segunda-feira, 21 de abril de 2008

Saiba porque quem muito opina vira ameba

É curioso como as pessoas preferem enviar mensagens de e-mail sobre os textos daqui, à fazer comentários no próprio blog.

Vou tentar, então, responder a três questionamentos que me foram feitos:


1. Inicialmente, não citei Ghandi e Luther King por causa da ideologia de cada um. De forma alguma! Eu os mencionei simplesmente para exemplificar, através de duas pessoas conhecidas, que se pode ser pacífico sem ser passivo.

2. Quem insinuou que eu seria “contra as opiniões alheias” (para supostamente defender as minhas), errou totalmente o alvo!
Sou também contra as opiniões que eu eventualmente tenha. E justifico isso com base na conhecida frase: “o homem é a medida de todas as coisas”.

Se assim fosse (o homem sendo a medida de todas as coisas), cada um de nós seria o juiz daquilo que é (e daquilo que não é)!

E esse relativismo é uma das maiores pragas do mundo moderno, ancorando-se justamente nas opiniões (ao afirmar que aquilo que parece verdadeiro para alguém é, então, verdadeiro para essa pessoa).

Mas, pense comigo: se fossem verdadeiras todas as opiniões mantidas por qualquer pessoa, então seria preciso sempre reconhecer a verdade da opinião do oponente. E como ficaria, nessa situação, se o oponente considerasse que o relativismo é falso?

Ou seja, se o relativismo é verdadeiro, então ele é falso (desde que alguém o considere falso)! Chega-se assim, portanto, a uma auto-refutação (ou a uma autodestruição) do relativismo.

Atualmente, as pessoas entendem que quaisquer opiniões são igualmente justificáveis, dadas suas respectivas regras de evidência, e que não há questão objetiva sobre qual conjunto de regras deve ser preferido (isso é denominado “tese da equipolência das razões”).

Resumindo, seria possível oferecer boas razões tanto para se admitir quanto para se recusar qualquer opinião!

Conseqüentemente, o procedimento de dar boas razões nunca permite decidir entre opiniões rivais, nunca nos obriga a substituir uma crença por outra. E isso é um grande absurdo, pois veja:

Se toda regra de evidência é tão boa quanto qualquer outra, então para que uma opinião qualquer seja tomada como justificada basta formular um conjunto apropriado de regras em relação ao qual ela está justificada. Em particular, a opinião de que nem toda regra de evidência é tão boa quanto qualquer outra deve poder ser igualmente justificada.

E o relativista, assim, não consegue mostrar (mas deveria!) que a sua posição é melhor que a de seu oponente.

Uma alternativa seria dizer que algumas regras de evidência são melhores do que outras; mas então deveria haver fatos independentes de perspectiva sobre o que as torna melhores do que outras, e nesse caso estaríamos assumindo a falsidade do relativismo.

Concluindo, sem opinar: devemos fugir das opiniões, pois elas nos conduzem ao perigo desse relativismo que, aos poucos, vai esmagando as nossas crenças e pisoteando as nossas iniciativas.

3. A quem disse que o problema está "no excesso de obrigações", tentou explicar, mas não justificou! Somos donos do nosso próprio nariz e responsáveis pelo que fazemos com o nosso dia a dia. E se não formos, deveríamos sê-lo, pois do contrário, viramos homens-amebas. E esses seres são hoje tão comuns que já há até uma logomarca para identificá-los (não é piada!):

Homem-ameba




domingo, 20 de abril de 2008

Pacíficos e Passivos

A passividade é um fenômeno que está dentro do nevoeiro da pós-modernidade, e que se deve combater, sem passividade!

Percebe-se, entre o senso comum, que existe uma grande confusão entre os qualificativos ‘pacífico’ e ‘passivo’. Nesse sentido, é importante nos darmos conta de que Mahatma Gandhi e outros que lutaram ativamente pela defesa dos direitos humanos, como Martin Luther King, foram pacíficos; jamais passivos!

Nas situações de protesto, por exemplo, o pacífico se caracteriza pela não recorrência à violência; já o passivo, geralmente ‘não protesta’: ele opta por anuir e consentir, mesmo sem concordar com alguma coisa, pactuando-se com os demais, e escondendo-se atrás do “consenso” (outra palavra que, hoje, é confundida com ‘espírito democrático’ e, em muitas ocasiões, esconde sob uma roupagem "politicamente mais correta" o conformismo ou a passividade.
Sobre isso, vale a pena ler o livro "Dissensões e Consenso", de Serge Moscovici e Willem Doise, 1991, que trata da questão das decisões coletivas).

