sábado, 10 de maio de 2008

Como criar um novo negócio lucrativo

David Heinemeier Hansson, é o criador do Ruby on Rails e sócio da 37Signals. Assista aqui a um video (em Inglês), onde ele fala sobre a criação de "empresas entrantes" que se tornem lucrativas.

Vale uma menção especial ao final da apresentação, onde ele fala que é possível alguém ter outras atividades (um emprego, dar aulas, etc) e, mesmo assim, abrir uma empresa que venha a ser bem sucedida.

"A questão", diz ele, "não é trabalhar 14 horas por dia no projeto, mas poucas horas, bem trabalhadas. Quanto menos tempo temos para um novo empreendimento, parece que é melhor, pois o pouco espaço que a ele reservamos, torna-se então de grande qualidade".

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Pensando fora da caixa

Ontem, o Wall Street Journal publicou uma lista de autores e livros "top", organizada a partir do número de citações, menções no Google e indicações que os autores receberam.


Alguns dos livros estão publicados no Brasil.

Confira:

1. Gary Hamel, Competing for the Future
2. Thomas Friedman, The World is Flat
3. Bill Gates, Business@ the speed of thought
4. Malcom Galdwell, Tipping Point
5. Howard Gardner, Frames of Mind
6. Philip Kotler, Marketing Managament
7. Robert Reich, Supercapitalism
8. Daniel Goleman, Emotional Intelligence
9. Henry Mintzberg, Mintzberg On Management
10. Stephen Covey, Seven Habits
11. Jeffrey Pfeffer, The Knowing Doing Gap
12. Peter Senge, The Fifth Discipline
13. Richard Branson, Losing My Virginity
14. Michael Porter, Competitive Strategy
15. Michael Dell, Direct from Dell
16. Geert Hofestede, Culture's Consequences
17. Clayton Christensen, The Innovator's Dilemma
18. Jack Welch, Winning
19. Tom Peters, In Search of Excellence
20. Ikujiro Nonako, The Knowledge Creating Company

A lista indica que os executivos estão atrás de soluções práticas para os seus problemas de negócios. E, também mostra, a procura por pensamentos fora da caixa.

As questões mais buscadas são: Inovação e Motivação.

Invente moda!

Tem muita gente fazendo coisas absolutamente geniais na web, e como resultado, ganhando um bom dinheiro.

Veja isso:

Camiseteria é uma empresa de moda que não tem um estilista sequer entre os funcionários.

Qualquer pessoa pode enviar um desenho para seu website e submetê-lo à avaliação da comunidade de freqüentadores.

Os desenhos que recebem as melhores notas são impressos em camisetas, vendidas online.

Os vencedores recebem R$ 1 mil de prêmio (que muitas vezes trocam, espontaneamente, por crédito em camisetas).

Desde que foi criada, há dois anos, a Camiseteria já recebeu mais de 13 mil desenhos - 160 deles foram estampados em camisetas.

Os proprietários da empresa dizem que já produziram camisetas com desenhos de que não gostavam. Mas a idéia é essa: fazer exatamente o que o mercado quer, não o que "a empresa" acha que ele queira.

Os usuários trocam mensagens entre si, viram amigos. E a relação deles com a empresa é tão forte que a Camiseteria não precisa contratar modelos para mostrar fotos de sua coleção: os próprios clientes se oferecem para fazer a propaganda.

Absolutamente sensacional!



Pode-se ir longe...

...com as parcerias certas!





Reposicionamento


Este é um artigo interessante (em Inglês) sobre reposicionamento na cadeia de valor.

Merece reflexão, sendo que o assunto não deve se limitar ao caso das telecomunicações por telefonia móvel.

Bebezinhos

Tenho assistido de camarote à algumas jogadas espetaculares de propaganda e marketing, neste campo das TICs.

Uma delas é a tal da Web 2.0: nada mais, nada menos, do que caracterizar um "estilo", um "jeito" no qual experimentamos a mesma Web, e investir fortunas em propaganda e marketing para promover o que, em última análise, já existia.

A Google é, disparada, a campeã mundial nesse tipo de estratégia!

