: com "push" e-mail, "push" calendário e "push" contatos. Vale a pena dar uma olhada, sendo que deverá ser concorrente direto do Blackberry (certamente, vai lhe roubar uma enorme fatia de mercado!).

Novo iPhone será lançado em São Francisco, na Califórnia

Uma das reclamações a respeito do iPhone é o seu peso elevado. Outra, o seu preço, também elevado.


Pois, após ouvir os consumidores, a Apple decidiu lançar, ainda nesta semana, o iPhone 2: menor e mais barato!

Virá também em vermelho e permitirá chamadas em vídeo-conferência. Veja mais sobre o assunto aqui.

Na "Via Rápida"

Parece que estamos todos nessa "Via Rápida" da vida, onde tudo é "para ontem", e as pessoas sentem-se importantes e orgulhosas de si ao dizerem, umas para as outras, que estão "na correria".

Tudo é fazer, e fazer rápido.

Ninguém pára mais para respirar. Não dá mais tempo. Nem ao menos para apreciar aquilo que se fez.

Agora, tenho que ir. Meu filho está dizendo que se não sairmos , ele chegará tarde na escola. Até depois! Vou pela Via Rápida.

sábado, 7 de junho de 2008

Pálido Ponto Azul

Gerson mandou este vídeo. Muito legal!




O vídeo é baseado no livro de Carl Sagan, que tem o mesmo título (Pale Blue Dot: A Vision of the Human Future in Space).

Sagan (1934-1996) não viveu o suficiente para ver a espetacular imagem da Terra que é mostrada no vídeo. Trata-se uma visão do nosso planeta a partir de Marte, captada em 2003 pela "Mars Global Surveyor".

Sagan, certamente, teria ficado fascinado com a imagem!


Planejamento: uma visão

Se algum dia eu fosse elaborar um planejamento empresarial, ele certamente seria voltado a resultados(*), a serem alcançados com as seguintes "estratégias":

1. As pessoas serão valorizadas primeiramente
pelo que são (isto é, "seres humanos") e depois (bem depois!) pelo que elas possam produzir para a empresa;

2. As regras gerais estabelecidas na empresa devem ser seguidas por todos, mas
cada um será tratado de acordo com a sua individualidade;

3. Cada um passará a interessar-se pelo outro e procurará, a cada dia,
esquecer-se um pouco mais de si próprio;

4.
Todos viverão em plenitude o presente e nada mais (a doença do homem moderno é a inquietação excessiva pelo "amanhã", que o leva a deixar vazio o "hoje"; quanto era o "hoje" que deveria viver com intensidade);

5. Novas
lideranças serão formadas e as lideranças naturais serão identificadas e incentivadas. Aqui, convém dizer o que entendo a respeito disso. Para mim, liderar é trabalhar pelo desenvolvimento dos indivíduos como funcionários da empresa e como cidadãos. É construir uma comunidade de pessoas através de valores compartilhados. É criar um espirito de equipe onde cada um cobre as fraquezas do outro e se complementa. É alinhar objetivos pessoais com os objetivos empresariais. É criar uma visão, um sonho, e fazer com que as pessoas sigam esse sonho, e o façam com alegria. É ser agente de transformação. É estar sempre pronto para as mudanças através da avaliação do ambiente e isso requer planejamento. É não esperar pelas mudanças, mas sim criá-las. É apresentar as mudanças através dos benefícios e das oportunidades. (Êpa! Já usei três vezes a palavra "mudança"! Mas saiba que isso não foi por acaso!). É agir com transparência mesmo que a verdade a ser dita seja dolorosa. É ouvir sem PRÉconceitos o que as pessoas tem a dizer. É ter auto-confiança e não ser e nem parecer arrogante. É não se acomodar. É buscar sempre o novo. É encarar o aparente fracasso não como uma derrota sem solução, mas sim como um adiamento da vitória. É aprender, reaprender e voltar a aprender. É encarar os desafios não como obstáculos, mas sim como oportunidades de aprendizado. É saber que a direção é mais importante que a velocidade. É não desistir, mesmo quando parece que tudo conspira contra você. É continuar pregando no deserto, à medida que você tem a convicção de que aquilo que defende é para o bem de todos e, individualmente, de cada um. É comunicar com palavras e, principalmente, com ações. É ter humildade para reconhecer que você não tem todas as respostas, mas sabe encontrar as perguntas certas e se apoiar nas pessoas que têm as respostas, independente do cargo ou da posição que elas ocupam. É ensinar o que sabe, praticar o que ensina e perguntar o que se ignora.