A passividade caminha muito próxima da ‘covardia’ e da anulação do dever da consciência diante da observação dos fatos e das ações que são necessárias. O passivo prefere ‘não fazer’ (mesmo indo contra à sua consciência, que lhe solicita abraçar uma causa ou um dever moral), do que ‘fazer e correr riscos’. Assim, ele passa a compactuar com a mediocridade das massas e ser cúmplice do status quo, sendo que, para isso, aceita brigar com a sua própria consciência, que nunca mais o deixará em paz, nem por um segundo, e o consumirá aos poucos.

O passivo prefere o anonimato, que o deixa momentaneamente confortável e imune às críticas e oposições. Para isso, prefere manifestar-se evitando frases diretas que possam demonstrar que a opinião é sua. Assim, usam expressões do tipo:

“dizem que...”,
“ouvi dizer...”, ou
“alguém me contou...”.

Covardia, diga-se de passagem, muito própria de indivíduos que, tanto são desprovidos de individualidade, diluindo a sua responsabilidade em um todo não identificável (os famigerados ‘grupos’ ou ‘colegiados’), como não respeitam essa mesma individualidade, tendenciosamente, reunindo-se em matilhas e alcatéias para atacar alguém que julgam “inconveniente”, ou mesmo “perigoso” por se assumir como um ser único, identificável pelos seus traços distintivos assumidos de forma clara e inequívoca.

De fato, os grupelhos pusilânimes esquecem-se de que há indivíduos cuja força de espírito vale mais do que milhares de covardes escondidos atrás das desculpas, do conforto momentâneo, do (aparente) descaso, da opção pela passividade. Aqui, recorro novamente à Martin Luther King, que dizia:

“A verdadeira medida de um homem não é
como ele se comporta em
momentos de conforto e conveniência,
mas como ele se mantém em
tempos de controvérsia e desafio”.

Em outras palavras, o caráter de cada pessoa revela-se não nos bons, mas nos maus momentos, naqueles em que o ego, preocupado somente com a sobrevivência instintiva animalesca, passa a revelar a sua verdadeira essência.

A consciência é, de fato, a maior (e talvez a única) força de atrito diante da covarde e inescrupulosa indolência. É ela que faz uma pessoa soltar as amarras e enfrentar um problema (ou aquilo que considera ultrajante), mesmo que de forma absolutamente solitária.

De fato, é na dificuldade que a nossa essência emerge. Por isso, é justamente nela que vemos quem são os verdadeiramente corajosos e desapegados de seu próprio conforto ou sobrevivência; pois os outros, no primeiro sinal de fumaça, colocam-se à distância.

Seria confortável culpar o pós-modernismo, sem assumir nada. Creio que somos todos responsáveis pelo que sucede com respeito à passividade e à desistência das próprias obrigações.

Necessitaríamos, talvez, lutar por uma sociedade não tão de ‘panelinhas’, onde a noção de individualidade fosse mais respeitada, e onde cada um de nós tivesse bem presente uma capacidade crítica ativa e resistente: uma resistência que começa na individualidade, na relação do indivíduo com ele mesmo, que é então projetada na relação que ele estabelece com os outros.

Finalmente, tenho esperança de que, dentro da capacidade de cada um em distinguir princípios de interesses particulares, a opção passe a ser sempre pelos primeiros. Para isso, devemos inicialmente dizer não a essa enorme diluição das responsabilidades individuais.

É difícil mudar aquilo que já parece estar incrustado na sociedade. Creio, no entanto, que uma gota de água (como este simplório texto) pode não mudar um oceano, mas certamente provocará alguma ondulação, por pequena que seja. E a união de muitas ondulações, então, pode um dia dar origem a uma onda gigante.

sábado, 19 de abril de 2008

Ainda sobre "NÓS"

Cantinhos

Logo após a tragédia do Areia Branca, quando o edifício virou escombros, um dos desolados ex-moradores deu entrevista lamentando, acima de tudo, ter perdido os cantinhos da casa.

Mais do que o risco de morte que tinha corrido, mais do que a perda de um patrimônio, mais do que a situação de sem-teto na qual se encontrava naquele momento, o desafortunado lamentava ter perdido para sempre os cantinhos da casa.

Ainda que feito sem maiores detalhes, o depoimento nos toca profundamente, ao imaginarmos a importância emocional que tais cantinhos deviam representar na vida daquele senhor e os motivos que o levaram a fazer, de pronto, esta declaração.