Agora ela lança, por meio de uma mega campanha publicitária, mais um "bebezinho", neste mesmo estilo: a computação nas núvens. Cá entre nós: que novidade há nessa coisa, além do esforço brutal de propaganda e marketing?



A Apple, por exemplo, não proporciona exatamente isso, há muitos anos, através do seu serviço ".Mac" e de seus inúmeros produtos que funcionam na "núvem web"?

Bem, não é para menos que a Google é considerada "a maior e mais valiosa empresa de propaganda marketing do planeta"!


quinta-feira, 8 de maio de 2008

PQTQCCTS? (*)

Hoje, recebi uma mensagem dizendo que "na análise SWOT feita no plano de MKT faltou incluir o 6P, sendo que o P, que é a Palpabilidade, ficará para a segunda fase do referido plano".

É dito ainda na mensagem que "não foram elaborados os 5W2H planos de ação para cada P do Mix de MKT".

E termina assim:

"Com relação à Matriz BCG, não se inseriu a taxa média de crescimento anual x MKT Share do negócio".



(*)Por Que Temos Que Conviver Com Tantas Siglas?

Quedas de braço e de preço


Globalização

terça-feira, 6 de maio de 2008

Pesquisa diz que jornais serão gratuitos no futuro

Ontem, falei sobre jornalistas que ainda não se adaptaram à Internet.

Hoje, li na Reuters uma reportagem dizendo que os jornais que procuram competir com a Internet estão propensos no futuro a se tornarem gratuitos e dar mais ênfase a comentários e opiniões.

Segundo a reportagem, uma pesquisa revelou que os editores de jornais impressos ainda estão otimistas sobre o futuro de suas publicações, mas estão cientes que terão que se adaptar para a era digital.

Cerca de 86% dos entrevistados na pesquisa acreditam que as redações precisam se integrar mais com serviços digitais, com 60% crendo que a forma mais comum de consumo de notícias dentro de uma década será via mídia eletrônica como Internet ou celulares.

"Os editores sabem a solução: inovar. Integrar. Ou perecer", afirmou o pesquisador John Zogby.

Segundo 704 executivos pesquisados, a maior ameaça à indústria é o número cada vez menor de jovens leitores de jornais impressos.

Gadget >> Celular

Muitas pessoas que desejam adquirir uma câmera fotográfica, ainda estão se dirigindo às lojas especializadas em equipamentos de fotografia. Outras, já vão diretamente às que vendem aparelhos celulares.

Nessa linha, pergunto: por que as pessoas insistem em comparar o iPhone a um aparelho celular?


Vejo que, antes de celular, o iPhone é um gadget. E, como tal, é espetacular em termos de design e usabilidade.

Note-se, ainda, que a Apple também pensa assim, pois recentemente abriu a possibilidade de que desenvolvedores produzam aplicativos para o gadget iPhone.

Assim, a voz deveria ser encarada como "mais uma" funcionalidade. E, quando lançarem o iPhone 3G (talvez isso ocorra na Apple´s WWDC08, conferência que acontecerá em junho, na cidade de São Francisco - CA), as funcionalidades do gadget aumentarão ainda mais.

O fato é que as pessoas vão querer cada vez mais Serviços (on-line) de Valor Adicionado e Aplicações (acesso atualizado a notícias, jogos, cotação da bolsa, previsão do tempo, etc. etc.) do que simplesmente serviços de telecomunicações.

Quanto a isso, veja essa definição da Anatel:
Serviço de Valor Adicionado (SVA) é a atividade que acrescenta a um serviço de telecomunicações que lhe dá suporte - e com o qual não se confunde - novas utilidades relacionadas ao acesso, ao armazenamento, à apresentação, à movimentação ou à recuperação de informações. O SVA não constitui serviço de telecomunicações, classificando-se seu provedor como usuário do serviço de telecomunicações que lhe dá suporte, com os direitos e deveres inerentes a essa condição. É assegurado aos interessados o uso das redes de serviços de telecomunicações para prestação de serviços de valor adicionado.

Uma rápida reflexão


Quando um projeto começa, tendemos a imaginar que ele irá progredir em uma linha reta, em elevação e de forma uniformemente acelerada.