(*) sobre resultados, cada um pode defini-los da maneira que desejar. Eu os entendo não como a capacidade de a empresa receber, mas sim de dar, oferecer, contribuir.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Você sabe como o seu cérebro trabalha?

Dr. John Medina é um dos maiores experts no assunto.

Assista a uma apresentação dele (em Inglês):




Este é o seu livro:

(clique sobre a imagem)

E, aqui, o seu website.

Muita informação, muito interessante!



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Criatividade aplicada



Aqui você vai encontrar vários artigos com muitas informações a respeito de CRIATIVIDADE e INOVAÇÃO.

Além da tecnologia

O Amilcar mandou este artigo (em Inglês).

Bem na linha que eu gosto: a preocupação não é com a tecnologia em si (que é "meio"), mas com os seus impactos.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

O PROBLEMA é que fui treinado, apenas, com EXERCÍCIOS!...

O nosso ensino é fundamentalmente baseado na solução de exercícios.

E quanto mais "Ciência Exata" for, mas isso ocorre.

Na Escola de Engenharia, por exemplo, muitos exercícios são realizados, sendo que esse procedimento é baseado no uso de habilidades ou técnicas "sobreaprendidas"; ou seja, que são transformadas em rotinas automatizadas como conseqüência de uma prática contínua.

Devemos nos conscientizar, no entanto, que nós nos limitamos a exercitar uma técnica quando enfrentamos situações ou tarefas já conhecidas, que não representam nada de novo e que, portanto, podem ser resolvidas pelos caminhos ou meios habituais.

Um problema, por outro lado (ao contrário de um exercício) é, de certa forma, uma situação nova ou diferente do que já foi aprendido, e que requer, para a sua solução, a utilização estratégica de técnicas já conhecidas.

E essa abordagem estratégica em cima de um problema exige a ativação de diversos tipos e conhecimento, não só de diferentes procedimentos mas também de diferentes atitudes, motivações e conceitos. E isso requer, como hoje se costuma dizer, pensar "fora da caixa".

Porque os problemas, em geral, não são bem definidos ou estruturados (não vêm "encaixotados"!). E diria ainda que, na realidade...

"Não existem problemas totalmente bem definidos,
a não ser as tarefas que denominamos exercícios!"


Quem busca resolver problemas, então, não sabe claramente de que elementos está partindo, quais as técnicas que precisam ser empregadas para se chegar à meta, e qual é essa meta. Assim, começa-se por delinear uma estratégia, em busca de uma solução para um "problema" (ainda pouco claro mas que, no percurso, vai ficando, aos poucos, delineado).

Essa é, assim, a diferença fundamental entre um procedimento essencialmente operacional (para o qual a maioria dos profissionais das Ciências Exatas são bem treinados) e um que é fundamentalmente estratégico (cujas "condições de contorno" terão que ser definidas pela própria pessoa, iniciando-se, em geral, praticamente "do zero"!).

Pode-se inovar em um ambiente estritamente operacional, "encaixotado". Não há dúvidas quanto a isso! Mas não se duvida, também, que as formas de agir e de pensar, bem como o ambiente mais adequado para se inovar é de cunho "estratégico" (no sentido de ser "de problemas", não simplesmente "de exercícios").

Para "aliviar" um pouco o peso do tema, e também para exemplificar, segue um site bastante criativo. Certamente, fruto de pensamentos fora da caixa!


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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Os imbatíveis

Lembra do computador Deep Fritz, que venceu o "invencível" campeão mundial de xadrez, Vladimir Kramnik?

Pois, agora, cientistas alemães lançam um goleiro que (segundo eles dizem) é imbatível! Chama-se Goalias.

