terça-feira, 6 de abril de 2010

Ficar?

Hoje, “ficar com alguém” quer dizer exatamente o contrário: que NÃO SE VAI ficar com aquele alguém.


E hoje, onde nada (nem ninguém) fica, é possível admitir alguém que fica insistindo na mesma tecla? Dá para entender pessoas que ainda ficam com um só objetivo, uma só ideia (fixa e sem acento no “e”), um só pensamento?

sábado, 3 de abril de 2010

Feliz Páscoa!




Que nela você veja tanto amor, saúde e paz, quando tem visto de chocolate; e que a doçura esteja mesmo é no seu coração.

terça-feira, 16 de março de 2010

É tempo de renovação


O blog entra em férias.



domingo, 14 de março de 2010

Inovação

A GRANDE CAPACIDADE INOVADORA NAS EMPRESAS
NÃO ESTÁ NOS DEPARTAMENTOS DE PESQUISA E LABORATÓRIOS...

...ESTÁ EM QUALQUER LUGAR.

Inovar... Até quando?


É comum pessoas acharem que já não há mais espaço para inovação na empresa.

Assim como é comum, nessas situações, que se diga algo como:

- "Afinal, não damos conta nem do que já temos hoje; que dirá se buscarmos alguma outra novidade!"...

Com respeito a esse pensamento, quero afirmar o seguinte:

A EMPRESA DO FUTURO
É AQUELA QUE VALORIZAR E SE MANTIVER CENTRADA NO SEU
CAPITAL INTELECTUAL...

...NA SUA CAPACIDADE DE SE REINVENTAR E INOVAR.



Terapia salvadora

Diz Rafael Cifuentes que, no nosso tempo, uma das maiores doenças é a vontade de triunfar a todo o custo.


De fato, a sociedade competitiva em que vivemos criou a necessidade psicológica do sucesso. É preciso subir na escala social! É necessário ganhar status! Despertar admiração!


A profissão tornou-se fundamentalmente um pedestal. Daí vem a corrida pelos postos rendosos e honoríficos, catalisada pelo doping da vaidade que lança adrenalina nas veias, incentivando à realização de um trabalho desmedido e descabido. Atividades frenéticas que acabam por desgastar a pessoa pelo stress, depressão e outros distúrbios psicológicos, a não ser que antes tenha sido fulminada pelo infarto.


Não raro, diz Cifuentes, o habitante das nossas cidades é um homem escravo, dominado pela paixão da vaidade e da ambição. Não é dono do seu destino pessoal. Faz parte da máquina de uma sociedade globalizada que enaltece a produtividade e tritura a “ineficácia”.


Acontece que, quando um homem não possui o comando da sua vida, perde a sua categoria humana, a sua prerrogativa essencial que o distingue da planta ou do animal: a de não ter uma vida autônoma.


Todos os fatores externos, a opinião alheia, os slogans propagandísticos, as ideias e sentimentos que a televisão, o rádio, os jornais e a Internet querem incutir em cada pessoa a marteladas, passam então a invadir o centro solene da sua alma e é como se injetassem uma espécie de “narcótico” nas veias do seu ser, colocando-o num estado pré-hipnótico.


É urgente que nos interiorizemos!


O homem que perdeu o silêncio e o recolhimento não somente perdeu um atributo: foi modificado em toda a sua estrutura.


Muitos já dizem que vida interior seria uma noção muito antiquada para o século XXI. Que aquilo que importa hoje seria somente o dinamismo e a eficácia, pois só seria possível sentir-se bem na ação. Reflexão, oração – dizem –, isso está bem para um monge, para uma freira, mas não para pessoas “comuns”. Pessoas estas que, hoje, têm muito a fazer... São continuamente assaltadas pelas responsabilidades e obrigações... Não têm um minuto livre... Vivem “na correria”... Os filhos, o cônjuge, os problemas em casa, o trabalho, a empresa, os negócios, os mil assuntos a resolver solicitam-lhes alguma ação, alguma atenção. Não há mais tempo para lero-leros.


No entanto, para os que assim pensam, é preciso ressaltar que aquilo que distingue o ser humano de uma máquina é precisamente o aspecto interior, os pensamentos, os sentimentos. Uma máquina realiza exteriormente o que o homem pode realizar, mas não pode sentir nem pensar.


Quem diz que só é feliz com a ação, está enganado!


A felicidade não está nas coisas sobre as quais um indivíduo atua – por exemplo, se é engenheiro, nos tijolos dos edifícios que constrói – mas ela se verifica em razão da plenitude que essa pessoa experimenta pelo exercício das suas faculdades criadoras.