No entanto, os projetos acabam sempre acontecendo por curvas sinuosas, ascendentes e descendentes, feitas de urgências animosas e lentidões, subidas e descidas... e recomeços vigorosos.


E, para que alcance sucesso, é preciso que haja a disposição e a capacidade de saber começar e recomeçar muitas vezes, ao longo do seu percurso.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Inovação conservadora

É impressionante como alguns profissionais, embora tenham passado a utilizar novas tecnologias de informação e telecomunicações, ainda permanecem com as suas práticas tradicionais de trabalho.

Ainda há vários sites de notícias que são simplesmente reproduções do que os jornalistas escreveram para a mídia impressa, não tirando, deste modo, proveito do que a web pode oferecer.

Da mesma forma, com a maior disponibilidade de tecnologias em sala de aula, já não se admitem mais aqueles professores que "dão" as suas matérias em uma pedagogia frontal, baseada na aula tradicional.

Textos, sons, gráficos e imagens podem ser repassados aos alunos, por exemplo, via e-mail ou postados em blogs e sites.

O professor, de hoje, deveria ser o que orienta, criando situações e auxiliando o aprendiz, sem ser o especialista que transmite o saber nem o guia que propõe a solução para um problema.

Uma explicação para esse fenômeno é o fato de a nossa capacidade de adaptação ser, muitas vezes, mais lenta do que a evolução tecnológica.


Gerenciando eletricidade

Veja aqui (em Inglês) uma maneira inteligente de se pensar em eletricidade.

E comece a pensar no papel das telecomunicações nisso!...

Renault Sandero Nokia


A Renault, em conjunto com a Nokia, anuncia uma edição especial do Sandero, dotada de tecnologia móvel.

O GPS é constituído por um módulo que vem fixado no retrovisor do carro e se comunica com smartphones e celulares por Bluetooth. O sistema de mapas, já incluído no pacote, é o Nokia Mapas, com licença paga por um ano.

O kit traz ainda viva-voz Bluetooth, para levar o áudio das ligações para as caixas de som do carro.

Agora veja essa: o kit vem com um celular N95, dotado de câmera de 5 MPixels e espaço de sobra para muita música (que o Bluetooth leva para as caixas de som do carro)!

A base do carro é o modelo Privilège 1.6 16V Hi-Flex. De acordo com a montadora, a série Renault Sandero Nokia tem preço sugerido de R$ 47.290. Nesse valor, o kit da Nokia corresponde a R$ 3.500.




Quem muito quer...

Hoje pela manhã, as ações da Yahoo! perderam cerca de US$ 8,7 bilhões em valor de mercado, na bolsa de Nova York.

Isso se deve à retirada da oferta de compra, por parte da Microsoft.

A Microsoft ofereceu US$ 33 por ação, enquanto a Yahoo! pedia US$ 37.

A Yahoo!, achando-se "por cima" e se mostrando gananciosa nas negociações, acabou não só deixando de ganhar muito, como acabou perdendo 23% no valor de suas ações: uma monumental fortuna!


Salário


Você quer saber quanto ganharia, se trabalhasse nos EUA?

Consulte este site, que fornece os salários por profissão e região.

O subterrâneo da web


Este é o "mapa da web", produzido à semelhança do mapa do metrô de Tóquio.

Cada linha do mapa representa uma tendência: inovação, rede social, notícias, etc.

Em termos de tráfego, a Tokyo Station é considerada como "o centro", na cidadeTóquio. Note que, no "mapa da web", esse lugar é ocupado pelo Google!

Agora também no Brasil


Este aqui é o maior site de anúncios classificados on-line do planeta.

O serviço é totalmente gratuito e, agora, inclui algumas cidades brasileiras.

sábado, 3 de maio de 2008

Quer competir? Mude!


(*) Se o texto acima estiver pequeno demais no seu computador, clique sobre ele. Foi extraído do livro "Mudar? Para que?", de Leandro Martins, que é Administrador e Professor de assuntos relacionados à Estratégia. Vale a pena ler! O livro é publicado pela Digerati Books.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Mega-negócio: Oi anuncia compra da BrT por R$ 5,8 bi

Saiu na Folha Online. Saiu no Terra. E já era previsto pelo G1 e pelo Valor Online.