Ranking do site Eco Times



Dentre as cinco cidades mais ecológicas do mundo está uma brasileira. Descubra qual.

terça-feira, 3 de junho de 2008

...e durma com um barulho desses!

Será que, no Brasil, tecnologia tem sempre que vir acompanhada de dor de cabeça?

Explico isso, a partir de três "causos":

PRIMEIRO

Um amigo paulista, a respeito da TV digital (e que comprou o setup box!) dá o testemunho de que não há quase programação nas grandes redes televisivas, e que há sérios problemas de cobertura em Sáo Paulo.

Perguntei e ele, então, sobre a interatividade, e resposta foi rápida (e já com uma certa irritação da parte dele): "interatividade nenhuma!".


SEGUNDO

Durante o final de semana, estive procurando testar, em uma loja da minha operadora de celular, o modem banda larga que ela está anunciando tanto na TV.

O vendedor ficou por mais de uma hora tentando fazê-lo funcionar, porém... Nada! Não funcionou, nem com todas as tentativas do "técnico especialista" da própria operadora!


TERCEIRO

Outro amigo está tentando, já há uma semana, usar o (também muito anunciado) sistema de vídeo-chamadas do 3G.

Ele e a esposa trocaram seus aparelhos para "equipamentos compatíveis com 3G". Tinham a expectativa de que, com isso, conversariam entre eles por vídeo-chamadas. Mas não conseguem fazer a coisa funcionar. E a loja, onde compraram os telefones, não os ajuda nisso ("agora...", dizem os vendedores, "...é só através do 0800")!!!

Mão na massa!


O ser humano, ao atingir determinado estado de evolução mental, passou a perceber a necessidade do ato de conhecer racionalmente o mundo à sua volta. E foi através do esforço consciente de sua vontade e de sua inteligência, que ele começou a perceber o vínculo existente entre as coisas individuais presentes no mundo, as quais lhe eram aparentemente desconexas (por sinal, a palavra “inteligência” vem do latim intelegere, significando justamente “ler entre linhas”, isto é, “perceber o que se esconde por detrás das coisas aparentemente desconexas”).


Aí nasce a filosofia, que hoje tem sido vista, por muitos, como "perfumaria", algo teórico ou "sem qualquer praticidade", e até mesmo como “coisa de louco” ou de "sonhador". O termo filosofia, no entendimento corrente de várias pessoas, significa apenas “o domínio teórico nebuloso de problemas sem solução”, sendo que estaria “destituída de sentido prático” e “distante do cotidiano”.


Mas isso não está correto!


O conhecimento filosófico é crucial para entendermos as coisas que nos rodeiam.


E, ao dizer isso, afirmo categoricamente que os gerentes de uma empresa assumem posturas filosóficas, assim como os religiosos, os políticos, os “rockeiros”, os ecologistas, os sindicalistas e assim por diante... Quer tenham consciência disso ou não!


Portanto, não seria melhor que todos conhecessem um pouco mais sobre aquilo que (a sentimento) praticam?


Resumindo, a filosofia está presente na nossa existência e a sua utilização permite ao ser humano pensar com maior clareza, refletindo mais profundamente sobre suas ações.


E o pensamento, este maravilhoso criador de conceitos e sentidos, é o responsável por todos os nossos valores, servindo de fundamento para todas as nossas construções, em todos os níveis, por todas as épocas.


No seu contexto mais amplo, portanto, a filosofia deve ser entendida como uma concepção geral do mundo, da qual se deduz certa forma de conduta. Assim, não se resume a algumas teorias destacadas da realidade; pelo contrário: é através dela que conseguimos entender racionalmente aquilo que nos cerca e, assim, balizar as nossas ações!




domingo, 1 de junho de 2008

Quem somos? Para onde vamos?

Quem não poderia contar, ainda que em ordens diversas, experiências como as seguintes:


– A tristeza advinda dos últimos momentos de uma festa longamente esperada?

– O olhar melancólico que a menina lança ao seu primeiro vestido de baile –já amarrotado e feio–, quando na manhã seguinte se levanta para ir à escola?

– A passagem do altar para a cozinha, do amor romântico e sem compromissos para as responsabilidades do lar, tão depressivo para algumas esposas jovens?