Diariamente, fujo da frente do computador e vou interagir com amigos, tomando um...

Como é infinitamente melhor, mais agradável e mais rica a interação homem-amigos comparada à interação homem-máquinas!
Externamos pontos de vista, trocamos idéias e sonhamos com projetos que possam conduzir a sociedade a uma vida melhor e mais feliz.

Podemos ser privados de muitas coisas, mas as idéias, os propósitos e os sonhos permanecerão para sempre nos cantinhos de nossas mentes e dos nossos corações.


Trocando o EU pelo NÓS


Em um recente evento na área de telecom, um dos ilustres palestrantes, ao falar sobre Governança Corporativa, abordou o interessantíssimo conceito de
CONSELHEIRO INDEPENDENTE (aquele que 'aconselha' de forma independente, isto é, sem ter interesses pessoais com aquilo).

Dentro dessa mesma filosofia, você já pensou como a vida seria diferente se todas as pessoas colocassem os interesses coletivos acima dos pessoais?

Os casais seriam mais felizes; as famílias seriam mais unidas; as amizades seriam mais fortalecidas; as empresas seriam mais eficientes e prósperas; até mesmo as reuniões de condomínio seriam bem mais tranqüilas!...


...e surgiriam os líderes naturais,
que teriam a aceitação e o apoio de todos.

Este é um blog SEM COMENTÁRIOS (literalmente). Será que um post SEM TEXTO será desta vez comentado? (acho que vale tentar! Aqui vai...)

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O Efeito Gladwell


“As pessoas são ricas em experiências e pobres em teoria”,
disse recentemente o escritor Malcolm Gladwell.
“As pessoas que se ocupam fazendo coisas
– diferentemente de pessoas como eu, que
estão ocupadas sentadas,
lendo e tomando cafés –
não têm a oportunidade de
reunir e organizar suas experiências e
extrair delas algum sentido.”




segunda-feira, 14 de abril de 2008

HERRAR É UMANO


Esta é a capa de uma das mais prestigiadas revistas do planeta.

Desafio você a achar os erros causados a partir do uso do Photoshop.

Note, por exemplo, que o iceberg está flutuando sobre as águas. E que estas simplesmente refletem a parte exposta do bloco de gelo. E veja o reflexo das bandeiras, como está totalmente mal posicionado. E parece que o ambiente é de uma praia, onde se colocou o gelo e o reflexo, em uma montagem grosseira.

A propósito, este blog é especializado em apontar erros desastrosos a partir do Photoshop.

Para finalizar, responda rápido: quem errou, o Photoshop ou o ser humano que o utilizou?

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Orelhão será coisa do passado?

Quando o transporte coletivo é caro ou ineficente, aparecem as vans e lotações.

Dentro do mesmo espírito, e a partir da possibilidade do uso de VoIP em telefones celulares, as pessoas vão partir para esse tipo de solução, ao invés de recorrerem aos tradicionais orelhões (que são de uso mais caro, exigem compra de cartão e, em geral, encontram-se em péssimo estado de conservação, até porque são os que mais sofrem com vandalismo ).

E, de fato, esse fenômeno já começa a ocorrer. Veja esta foto e o texto sobre os...

TELECAMELÔS!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Plágio?

Veja este site do mundo Linux.

E depois, veja este site do mundo Apple Mac .

Agora, compare abaixo o visual dos dois sistemas operacionais:

Sim, plágio!


Nas entrelinhas

Esta matéria trata da pedofilia na Internet e o que está sendo feito no Brasil para conter barbáries desse tipo.


A matéria também diz que haveria 30 milhões de brasileiros no Orkut?!!!

Mais do que o nosso universo de internautas?


Planeta Google

A primeira página do Google é bastante singela, mas por trás da sua simplicidade há inúmeras ferramentas, aplicativos, possibilidades...

Uma delas é o Google Faces, que ainda pouca gente conhece.

Dentro do Google, clique em Imagens, escolha Pesquisa avançada de imagens, e, então, escolha a opção Faces.

Digite no campo, por exemplo, a palavra Arosio, e você vai ver várias faces daquela que já foi a garota propaganda da Embratel.

Faz um 21!


terça-feira, 8 de abril de 2008

Questão de confiabilidade

Ontem, o meu computador foi dormir bem.


Mas, hoje pela manhã, parece que nada mais funcionava. Pane geral!

(Sendo que, de lá para cá, ninguém mexeu no computador; e, pelo que sei, não sou sonâmbulo!)