A felicidade não está na eficácia e no dinamismo – termos mais de moda do que os da vida interior –, na rapidez em construir um prédio. Porque tudo isso pode ser feito muito melhor por uma máquina. E um homem poderia ter como ideal ser uma máquina, muito eficiente, mas que não sente nada?


O homem moderno diz que gosta de viajar. Mas o que é que dá valor a uma viagem? O ir de um lugar para outro, ou antes, a maravilha de descobrir o encanto de uma nova paisagem, que é uma experiência fundamentalmente interior?


É preciso que se note que a fonte da felicidade não está na ação exterior, mas no mais íntimo de cada qual, na plenitude interior que leva à ação.


Viver do exterior é viver

condicionado pelos acontecimentos.


Um homem devorado pela febre da ação não tem as suficientes reservas interiores para gozar plenamente dos resultados dos seus esforços.


O excesso do ‘fazer’

provoca a anemia do ‘ser’.


Evidentemente, devemos concordar com o caráter necessário da ação, reconhecendo as suas virtudes e os seus benefícios. Mas com a condição de que não chegue até ao esgotamento interior, no qual o homem despossuído do que ‘é’ se converte em escravo do que ‘faz’.


O recolhimento e o silêncio interior são fundamentais

para se conseguir a paz, o equilíbrio e

a harmonia de uma vida em plenitude.


Há hoje muitas pessoas que vivem divorciadas de si mesmas porque não fazem silêncio por dentro. Não ouvem o que há de mais essencial, porque o ruído as impede de ouvir a voz do seu mundo interior, que é onde Deus se pode manifestar.


É por isso que tantos precisam de “terapias” especiais, e é também por isso que os homens que têm vida interior normalmente não precisam ir ao analista: a paz, fruto da meditação e da oração – sem reduzir-se simplesmente a isso –, não deixa de ser uma verdadeira e fecunda terapia salvadora.


Comunicação interna nas empresas, hoje



INSTITUCIONAL
UNIDIRECIONAL
SEM INTERAÇÃO
IMPESSOAL
SEM EMOÇÃO

AS EMPRESAS AINDA NEGLIGECIAM A CAPACIDADE INTERATIVA, DE MOBILIZAÇÃO E CRIATIVIDADE COLETIVA DAS PESSOAS.


Delegar é preciso

Há pessoas que não sabem delegar.

Centralizam tudo, achando que é somente com elas que o negócio anda.

Essa mentalidade é jurássica!

O líder de hoje delega funções e as monitora.

Muitos chefes têm a intenção de delegar, mas só conseguem de fato abdicar, deixando seus subordinados mais inseguros e com a certeza de que lhes foi armada uma armadilha para que caiam e sejam recriminados posteriormente (pelo chefe, que diz ter "delegado").

Saber delegar é fundamental!

Quem delega mostra que confia na equipe, sendo que não interfere a todo momento nas coisas delegadas.

Novamente, isso exige despreendimento por parte de quem delega, além de muita maturidade, segurança e humildade.




É fazendo que se aprende


Um bom líder deve incentivar os liderados a pensarem criativamente sobre o negócio.

Já um chefe manda-os apenas executar tarefas que ele, apenas ele, acha úteis.

É fundamental que se dê às pessoas a licença para que assumam riscos calculados e possam falhar.

Pequenas falhas (por mais contraditório que isso possa parecer) incentivam grandes sucessos.

Despreendimento

O uso das redes socias demanda despreendimento.

Na semana que está encerrando, estive em excelente evento sobre Cidades Inovadoras, em Curitiba.

Durante o evento eram projetadas mensagens via Twitter, relativas às palestras que estavam acontecendo por lá.

Algumas mensagens positivas, outras nem tanto.

Então, pense comigo: como se comportarão os políticos, que agora querem entrar nas redes sociais, pois lá terão maior visibilidade? Coisas positivas aparecerão, outras nem tanto.

Veja esta matéria sobre o assunto.

As nossas ideias mudam e mudamos as nossas ideias

Hoje, um amigo perguntou se eu estaria MUDANDO DE IDEIA a respeito de determinado projeto.

Respondi que isso é melhor do que NÃO TER IDEIA PARA MUDAR.

Ele concordou e encerramos o assunto.

sábado, 13 de março de 2010

Pensamento

As tecnologias de telecom vão ser realmente poderosas quando ficaram tão transparentes, tão "invisíveis" e tão intuitivas para os usuários, quanto a eletricidade.