– Os aplausos dos trunfos que se apagam e ficam no esquecimento?


– A publicação de livro que exigiu tantos esforços e que, no fim, se reduziu a mais uma obra, entre muitas, numa biblioteca empoeirada?


– E até mesmo o sorriso da Patrícia Poeta no Fantástico, domingo à noite, que vem recordar que amanhã é novamente segunda-feira, causando de imediato um sentimento de angústia e depressão?


O fato é que, se continuarmos vivendo a vida nos portando como barcos à vela, isto é, "ao sabor dos ventos", sem buscarmos ir a fundo nos últimos por quês de nossas existências, jamais sairemos dessas agonias.

Do fim da filosofia temos ouvido falar, há muito tempo. Mas já se percebe que não é tão fácil desprender-se de um hábito tão arraigado como o de pensar (sem urgência nem fins utilitários imediatos) sobre este núcleo de perguntas que sustenta toda forma de cultura.

Por outro lado, a queda da reflexão filosófica diante da evolução do pensamento científico-tecnológico, pareceria apoiar a opinião de que a filosofia seria "coisa do passado".

Embora não haja dúvida de que os avanços científicos e técnicos dos últimos anos têm contrubuído de maneira decisiva para o bem-estar de inúmeras pessoas, precisamente as nossas sociedades ocidentais, tidas como tão desenvolvidas, apresentam sintomas preocupantes. E entre os mais sérios estão justamente a tristeza, o tédio, as frustrações e a depressão.

Compreender o papel central da filosofia –com suas grandes questões: quem somos? Para onde vamos?– na formação da cultura e da mentalidade de uma sociedade contribuiria para colocar no seu devido lugar a importância dos bens materiais, das possibilidades de desenvolvimento pessoal que nos são oferecidas, e enfrentar com êxito tudo aquilo que surge em nossa vida como algo incompreensível ou inaceitável.

Nisto (mas sem se limitar a isto!) a filosofia pode ser útil: não tanto porque ela traga a felicidade, mas porque ajuda a descobrir as falsas imagens da felicidade.

A racionalidade científica-técnica, muito válida no seu próprio contexto, é, sem dúvida, limitada. Não podemos nos surpreender de que as respostas que oferece para as questões verdadeiramente importantes da vida sejam tão insuficientes. Sem horizonte, andamos perdidos. Necessitamos de uma razão filosófica.


sexta-feira, 30 de maio de 2008

Reflexão

Errar é humano.

Isso supõe que todo mundo erra.

Admitir um erro, então, seria... Desumano?


Leitura

Meu amigo Vilar indica este site, onde há inúmeros livros clássicos que podem ser acessados online, gratuitamente. Boa dica!



Aproveito para recuperar uma frase de Mao Tse Tung:

"A auto-satisfação é inimiga do estudo. Se queremos realmente aprender alguma coisa, devemos começar por libertar-nos disso. Em relação a nós próprios devemos ser 'insaciáveis na aprendizagem' e em relação aos outros, 'insaciáveis no ensino'."


E haja capim!

Meu amigo Camargo mandou essa. Excelente!

No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:

-Quantos rins nós temos?

-Quatro!
Responde o aluno.


-Quatro?
Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos.

-Tragam um feixe de capim, pois temos um asno na sala. Ordena o professor a seu auxiliar.

-E para mim um cafezinho!
Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.


O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala.


O aluno era Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), o 'Barão de Itararé’.


Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:

-O senhor me perguntou quantos rins 'NÓS TEMOS'. 'NÓS' temos quatro: dois meus e dois seus. 'NÓS' é uma expressão usada para o plural. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.

A vida exige muito mais compreensão do que conhecimento! Às vezes as pessoas, por terem um pouco a mais de conhecimento ou acreditarem que o tem se acham no direito de subestimar os outros...


Afinal, seria mesmo tudo relativo?


Essa é uma dúvida comum, sendo que quem nos explica isso muito bem é o Prof. Roberto Abia Fernandez:


O termo relativismo pode ser empregado tanto para falar de conhecimento como de moral.