Fiquei, então, imaginando:

Se as pessoas pensarem muito
sobre essas coisas que inesperadamente ocorrem com as tecnologias,
vão acabar nunca mais entrando em um avião!

(Ainda mais se considerarmos a grande quantidade de pessoas que "mexem" em um avião, incluindo piloto, co-piloto, equipes de manutenção, pessoal de limpeza, de carga, de suprimentos, aeromoças,...).


terça-feira, 1 de abril de 2008

Cuida-te, MS-Office!

Quando um sapo é colocado em um recipiente que contém a mesma água de sua lagoa, ele fica estático durante todo o tempo em que aquecemos a água, até que ela ferva.

O sapo não reage ao gradual aumento da temperatura (mudanças do ambiente) e morre quando a água ferve. Inchadinho e... Feliz!

Por outro lado, outro sapo que seja jogado nesse recipiente já com água fervendo, salta imediatamente para fora! Meio chamuscado, porém vivo!

Não é para menos que a Microsoft está buscando aquisições para aumentar a sua participação na web! Leia esta matéria e constate que, aos poucos, a Google foi "aquecendo a água" do Bill Gates...


segunda-feira, 31 de março de 2008

Vende-se aquilo que melhora a vida de alguém

Conta a lenda que um mestre oriental viu que um escorpião estava se afogando, e decidiu tirá-lo da água; mas quando o fez, o escorpião o picou.

Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e estava se afogando.

O mestre tentou tirá-lo, e, novamente, o animal o picou.

Alguém que estava observando aproximou-se do mestre e disse: "Desculpe-me mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?".

O mestre respondeu: "Ele age de acordo com a sua natureza, a natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha natureza, que é ajudar".

Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida.



Pode-se tirar, desse texto, uma série de lições. Mas a que quero enfatizar agora é que as técnicas mais avançadas de marketing pressupõem ajudar os outros (os consumidores) A MELHORAR A SUA (QUALIDADE DE) VIDA.

Parece óbvio, mas não é! Especialmente quando se trata de produtos e serviços de base tecnológica, quando foco facilmente deriva para a maximização dos lucros, a escovação de bits, ou ainda, a produção de papers. E os usuários consumidores acabam sendo relegados a um plano inferior!

E, se ajudar os outros não está na natureza daqueles que concebem e comercializam um determinado produto ou serviço tecnológico, então que o dono (ou gerente) da empresa que os vende comece a se preocupar!


quinta-feira, 27 de março de 2008

Tire seus celulares velhos da gaveta!


Se você tem celulares velhos e
não sabe direito o que fazer com eles,
veja neste link algumas fotos
que podem lhe dar idéias!


Origami: arte, habilidade manual e... Ciência!

Origami é a antiga arte japonesa de dobradura de papel.


Mas o MIT considera o origami mais do que arte apenas: é também ciência, uma vez que são utilizados princípios de geometria e equacionamentos matemáticos.

Assista a este vídeo, que mostra a logomarca do MIT sendo feita em origami. E outro exemplo, onde o "golden beaver" (mascote dos ex-alunos do MIT) é produzido em origami.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Aprendendo com o melhor CEO do mundo






Veja esta entrevista com Mark Hurd.

Uma animação interessante

Ligue o som de seu micro e
assista a esta animação,
que mostra como vôa o avião e o que ocorre durante uma turbulência.




Veja as pessoas mundo afora





A tecnologia também nos possibilita esse tipo de coisa...




Algumas condições para empreender bem

Francis Bacon (1561-1626), foi um político, filósofo e ensaísta Inglês, sendo freqüentemente citado como "Pai da Ciência Moderna".

Naquela época (final do Século XVI), Bacon já dizia que, para um homem aventurar-se em um novo empreendimento, é preciso com que ele, antes de qualquer coisa, sejam abandonados alguns preconceitos (que Bacon chamava de "ídolos"). E ele estabeleceu quatro tipos principais de "ídolos que devem ser expurgados":

- Os do primeiro tipo (os chamados "ídolos da tribo") referem-se à tendência natural humana de generalizar com base nos acertos, esquecendo-se dos erros. Bacon dizia que, na concepção de um novo projeto, é preciso considerar "todos os casos" (os sucessos e os fracassos).