Live Mesh

Conheça aqui um novo produto da Microsoft.




O objetivo é fazer uma sincronia entre sistemas na rede, da seguinte forma:
  1. sincroniza dados entre usuários e sistemas, incluindo dispositivos móveis.
  2. permite o uso de aplicativos online "e" offline, entre usuários e sistemas.
  3. permite o desenvolvimento de aplicativos "inter-conectados".

Pelo que conseguir depurar, as maiores vantagens, até o momento, são para desenvolvedores. Para os usuários comuns, o Live Mesh possibilita sincronizar arquivos entre computadores, bem como controlar outros dispositivos, remotamente. É esperar para ver, mas no momento eu arriscaria dizer: nada que um Apple Mac já não faça!

No entanto, o que mais importa aqui é observar a atual tendência da Microsoft em integrar as suas inúmeras ferramentas em um único ambiente, utilizando a web, a exemplo do que o Google tem feito.


Quando não há "reflexão"

Quando parece que não estão lendo o que você escreve,
nem ouvindo o que você diz, então...


...passe a
escrever mais
e a falar

ainda mais alto!



#1

Por falar em MIT, aquele instituto acabou de ter a sua área de Engenharia novamente classificada como a "número um" dos EUA.

Além de vencer na classificação geral, a Engenharia do MIT venceu em 10 sub-especialidades. Participaram desse ranking todas as instituições americanas de pesquisa e ensino superior.

Fera!

Sempre que possível, tenho citado a Rebecca Henderson, do MIT, pelo fato que ela é uma das maiores "feras" da atualidade na área de estratégias para empresas de base tecnológica.

Suas palestras ficam sempre lotadas, não só de estudantes e pesquisadores de Business & Administration, mas em particular de grandes empresários e de jornalistas, que já perceberam a relevância do que ela diz e o sucesso das organizações para as quais ela presta assessoria.

Assista a este recente vídeo, em que ela fala, em uma conferência sobre sustentabilidade, "porque é tão difícil fazer novas coisas em novas empresas".

Rebecca diz que se uma empresa desejar avançar competitivamente precisa estar comprometida com isso em todos os seus níveis e promover "sérias conversações, envolvendo a mente e o coração" das pessoas.

Particularmente, concordo inteiramente com isso! O compromentimento de todos é fundamental. Dentro de uma empresa, não é possível cada um estar remando para um lado. E, pior ainda, é quando há alguns torcendo pelo TARZAN enquanto outros torcem pelo JACARÉ.

Adicionalmente, Rebecca diz que é necessário quebrar as barreiras entre o operacional, que toma todo o eforço e não deixa espaço para o estratégico.



quarta-feira, 23 de abril de 2008

O "3G" e as diferentes freqüências

Talvez eu seja um dos mais fiéis clientes da TIM, minha única operadora, pelo menos até agora.

A TIM entrou oficialmente no 3G. Fui verificar os preços e são bastante competitivos, pelo menos até junho de 2008 (sim, eu li as minúsculas letrinhas no pé do plano 3G da TIM!).

Além disso, há uma enorme facilidade de migração para o 3G. O cliente atual não precisa trocar seu chip. Mas o problema, vem na compatibilidade. E embora eu tenha um aparelho que, segundo o fabricante, é compatível com a tecnologia 3G, a questão passa a ser a freqüência.

A TIM já está atendendo Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Recife e Salvador, na freqüência de 850 MHz (a mesma usada pela Claro). Essas cidades contam com os aparelhos Nokia 6267, Nokia 5610, Nokia 6120 e Sony Ericsson K850. Já as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo usarão a freqüência de 2100 MHz (licitada, mas que depende de uma decisão da Anatel para começar a funcionar). Essas capitais terão os celulares Nokia N95, Nokia N81, Sony Ericsson W910, Nokia 6267, Nokia 5610, Sony Ericsson K850 e Nokia 6120.

Então, se você tem um aparelho que opera na freqüência 2100 e o quer utilizar a rede 3G, por exemplo, em Curitiba... Esqueça!

Porém, se o seu aparelho 3G está na freqüência compatível com a sua cidade, a transição será bem fácil, bastando uma visita à loja da operadora. Os preços dos planos se mantém os mesmos, com destaque para os 250 MB de dados incluídos.

