O sentido do "servir" (ou de "doar-se") é algo que pode ter diferentes níveis:
PRIMEIRO: a pessoa "serve" a ela mesma. Trata-se daquele indivíduo que, como usualmente se diz, olha somente para o seu próprio umbigo.
SEGUNDO: a pessoa "doa-se" para as outras pessoas, mas apenas com o intuito de cativar (motivar, entusiasmar,...) as outras pessoas, a fim de que elas trabalhem mais eficientemente 'para ela'. Essa é, na verdade, uma variação do primeiro nível.
TERCEIRO: a pessoa doa-se alegramente para as outras pessoas, sem qualquer tipo de interesse próprio. Doa-se pois entende a vida num sentido mais elevado, com um propósito superior, que é muito maior do que o puramente terreno, imediatista, antropocêntrico.
A pessoa do PRIMEIRO nível é puramente egoísta (e, muitas vezes, nem percebe isso). Já a do SEGUNDO nível é egoísta e maquiavélica, pois usa os outros para seu próprio benefício, além de deixar a (falsa) impressão de que se interessa, de fato, por alguém. E a do TERCEIRO nível, por outro lado, certamente alcançou um patamar bastante superior, o qual devemos, todos, buscar.
Não nos cabe julgar ninguém, mas temos a obrigação de refletir a respeito disso, de modo a que perguntemos, para nós mesmos, em que nível nos encontramos: somos realmente capazes de fazer pelos outros (servi-los) de forma totalmente desapegada, sem qualquer interesse próprio?
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Hoje, é bem conhecido o fato de que você interpreta um gráfico, faz projetos de engenharia e realiza uma análise numérica qualquer, com seu hemisfério cerebral esquerdo, enquanto você usa o lado direito de sua cabeça para inovar, ser criativo, tocar uma música e apreciar uma obra de arte.
"A satisfação que meu hemisfério direito está sentindo é maior que a capacidade do meu hemisfério esquerdo de explicá-lo." (Dr R. Sperry, Prêmio Nobel de Medicina em 1981).
Sabe-se, igualmente, que há pessoas com o lado equerdo mais desenvolvido; e outras, com predominância no funcionamento do lado direito.
Também é bem conhecido (mas, infelizmente, nem sempre aplicado) o fato de que a vida corporativa contemporânea exige um mix de profissionais, contemplando predominâncias distintas de hemisférios cerebrais, maximizando-se assim a eficiência, especialmente quando o ambiente proporciona um trabalho integrado e harmônico entre essas pessoas.
Em função da aceleração das mudanças, vivemos uma época em que, mais do que nunca, precisamos nos empenhar para bem administrar as nossas empresas e as nossas carreiras (hemisfério cerebral esquerdo) , mas nunca podemos parar de criar e inovar (hemisfério cerebral direito) para melhorar nossa competitividade.
É a integração de indivíduos com predominâncias cerebrais diferentes que possibilita o fluxo de novas reflexões (sobre velhos modelos), novos modelos (sobre velhas ideias), novas ideias (sobre velhos processos), novos processos (sobre velhos pensamentos). E assim, progressivamente, alcançam-se novos modelos, novas ideias, novos processos, novos pensamentos,...
Cabe às áreas de RH procurarem contratar pessoas de tal forma que ocorra esse mix na proporção adequada. E à empresa como um todo, a tarefa de proporcionar ambientes que permitam uma interatividade proveitosa, para a empresa e para cada um dos empregados, independentemente do seu tipo predominante de potencial (analítico/sintético, abstrato/analógico, digital/espacial, linear/sistêmico, verbal/introspectivo, operacional/estratégico, lógico/intuitivo,...).
Qual seria a melhor definição de EMPREENDEDORISMO? Coletei algumas:
"Uma atividade que permite criar, manter e fazer crescer uma empresa lucrativa".
"Comportamento que leva à criação de uma nova empresa".
"Uma nova produção de bens ou serviços, aproveitando-se uma oportunidade com todas as sua consequências".
"Novas iniciativas de negócios inicialmente concebidos e em seguida desenvolvidos psara atingir o mercado".
"Uma maneira de ver as coisas e um processo para criar e desenvolver atividades econômicas com base em risco, criatividade e inovação de gestão, no interior de uma organização nova ou existente".
Um colega disse que eu estava sendo arrogante com ele.
Certa vez, aprendi com um amigo (de Boston, USA) a frase "do not shoot the messenger". Isso implica que sempre que recebemos uma mensagem (do tipo daquela do meu colega), não devemos rebatê-la, sem antes refletirmos sobre a mesma. E foi o que fiz...
Por outro lado, aprendi com outro Amigo (de Nazaré, Israel) a frase "Não julgueis". Isso implica que pessoa alguma é grande o suficiente para julgar outro alguém. Pois o ato de julgar, em si, seria (este sim!) definitivamente arrogante.
Pensemos: quando uma pessoa julga a outra desse modo, quem estaria cometendo uma falta maior: o julgado (acusado de arrogância) ou quem julgou? De quem seria "a arrogância maior"?