- Os do segundo tipo (os "ídolos da caverna") referem-se ao fato de que o processo cognitivo (de aquisição do conhecimento) ancora-se naturalmente no arcabouço de conhecimento anterior (e nas experiências) que cada um possui, individualmente. Assim, um projeto é percebido pelas pessoas de maneiras que podem ser totalmente diferentes (a percepção é dependentes da experiência e do conhecimento de cada indivíduo). Deste modo, Bacon indicava que cada um deve ouvir ao outro, e considerar a opinião do outro, despindo-se de qualquer preconceito com relação às percepções que são diferentes das suas próprias.

- Os do terceiro tipo (os "ídolos da vida pública") referem-se à linguagem e ao mau uso que podemos fazer dela. O populismo deve ser evitado (onde o locutor não tem compromisso com a verdade, mas simplesmente com deleite e a satisfação dos ouvintes). E devemos, dizia Bacon, nos policiar para não fazermos da linguagem um instrumento da vaidade, com o uso de belos discursos que não visam ao bem comum, mas, unicamente, à satisfação do próprio ego.

- Os do quarto tipo (os "ídolos da autoridade"), que são aqueles que fazem com que as pessoas se prendam naqueles que são considerados "mestres", ou em seus superiores hierárquicos ("chefes"). Segundo Bacon, devemos prestar atenção no que as autoridades dizem; mas, se nos limitarmos a elas, nossa capacidade inovadora ficará extremamente limitada.

Francis Bacon também dizia que o conhecimento (a ciência) deve restabelecer o império do homem sobre as coisas, e que a filosofia verdadeira não é apenas a ciência das coisas divinas e humanas, mas deve ser, também, algo prático. Assim, o homem não deve fazer por fazer, nem fazer por cultura pessoal de caráter geral, mas deve, sim, fazer para progressivamente gerar melhores condições de vida para a sociedade.

Finalmente, Bacon dizia que todo empreendimento deve ter dois lados: o interior e o exterior. Ao interior deve-se dar a maior prioridade, consistindo-se na modificação e o no enriquecimento do espírito e da mente das pessoas envolvidas. O lado exterior (a execução física do projeto) é apenas uma conseqüência; e este será tão melhor, quanto melhor tiver sido o primeiro lado (o interior).

quinta-feira, 20 de março de 2008

Imagens holográficas

Sente-se à mesa e participe com Jesus e os Apóstolos da última ceia!

Ou, então, converse "pessoalmente" com a Mona Lisa.

São coisas que já estão sendo feitas, por meio deste projeto de holografia.




Você concorda com ele?

Leonard Kleinrock, professor da UCLA e considerado como sendo um dos pais da Internet, diz que é difícil separar os desafios tecnológicos dos desafios sociais e econômicos.

Para ele, os maiores desafios são agora os seguintes:

[1] adaptar a tecnologia para atender às necessidades da sociedade, da economia, da educação;

[2] um verdadeiro aparelho portátil de comunicação e de geração de imagens (rendering), com vários usos e funções, dotado de conteúdo, aplicativos, serviços e dispositivos convergentes;

[3] encontrar caminhos para prorrogar a Lei de Moore [de Gordon Moore, co-fundador da Intel. Grosso modo, diz que, a cada dois anos, a capacidade dos microprocessadores dobra];

[4] disponibilizar o acesso de banda larga a um número maior de pessoas;

[5] fornecer em todos os lugares produtos e serviços que consigam determinar sua localização geográfica;

[6] criar espaços inteligentes e instalar agentes inteligentes;

[7] fazer da Internet um ambiente mais seguro.

E você, concorda com ele???

Comunicações unificadas

Vai chegar o dia em que o uso de tecnologias sem fio (do tipo WiFi) ou de voz sobre IP, não será mais algo a ser noticiado pela mídia.


Como não é mais notícia na mídia o uso da Internet.

"Lula acessa a Internet diariamente" seria, hoje, uma notícia absurda!

Enquanto que "Lula usa Skype diariamente" já seria uma notícia "melhorzinha".


Dentro desse espírito, veja esta notícia, que fala que a IBM culpa a mobilidade pela morte (que está próxima!) do e-mail, do telefone e dos PCs tradicionais, com a sua substituição pelas chamadas "comunicações unificadas".


Progredimos aqui, regredimos ali

Os avanços tecnológicos são muitos e ocorrem a velocidades cada vez maiores.


A tecnologia desempenha um papel importantíssimo na sociedade, provocando nela diversas mudanças.

E, tendo em vista que essas modificações podem ser tanto boas quanto más, para nós que trabalhamos com tecnologia isso nos coloca em situação de enorme responsabilidade.

Há pouco tempo, foi publicado nos EUA um livro que fala sobre a evolução do relacionamento (afetivo e sexual) entre pessoas e (pasmem!) robôs.