O TIM Web, para acesso sem fio à Internet em notebooks e desktops, está com planos ilimitados com velocidades de 1 Mbps (R$ 99,90) e 7 Mbps (R$ 159,90): graças à tecnologia HSDPA, evolução da UMTS que já era considerada de terceira geração. A empresa garantiu que não vai colocar limite para download de dados.

Parece que a operadora aposta na disseminação da terceira geração para pagar a conta do investimento na rede. Com bons celulares e velocidade de acesso, os clientes tendem a usar mais a Internet e os serviços agregados, como a videochamada.

Se os 7 Mbps do HSDPA forem verdadeiros na prática, então haverá uma forte concorrência com a banda larga tradicional, por cabo ou ADSL.

De 0 a 6

Os empreendedores norte-americanos ganham dinheiro, geram riqueza e criam empregos estabelecendo empresas sólidas não só por contarem com condições econômicas favoráveis, mas também porque são educados para a vida financeira, desde cedo.


Ao contrário do que acontece no Brasil, o espírito empreendedor é valorizado e incentivado, desde a infância, no cotidiano da família americana.


As crianças ganham a sua mesada prestando pequenos serviços, como lavar o carro, tirar a neve da calçada, cortar a grama, entregar jornais e colocar o lixo nos recipientes de despejo. Os jovens conseguem empregos de verão para financiar suas viagens.

Assim, além de convívio com o processo produtivo, de familiaridade com o dia-a-dia de operações financeiras e atividades econômicas diversas, os norte-americanos desenvolvem uma atitude positiva, não preconceituosa, em relação a "negar o ócio" ou fazer negócio.

Novamente, essas coisas não são opiniões, mas fatos!

Foi uma grata surpresa encontrar este site brasileiro, que se preocupa com a formação (em sentido amplo) das nossas crianças, com o objetivo de construir, desde cedo, cidadãos bem estruturados para a vida empresarial, familiar e social!




Por que Antropologia e Filosofia nas empresas?

Há quem estranhe estarmos tratando de temas antropológicos e filosóficos em um blog voltado às TICs.

A minha fundamentação é a seguinte: essas áreas do conhecimento deverão ser cada vez mais essenciais à compreensão das empresas e de seus mercados, e ao conseqüente planejamento de seu futuro. E isso é especialmente significativo nos casos em que a evolução ocorre de forma mais dinâmica, como no mercado das TICs

Descobrindo e revelando hábitos e costumes dos consumidores, a Antropologia e a Filosofia já vêm sendo utilizadas por grandes empresas (em especial nos países mais desenvolvidos da Europa), para o planejamento de novos produtos e serviços.

Toda empresa possui uma "cultura" que está mais ou menos oculta e que, na verdade, a define e a diferencia das demais.

Essa cultura é formada pelo conjunto das tradições (o passado), das necessidades (o presente) e das aspirações (o futuro) da empresa e de seus gerentes.

É só por meio do maior conhecimento dessa cultura que a empresa pode crescer com segurança e tranqüilidade, aproveitando as razões de seu sucesso e alterando o que deve ser modificado (ou complementado), mas sem romper com os valores culturais fundamentais, da empresa e das pessoas.

Identificando e respeitando os valores culturais (nem sempre explícitos), as pessoas que a compõem, e que com ela se relacionam, podem colocar muito mais energia e dedicação ao que fazem, conduzindo a empresa a um sucesso maior.

Essa deve ser a base do uso da Antropologia e da Filosofia nas empresas: observação para compreender os valores e crenças de seus empregados, gerentes, fornecedores, acionistas e clientes, para, assim, trabalhar com o seu futuro.

O que pode garantir o sucesso de uma empresa amanhã é a questão fundamental que a Antropologia e da Filosofia nas empresas deve buscar responder. Afinal, infelizmente muitas empresas esquecem elas são feitas pelas pessoas e para as pessoas!

Sem modelos pré-definidos, a Antropologia e a Filosofia devem buscar identificar e reforçar os pontos fortes e os indicadores positivos da empresa, do ponto de vista dos clientes, do mercado, dos colaboradores, dos fornecedores, da comunidade... A, a partir disso, desenvolver projetos inovadores que a farão vencer os desafios da competitividade, de forma segura e harmoniosa.