Uma tática absurda

Creio firmemente que custa muito menos para uma empresa de telecom manter os clientes de sua carteira, do que conquistar novos clientes.

No entanto, a minha operadora de celular só passou a se interessar por mim no dia em que pedi para fazer a portabilidade numérica, mudando para a concorrente.

Tempo: perca-o para ganhá-lo


Atualmente, parece que ninguém quer dar mais nada de graça.

Nem mesmo o tempo!

Hoje, é tudo na base do "toma-lá-dá-cá", do "uma mão que lava a outra", do "não pregar prego sem estopa".

Assim, o gerente não conversa mais com os seus funcionários (veja, não estou falando de "conversar" durante as reuniões formais de trabalho!), nem se conversa mais com os clientes (novamente, não estou me referindo a "conversar" durante uma tentativa de venda ou na rotina de um pós-venda).

Como resultado, não se cria empatia. E não se avaliam mais as reais necessidades das pessoas.

Cada um, ao dar de graça um pouco do seu tempo,
passa a conviver numa espetacular
fonte de inovação e renovação,
para si, para as outras pessoas e para as empresas.

Reserve um tempo na sua agenda para que você converse com os seus clientes e funcionários, participe de eventos na sua área e empresa,
conheça melhor sua concorrência (estou falando dos seres humanos que estão por trás das empresas concorrentes), recicle seus conhecimentos sobre as pessoas com quem convive, aumente sua rede de relacionamentos,...

Particularmente, tento fazer isso diariamente, circulando pelas áreas de minha empresa, conversando e verdadeiramente me interessando pelo que as pessoas me contam. Noto, no entanto, que essa é uma atitude algumas vezes mal entendida e, em certas ocasiões, até mesmo compreendida como (pasmem!)...

..."perda de tempo".




Tsunami digital

Em post anterior, falei da quantidade enorme de dados que têm ficado disponíveis e da necessidade de tratá-los, colocando "uma inteligência" por trás dos mesmos, para que se possa extrair mais informações úteis.

Parece simples, mas poucos fazem isso com competência.

Sobre essa verdadeira enxurrada de dados, leia o que saiu na The Economist.

Liderança


Fazer gestão significa identificar metas, providenciar e administrar os recursos necessários, desenhar e monitorar os processos e manter tudo funcionando, com grande atenção tanto nas macro-estratégias, quanto nos detalhes.

Tudo isso pressupõe controle, sendo que, no meu entendimento, é justamente aí que as coisas podem deixar de funcionar, pois alguém eventualmente até poderia controlar fisicamente as pessoas com quem trabalham (por exemplo, com cartões-ponto, catracas e biometria), mas nunca será possível o controle das suas mentes e dos seus corações.

E é justamente aí que surge o papel dos líderes. Estes, são os que se preocupam com o desenvolvimento de suas equipes, inspirando-as e as desafiando.

Nisso sim, eu acredito plenamente.

Porque significa atenção e respeito. O que funciona, sempre!

"Traduzindo" dados


A Fernanda Viégas é da IBM e fez esta apresentação sobre o tratamento de dados.

TEDxSP 2009 - Fernanda Viegas from TEDxSP on Vimeo.

O assunto sempre me interessou, pois todos nós sabemos que há muitos dados disponíveis, sobre os mais diversos assuntos, alguns até ordenados "em layers", mas na verdade poucas pessoas (ou empresas) conseguem colocar "uma inteligência" nesse amontoado de dados e extrair as informações mais relevantes.

Outro dia, estive com um empresário de São Paulo que faz exatamente isso: reúne um universo enorme de dados e coloca "uma inteligência" para inferir coisas verdadeiramente incríveis sobre o comportamento das pessoas, a expansão das cidades, a influência dos negócios, etc. etc...

Aqueles que são responsáveis por coletar dados, que o continuem fazendo. Mas precisamos agora, e cada vez mais, trabalhar nas inferências a partir desses dados. E já há boas técnicas e ferramentas para nos ajudar nisso (ou empresas especializadas em inteligência de dados, para quem podemos terceirizar esse serviço)!

A Economia dos Jornais

O economista-chefe do Google, Hal Varian, que também é o autor do bestseller "A Economia da Informação", falou recentemente sobre "a economia dos jornais: online e offline".

Enquanto ele diz que o baixo custo da Internet pode ser uma vantagem (segundo Varian, 50% do gasto de um jornal impresso é com distribuição e impressão), declara que a publicidade não consegue gerar receita suficiente para as publicações online.