(a) No sentido do epistemológico ou do conhecimento é a tese que nega a existência de verdades absolutas, universais e necessárias: todas as verdades são relativas para o relativismo, pois dependem de diversas condições e circunstancias que as fazem particulares e cambiantes. Claro que tudo na realidade é relativo no sentido de que tudo está relacionado; mas a realidade, sendo relativa, é objetiva ao mesmo tempo; pelo contrário o relativismo nega a possibilidade de estabelecer verdades objetivas.


(b) No sentido moral, o relativismo afirma que não há nada que possamos dizer que seja bom ou mau absolutamente. Se isto fosse certo, todas as ações poderiam ser boas; e também poderiam ser boas e más ao mesmo tempo; todas as leis poderiam estar erradas, e poderia impor-se o “tudo vale”. Se não houvesse absolutos morais não teria sentido falar de moral.



Entendeu?


quarta-feira, 28 de maio de 2008

Tudo se transforma!

Não somente as tecnologias têm evoluído em velocidade assombrosa. Os hábitos também mudam. E os problemas, infelizmente, têm acompanhado essa dinâmica (alguns parecem sumir, mas na realidade, só se transformam!).

Outro dia, um amigo que é médico psiquiatra e analista, disse-me que a grande maioria dos atendimentos que ele faz hoje relacionam-se com pacientes que se submeteram à cirurgia bariátrica (a da obesidade). Os estômagos diminuem, o peso baixa, mas os problemas psicológicos parecem aumentar.

Porém o curioso é perceber que, para esse médico, o seu "mercado" foi totalmente alterado nos últimos anos! E isso tem acontecido em muitas e muitas áreas da atividade humana.

Ainda na questão da Medicina e da Psiquiatria, bem interessante é esta matéria (em Inglês), que acaba de ser publicada na Scientific American, falando dos benefícios terapêuticos de...
BLOGAR!

Outra coisa que não havia,
há muito pouco tempo!...


[Nota: a foto é uma homenagem a Antoine-Laurent de Lavoisier, 1743-1794,
francês considerado como "o criador da Química moderna" e
célebre pela sua frase:
"Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma."]


Rebelde com causa

João Marcelo Boscoli (músico, presidente da gravadora Trama e filho de Elis Regina) deu uma entrevista há cerca de três anos, falando sobre o choque tecnológico que ele passava a empreender na indústria fonográfica.

E, na ocasião, ele falou assim sobre a Internet:

Acho frustrante. O que foi prometido quando eu tinha 19 anos não se concretizou. E o público está pagando caro por tecnologia vencida. Ainda estamos na idade da pedra”.

E, prosseguindo, criticou a lentidão da web: “Você fica lá horas, fazendo força para chupar o canudinho e, de vez em quando, vem uma gota. Conhece a expressão ‘sucking jelly with a straw’? É isso aí. Acho lento, acho ruim”.

De lá para cá, gostamos de imaginar que o cenário mudou. Passamos a falar mais de banda larga. E chegou a tecnologia 3G, prometendo banda larga no celular.

Mas... Quantas pessoas hoje têm acesso, no Brasil, a serviços que possam ser efetivamente considerados "de banda larga"?

Ou...
Quantos de nós ainda continua
fazendo muita força para
chupar gelatina de canudinho?

Sugiro que você comece a procurar a resposta a essa questão nesta reportagem, no site do Ibope.

Bem interessante!...


terça-feira, 27 de maio de 2008

Vamos jogar o nosso "EU" na lata de lixo?

Você já deve ter notado que as criancinhas são muito mais sensitivas do que racionais, tendo em vista que o intelecto das mesmas ainda está em fase de formação.

Assim, nas primeiras fases da vida o ser humano encontra-se, nesse aspecto, bem mais próximo dos animaizinhos, pela preponderância dos comportamentos instintivos.

Por exemplo: se oferecermos a uma criancinha a alternativa de que ela receba 1 sorvete agora ou 7 sorvetes dentro de 10 dias, ela provavelmente optará pela satisfação imediata de seus desejos: 1 sorvete agora!

Nós, como adultos, já possuímos o nosso intelecto desenvolvido. No entanto, um fenômeno curioso (e desastroso sob o ponto de vista da evolução das espécies!) tem sido bastante observado: temos buscado, de forma quase irracional e altamente instintiva, a satisfação imediata de nossos desejos. E este, obviamente, é um processo de “animalização”, onde o instinto passa a preponderar sobre o racional!