Pergunto: essa é uma mudança evolutiva? Veja este link.

O homem cria as tecnologias que, por sua vez, modificam a si mesmo. Mas se essa modificação não for boa, então estamos nos auto-destruindo.

E os impactos de cada ação tornam-se, sempre, muito maiores e mais sérios do que se poderia imaginar.

Esse livro começou a ser debatido no mundo todo e, como resultado disso, verdadeiras aberrações passaram a ocorrer, em diferentes países.

Na Índia, por exemplo, um debatedor chegou ao extremo de defender o casamento entre seres humanos e robôs e, também, entre seres humanos e animais. E, para provar seu ponto de vista, ele mesmo chegou a casar com uma cadela!

Inacreditável, não é mesmo? Pois veja a matéria aqui.

Mas tem mais: na Holanda, já passou uma lei que reconhece o direito da celebração de casamentos entre pessoas e robôs, e, também, as uniões inter-espécies. E na Rússia, bem como em outros países, querem que leis semelhantes sejam lá adotadas.

Não acredita? Pois veja aqui.

No meu entender, essas são informações pesadas, bastante negativas e muito tristes.

Mas temos que tomar conhecimento de tais coisas, pois só assim é que pode haver, de nossa parte, alguma defesa. Não se combate aquilo que se desconhece. E aberrações desse tipo precisam ser freadas, pois logo chegarão bem perto. Com conseqüências, para nós e para nossos filhos, que ainda não podemos avaliar totalmente. Mas uma coisa sabemos: boas, elas certamente não serão!

E, se você acha que estou exagerando, a melhor coisa é procurar uma avó ou uma bisavó e perguntar, na experiência dessas pessoas (que não se deve desprezar!) o que melhorou e o que piorou no mundo nos últimos tempos.

Reflexões


Alguns simplesmente não querem fazer. É uma decisão que eu até respeito.

A dificuldade começa com aqueles que não fazem, mas também não querem que você faça!



Sobre isso. permita-me deixar aqui uma dica:

Quando você propuser um projeto
e não faltar gente para dizer...
por que?


O melhor antídoto
é devolver as perguntas dizendo...
por que não?




Apple estará na Fnac



(clique na maçã)



quarta-feira, 19 de março de 2008

É maluquice?

Você tem o hábito de ficar navegando na Internet ao ponto de perder a noção do tempo?


Conforme editorial da revista The American Journal of Psychriatry, na sua última edição (março de 2008), o vício de Internet é um problema que merece ser incluído oficialmente na lista de desordens mentais.



Esse desvio, afirma-se no editorial, manifesta-se por meio de algum dos quatro componentes:

  1. uso exagerado do computador, muitas vezes associado à perda da noção de tempo descuido de obrigações comuns;
  2. angústia , tensão e até depressão quando o equipamento não está acessível;
  3. desejo de hardware mais poderoso, mais software e mais horas de uso;
  4. comportamento negativo, incluindo irritação, mentira, mau desempenho nas tarefas, isolamento social e fadiga.

Com você ocorre (ou já ocorreu) algumas dessas coisas?


Caso afirmativo, fique esperto! A questão merece atenção -conforme está dito no texto-, até porque também envolve crianças e adolescentes.


O editorial cita estatísticas coreanas e chinesas com jovens doentes que precisam ser tratados com psicotrópicos e até hospitalização. “A Coréia do Sul considera o vício da Internet um de seus problemas de saúde mais sérios”, diz o texto. Embora reconheça as diferenças culturais, o editorial aponta que os problemas no ocidente são bem similares.


E o problema também está relacionado ao uso corporativo do computador. Veja mais sobre o assunto neste jornal Canadense.





Embratel: WiMAX em 12 cidades


Há quem duvide da efetiva potencialidade de avanço do WiMAX.

Mas também há quem não duvide. Dentre estes, a Embratel.

Plataforma para Conectividade Rural

A "MIT Technology Review" apresenta aqui um novo roteador Wi-Fi da Intel, com a capacidade de transmitir o sinal a mais de 60 milhas (quase 100 km!) e na taxa de 6 Mbps.


Isso é perfeito para disponibilizar a Internet a baixos custos, especialmente nas regiões rurais que não possuem qualquer acesso à web (daí o nome: "Plataforma para Conectividade Rural", que passa a ser conhecida pela sigla, em Inglês, "RCP").

Cada equipamento custa US$ 500, sendo necessárias duas unidades para uma conexão ponto-a-ponto.