Ele entende ser possível cobrar por conteúdo, mas somente por aqueles que forem "diferenciados" (isto é, para um mercado de nicho, portanto menor).

E, também, que o Kindle da Amazon.com, o iPad da Apple e outros equipamentos "leitores" podem representar uma esperança para a indústria, no sentido de que fornecem às pessoas uma experiência mais rica e agradável de leitura.

O texto está neste blog do Google. O site oficial do Hal Varian é este aqui. E hoje há um texto no guardian.co.uk, sobre assunto correlacionado.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Mais sobre o controle na Rede

Falei sobre o fato de as empresas de equipamentos estarem controlando a Rede e ontem a Apple baniu vários aplicativos/conteúdos da sua loja virtual, por "serem considerados picantes demais, com fotos que podem ser consideradas obscenas".

Curiosamente, foram retirados aplicativos de fornecedores menores; o da Playboy, por exemplo, continua.

Aqui há não somente o interesse financeiro da Apple nos conteúdos que mais lhe pagam, mas é relevante o fato de que a empresa quer (neste momento de lançamento do seu novo equipamento iPad) apresentar-se aos pais dos futuros compradores (espera-se que muitos iPads serão vendidos a crianças e adolescentes) como "uma empresa responsável".

E então: a Rede está ou não ficando fechada (com a chave da porta ficando na mão dos fabricantes de equipamentos)?


- Posted from my iPhone

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Internet fechada: ela cresce assustadoramente!


Por muitos anos, temos nos preocupado com a Rede propriamente dita: quantos estão conectados a ela, qual a largura de banda, qual a taxa de compartilhamento...

Mas essa deixou de ser a questão importante! Vejamos:

Como já relatei aqui, o meu primeiro computador foi um Apple Mac. Naquela época, ainda não havia Internet. Era o Mac com o VisiCalc (a primeira planilha eletrônica), o MacWrite (para escrever), o MacDraw (para desenhos) e o MacPaint (programa de imagens e pinturas).

Mas, logo em seguida, surgiram os provedores de conteúdos: America Online e CompuServe eram os maiores. Rapidamente, esses dois angariaram milhões de usuários e viraram gigantes.

Depois vem a Internet (inicialmente com e-mail), seguida pela web que conhecemos hoje, com páginas em html.

E a web fulminou um negócio que era absolutamente promissor (o dos provedores pagos de acesso e conteúdo), à medida que ela passou a proporcionar conteúdos abertos, gratuitos e providos a partir de todos os cantos do planeta. Assim, acaba ocorrendo o que ninguém, à época, poderia prever: AOL e Compuserve foram rapidamente para o brejo.

Mas veja que curioso o que está ocorrendo hoje: Steve Jobs (o mesmo que lançou o Apple II e o Apple Mac), é o que coloca agora no mercado o iPhone e o iPad. Mas as condições desses lançamentos são, desta vez, completamente diferentes!

No passado, Jobs só percebeu que as pessoas estavam usando em seus computadores o VisiCalc, porque as vendas desses computadores dispararam por conta do aplicativo. O fundamental que eu quero dizer aqui, é que aquelas máquinas eram abertas para terceiros proverem livremente os seus aplicativos.

Hoje, a coisa é outra (bem outra!): o iPhone e o iPad são "parcialmente livres" (e, como a expressão "parcialmente livre" é uma incongruência em si, pode-se dizer que eles são verdadeiramente fechados, controlados, regulados). Quem desejar prover algum conteúdo ou aplicativo para essas plataformas, deve antes submetê-lo à aprovação da Apple, que tem toda a liberdade para aprovar ou negar a sua entrada nas plataformas. Adicionalmente, o que for comercializado ali será na base do compartilhamento de receitas, onde a Apple fica com a maior fatia.

Veja só que curioso! A abertura da rede (e dos devices) derrubou as "fechadas" AOL e CompuServe no passado. Enquanto que, hoje, os devices (lançados pelo mesmo Steve Jobs) estão agora fechando a rede novamente!!!

Essa deve ser a verdadeira discussão importante da atualizade: a Rede está ficando rapidamente fechada, passando a ser totalmente controlada pelos provedores dos devices, que decidem o que disponibilizar e que cobram o que querem pelo que for usufruído.



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Serão os últimos dias do mouse e do teclado?

Após os muitos anos de dominância do mouse e do teclado (QWERT), a Apple começa a lançar seus iPhones e iPads, que passam um pouco a mudar isso.