Tudo, hoje, é prazer . É satisfazer-ME. E o problema desta auto-satisfação é que, com ela, o “EU” fica exageradamente inflado, enquanto que o “NÓS” reduz-se praticamente ao zero.

Deste modo, somem as ‘causas comuns’ , desaparece o sentido de ‘fazer o bem ao outro, sem esperar qualquer retorno pessoal’. E, como conseqüência, ocorre a total falência do amor (que, em última análise, constitui-se exatamente em buscar o bem da pessoa amada, de forma desvinculada de interesses próprios, pessoais).

E note que esta não é uma questão apenas filosófica ou religiosa. Basta olharmos para o lado e veremos, já com grande proximidade de nós, as separações de casais (quantos conhecidos seus estão separados?), o excesso de bebida alcoólica (já não é o hábito de alguns de seus amigos e familiares?), as drogas (você duvida que elas estão presentes nas escolas de nossos filhos?), a miséria (já não se faz bem presente nas ruas das nossas cidades?), e até mesmo os casos mais violentos como os de filhos matando pais (Suzanne Von Richtofen) e pais matando filhos (Isabella de Oliveira Nardoni)!

Por outro lado, também podemos perceber que estamos rodeados de pessoas boas! Então, porque casos de tamanha desgraça têm ocorrido?

Certamente, uma das grandes causas (CLARO, HÁ MUITAS OUTRAS!) é a animalesca busca pelo prazer, pessoal e imediato: o chamado “hedonismo”!

E o antídoto para isso é um só: jogar o nosso “EU” na lata de lixo!

Quão próximos esses (indiscutivelmente sérios!) problemas terão que estar de nós, para que tomemos uma atitude nesse sentido?

Um bom caminho, sem dúvida, é fazer mais pelos outros e pensar menos em nós mesmos! Pois enquanto o nosso olhar estiver dirigido para os nossos próprios umbigos, continuaremos amargando tristezas, ansiedades, preocupações e desastres.

YouTomb



Muito boa esta matéria sobre um sistema, desenvolvido no MIT, que mostra por que, quando e a mando de quem um vídeo foi retirado do YouTube.

Liberdade: uma opinião


Recentemente, procurei refletir a respeito de o que significa dizer que «a liberdade de um acaba quando começa a liberdade do outro».


Conclui que isso não poderia ser pensado no sentido temporal, pois significaria que cada um teria “a sua hora” de ser livre. E também não poderia ser sob a ótica espacial, pois a liberdade não é como um terreno delimitado por um muro. Assim, cheguei à conclusão de que aquilo que se pretende dizer é, de fato, que “o direito à liberdade de um tem como limite o direito à liberdade do outro” (portanto, o sentido da frase é moral).


Seria possível, então, concluir que cada indivíduo teria um direito à liberdade? Mas, para se tratar disso, seria então necessário ter critérios para definir o que deve ser considerado “livre”.


Entretanto, quando se diz que «a liberdade de um termina quando começa a liberdade do outro», geralmente evita-se entrar na questão de “o que é liberdade?”. Assim, as pessoas comumente limitam-se a falar do “exercício da liberdade”, sem questionarem o que seja “a liberdade” propriamente dita!


«Posso fazer tudo desde que não interfira na vida do outro». Seria isso possível? Seria esse o único critério para estabelecer aquilo que se pode (ou não se pode) fazer? Enquanto os direitos do outro não forem lesados, cada um pode agir como lhe agrade, a seu “bel prazer”?


Mas como se pretende isto se nossas vidas são naturalmente afetadas, umas pelas outras? Não temos deveres recíprocos, uns para com os outros? Quando nos deparamos com a realidade, verificamos que a organização social não é obra de um livre consentimento. É necessário que eu aceite a liberdade do outro.