Inovação empresarial: questão estratégica

Kathleen Eisenhardt é Professora de Estratégia e Organização da Stanford University, nos EUA, e consultora de empresas do setor de informática e telecom, particularmente a de decisões estratégicas.

Ela é co-autora deste livro e autora deste vídeo sobre estratégia, organização e liderança empresarial.
Ela afirma que as empresas que têm seguido os modelos tradicionais de estratégia, colaboração, organização e processos de negócios (como os pregados pela maior parte das grandes companhias de consultoria e pela quase totalidade dos MBAs) têm obtido menores chances de sucesso quando comparadas às empresas cujos gerentes seguem modelos inovadores, tanto no "pensamento estratégico" como na ação.

O que gosto na Kathleen Eisenhardt é que ela age de acordo com o que fala e escreve, sendo absolutamente inovadora em suas propstas, ao fugir das correntes tradicionais da administração.

Veja também este artigo dela, publicado na HSM Management.


terça-feira, 22 de abril de 2008

Causos de achismos

O Luiz (embora eu ainda não saiba "que Luiz") está fazendo excelentes comentários neste blog e eu estou bastante feliz com isso!

Ainda sobre a questão do relativismo, segue um "causo" interessante, que é contado por outro Luiz (o Luiz Carlos Lodi da Cruz):

Certa vez os matemáticos de um país viram-se às voltas com um problema intrincado: quantas diagonais podem ser traçadas em um icoságono? Era preciso desenhar um polígono de 20 lados (icoságono) e depois, pacientemente, unir os vértices não consecutivos dois a dois e contar o número de diagonais traçadas.

Um matemático jovem, aplicando uma fórmula algébrica simples, afirmou que no icoságono havia 170 diagonais. Este número foi considerado elevado demais por alguns, pequeno demais por outros, e houve polêmica na assembléia. Foi então que o presidente da mesa teve uma idéia genial: resolver o caso por meio de uma votação.

Cada matemático recebeu uma cédula onde escreveu quantas diagonais ele "achava" que o icoságono deveria ter. Feita a apuração dos votos, o número 100 ganhou por maioria. O presidente então falou com voz magistral: "Fica decretado por esta assembléia que o icoságono tem exatamente 100 diagonais, nada mais, nada menos".

Esta estória é obviamente absurda e ridícula, pois as verdades matemáticas não se decidem pelo "achismo". Já dizia alguém com sabedoria: "Dois mais dois são quatro, mesmo contra a minha vontade".

No entanto, quando se trata de verdades morais, muito mais importantes que as verdades matemáticas, parece que a maioria pode defini-las por votação e decreto. Por exemplo: um ser humano não nascido tem ou não tem direito à vida? É evidente que tem! Trata-se de uma verdade moral, que deriva da dignidade do homem, criado à imagem e semelhança de Deus.

Aliás, se tirarmos do homem (grande ou pequeno, forte ou fraco, nascido ou não nascido) o direito à vida, de que adiantarão os outros direitos (saúde, educação, segurança, propriedade...)? Pode um defunto ter saúde? Pode um morto receber educação? Pode um cadáver gozar de segurança? Pode um falecido possuir bens?

O direito à vida, desde a concepção, é uma verdade gritante. No entanto está em cena no Congresso Nacional a seguinte comédia: definir por votação se esta verdade vai ou não continuar sendo verdade. A maioria terá o poder de decidir, por exemplo, que a criança não nascida é um ser bruto cujos restos mortais podem encher as latas de lixo dos hospitais.

O simples fato de isto ser posto em votação é vergonhoso! Se além de votado, o assassinato intra-uterino for aprovado, o Brasil estará assinando seu atestado de brutalidade e selvageria. A partir daí esta nação simplesmente não merecerá mais subsistir.

E veja que este texto não reflete opiniões e nem achimos! Estamos falando da dignidade humana: aquela que, até mais do que a própria inteligência, nos diferencia dos animais!



Nota: contrariando a decisão dos matemáticos daquele país, um icoságono tem realmente 170 diagonais.