Mas as mudanças não pararão por aí. Há empresas estudando outras alternativas. É o caso da Oblong. Assista ao vídeo abaixo:



g-speak overview 1828121108 from john underkoffler on Vimeo.

Inovar é desenvolver e é gerar novas e melhores faturas


É urgente que se altere esse foco excessivo na pesquisa de caráter puramente acadêmico.

A China e a Índia fizeram isso e passaram a apostar no setor produtivo.

Em 2001, a China investia 0,95% de seu PIB em Pesquisa e Desenvolvimento. Passou a focar na pesquisa associada com a Inovação no setor produtivo. Hoje, a meta já é de 2,5% do PIB em PD&I. E o número de patentes que os chineses registram nos EUA tem crescido a uma taxa anual de 25%.

A Índia, em 1998, superou o número de patentes do Brasil. De lá para cá, também passou a focar em P&D para a Inovação a ser colocada no mercado. No ano passado, registrou seis vezes o número de patentes do Brasil.

O Brasil carece de uma melhor relação enrtre as empresas, as universidades e o governo. Além de investimento em gestão!



O que nos falta

Há 10 anos, o que faltava para uma maior produção de inovação no Brasil era qualificação, recursos e legislação.

Hoje, melhoramos muito nesses três itens. As nossas universidades públicas, em geral, já possuem toneladas de mestres e doutores. Os recursos existem. E a legislação é abundante: Lei do Bem, Lei da Inovação, Lei da Informática, Empreendedor Individual, Leis concedendo insenções diversas,...

O que falta hoje, no meu entendimento, é:

1.
Foco. Nas nossas universidades, praticamente cada pesquisador faz o que quer, desenvolvendo a linha que melhor lhe convém. Não há planos institucionais a serem seguidos e financeiramente suportados dentro de uma política geral planejada.

2.
Gestão. A ineficiência nessa área é brutal! Além disso, ainda se valorizam demais os papers publicados, enquanto que verbas direcionadas a projetos de inovação são frequentemente devolvidas, sem uso.

3.
Cultura. Isso passa por entender que a inovação é fundamental para a sustentabilidade empresarial e para o desenvolvimento do país.

Nesse sentido, defendo o modelo das incubadoras de empresas de base tecnológica, pois essas podem proporcionar os três itens acima com maior eficiência.

Horizonte

O fato é que nossos empresários brasileiros ainda são muito imeditistas.

E os gerentes são cobrados para darem resultados agora, já.

Assim, o maior horizonte com que se trabalha é até a próxima reunião da diretoria, onde os gerentes apresentam os últimos resultados alcançados.

Desta maneira, no entanto, joga-se para a torcida, mas não se garante a sustentabilidade empresarial!

Enquanto a produtividade no Brasil não for considerada pelo menos a médio prazo e sustentada na inovação, jamais competiremos internacionalmente. E esse é, no meu entendimento, o único caminho baseado na qualificação das pessoas e no uso pleno de seus potenciais.


Inovação no Brasil

Continuando o post anterior...

...li na
The Economist que o Brasil participa com 2% no PIB mundial, mas é responsável por apenas 0,2% das patentes registradas.

Segundo a revista, a Coréia do Sul registrou 30 vezes mais patentes do que o Brasil.



Antes tarde...

Quando eu morava na Inglaterra, há cerca de 20 anos, lembro de alguns brasileiros virem me visitar falando da incapacidade de nosso país em produzir chips. "Com toda a reserva de mercado", diziam eles naquela época, "o Brasil pouco se desenvolveu nessa área, senão copiando aquilo que encontra nos países mais adiantados".

Bem.. Passaram-se duas décadas e ainda produzimos poucas coisas originais por aqui; e continuamos copiando muito! Mesmo os computadores que "produzimos aqui", na verdade têm uma taxa de nacionalização de seus componentes muito pequena.

Agora, recebo a notícia de que foi recentemente inaugurada a primeira fábrica de
chips da América Latina: a Ceitec S.A., em Porto Alegre, fruto de um investimento superior à R$ 400 milhõres, feito por parte do Ministério de C&T. Na verdade, a Ceitec é uma estatal, vinculada ao MCT.

OK! Já é alguma coisa!... Embora estejamos chegando nisso com pelo menos duas décadas de atraso. E com uma estatal, o que é no mínimo algo curioso...

Mas vamos ver se, com essa iniciativa, a indústria de semicondutores passa a se desenvolver no Brasil...


Criatividade

O camarada chama-se Mistery Guitar Man.

Ele fez esse clipe, de uma música, com a linguagem visual da passagem de fotos do iPhone!