Aí aparece algo curioso: «a liberdade resulta do livre consentimento dos indivíduos, e por outro lado, é fruto de um consentimento necessário, porque é preciso garantir a sobrevivência das liberdades individuais». É exatamente desse pensamento que surge a fórmula: «a liberdade de um termina quando começa a liberdade do outro». E é daqui que se conclui que esse critério é necessário, mas não suficiente. Pois, se fosse um critério único, independente de alguns valores (passados por meio da educação, pela convivência familiar e através de uma tradição; e aplicados mediante o uso da prudência), as pessoas estariam encerradas em seus “EUs” e cada um seria absolutamente egoísta; e pobre em espírito!


Da idéia que a liberdade seria “não conhecer limites”, cai-se no princípio de que a liberdade só pode existir dentro de limites determinados pelas exigências da convivência.


Assim, no meu entendimento, os problemas que enfrentaremos no Século XXI, como os decorrentes da limitação de recursos, aumentarão a demanda por uma mútua cooperação, isto é, por uma sociedade que tenha valores mundialmente compartilhados, tais como os direitos humanos fundamentais.


Deste modo, vejo que a humanidade certamente buscará alternativas para a questão da liberdade. A máxima liberal «a minha liberdade termina quando começa a do outro» será naturalmente alterada, sendo que, na minha opinião, deverá caminhar em direção à visão cristã, vindo a ser, portanto, bem mais solidária, pois a minha liberdade também é responsável pela liberdade do outro. Desta forma, a minha liberdade não termina, mas continua com a liberdade do outro.


Estas inter-relações fazem com que todos se reconheçam como indivíduos de uma mesma comunidade moral, compartilhando e não restringindo a liberdade uns dos outros.



De Nicolau Maquiavel, em "O Príncipe"


Não há nada mais difícil de realizar,
e mais arriscado de conduzir,
do que tomar a frente na introdução de
coisas novas,
pois a inovação tem como inimigos
todos aqueles que estavam bem com as
velhas condições,

e defensores indiferentes
naqueles que poderiam ficar bem com as novas.


(Texto extraído da série "Clássicos do Pensamento Estratégico" - "O Príncipe" - Livro VI, Ed. Silabo)


quarta-feira, 21 de maio de 2008

Fator de desenvolvimento e competitividade?


A nossa universidade se descuidou!


Ao invés de voltar-se para a construção e reconstrução do conhecimento, tem-se bastado, em geral, na sua mera transmissão.

Adormeceu sobre o discurso da inovação histórica, recaindo em uma contradição, que é a de pretender inovar sem inovar-se.

Dois lapsos mais frontais:

1. produz pouco conhecimento próprio, chegando a inventar modelos dedicados apenas ao repasse caricaturado de conhecimento; e

2. oferece ao mercado recursos humanos apenas mal e mal apetrechados, do que decorre a já corrente percepção de que, entrando numa empresa moderna, precisam aprender "tudo de novo".

Se ela não se renovar rapidamente, para que venha a ser o carro-chefe da inovação no país; e se não se adequar às necessidades de mercado, poderá ser engolida por uma geração muito mais prática, altamente objetiva e que entende e valoriza a inovação como fator de desenvolvimento e como ingrediente essencial para a competitividade empresarial.


domingo, 18 de maio de 2008

Sincronismo

Se fosse fazer uma estatística, acho que chegaria à conclusão de que as mensagens que mais recebo em minha caixa postal são as que falam de "sincronismo".

As pessoas gostam daquilo que não entendem direito e, em especial, do que lhes parece místico.

Jung falava de sincronismo. Diz-se que é sincronismo quando certo incidente ocorre a uma certa pessoa, numa certa altura, de tal maneira que adquire para ela um significado especial, revelando importantes ligações na vida dessa pessoa. Qualquer outro observador do mesmo incidente considerá-lo-ía um acidente do acaso, sem qualquer sentido em particular. Para esse obsevador, não há qualquer ligação sincrônica no acontecimento e por isso, não significa nada para si.

Fritjof Capra também fala de sincronismo. O que ele não fala é de Deus, que "opera tudo em todos". E, quando quer falar, o faz por meio de conceitos obscuros como o de um "Universo que conspira" para que alguma coisa aconteça.

Mas deixemos Capra de lado. Ele lembra ocultismo e esoterismo. E sincronismo, para mim, é simplesmente o que mostra o filminho a seguir.