É claro que aquele que julga sempre se justifica dizendo:
- Veja que legal que eu sou!... Estou lhe dando um feedback!....
E, achando-se protegido por detrás dessa frase, somente comprova sua postura covarde e traiçoeira: "a mão que afaga é a mão que apunhala" (sim, apunhala, pois quem realmente quer dar um feedbackpositivo, não realiza a crítica em público, como o meu colega fez, mas a pratica de forma pessoal e isolada).
O diálogo abaixo, que também é verídico, tem a ver com este assunto, sendo que foi travado em outubro de 1995, entre um navio da Marinha Norte Americana e as autoridades costeiras do Canadá, próximo ao litoral de Newfoundland.
Os americanos começaram na maciota:
- Favor alterar seu curso 15 graus para norte para evitar colisão com nossa embarcação.
Os canadenses responderam de pronto:
- Recomendo mudar o SEU curso 15 graus para sul.
O americano ficou mordido:
- Aqui é o capitão de um navio da Marinha Americana. Repito, mude o SEU curso.
Mas o canadense insistiu:
- Não. Mude o SEU curso atual.
O negócio começou a ficar feio. O capitão americano berrou ao microfone:
- ESTE É O PORTA-AVIÕES USS LINCOLN, O SEGUNDO MAIOR NAVIO DA FROTA AMERICANA NO ATLÂNTICO. ESTAMOS ACOMPANHADOS DE TRÊS DESTROYERS, TRÊS FRAGATAS E NUMEROSOS NAVIOS DE SUPORTE. EU EXIJO QUE VOCÊS MUDEM SEU CURSO 15 GRAUS PARA NORTE, OU ENTÃO TOMAREMOS CONTRAMEDIDAS PARA GARANTIR A SEGURANÇA DO NAVIO.
E o canadense respondeu:
- Aqui é um farol, câmbio!
Reflexão:
Às vezes a nossa arrogância nos faz cegos... Quantas vezes criticamos a ação dos outros, quantas vezes exigimos mudanças de comportamento nas pessoas que vivem perto de nós, quando na verdade nós é que deveríamos mudar o nosso rumo...
Serve para mim. Serve para meu colega. Serve para todos nós.
Hoje, “ficar com alguém” quer dizer exatamente o contrário: que NÃO SE VAI ficar com aquele alguém.
E hoje, onde nada (nem ninguém) fica, é possível admitir alguém que fica insistindo na mesma tecla? Dá para entender pessoas que ainda ficam com um só objetivo, uma só ideia (fixa e sem acento no “e”), um só pensamento?
Diz Rafael Cifuentes que, no nosso tempo, uma das maiores doenças é a vontade de triunfar a todo o custo.
De fato, a sociedade competitiva em que vivemos criou a necessidade psicológica do sucesso. É preciso subir na escala social! É necessário ganhar status! Despertar admiração!
A profissão tornou-se fundamentalmente um pedestal. Daí vem a corrida pelos postos rendosos e honoríficos, catalisada pelo doping da vaidade que lança adrenalina nas veias, incentivando à realização de um trabalho desmedido e descabido. Atividades frenéticas que acabam por desgastar a pessoa pelo stress, depressão e outros distúrbios psicológicos, a não ser que antes tenha sido fulminada pelo infarto.
Não raro, diz Cifuentes, o habitante das nossas cidades é um homem escravo, dominado pela paixão da vaidade e da ambição. Não é dono do seu destino pessoal. Faz parte da máquina de uma sociedade globalizada que enaltece a produtividade e tritura a “ineficácia”.
Acontece que, quando um homem não possui o comando da sua vida, perde a sua categoria humana, a sua prerrogativa essencial que o distingue da planta ou do animal: a de não ter uma vida autônoma.
Todos os fatores externos, a opinião alheia, os slogans propagandísticos, as ideias e sentimentos que a televisão, o rádio, os jornais e a Internet querem incutir em cada pessoa a marteladas, passam então a invadir o centro solene da sua alma e é como se injetassem uma espécie de “narcótico” nas veias do seu ser, colocando-o num estado pré-hipnótico.
É urgente que nos interiorizemos!
O homem que perdeu o silêncio e o recolhimento não somente perdeu um atributo: foi modificado em toda a sua estrutura.
Muitos já dizem que vida interior seria uma noção muito antiquada para o século XXI. Que aquilo que importa hoje seria somente o dinamismo e a eficácia, pois só seria possível sentir-se bem na ação. Reflexão, oração – dizem –, isso está bem para um monge, para uma freira, mas não para pessoas “comuns”. Pessoas estas que, hoje, têm muito a fazer... São continuamente assaltadas pelas responsabilidades e obrigações... Não têm um minuto livre... Vivem “na correria”... Os filhos, o cônjuge, os problemas em casa, o trabalho, a empresa, os negócios, os mil assuntos a resolver solicitam-lhes alguma ação, alguma atenção. Não há mais tempo para lero-leros.
No entanto, para os que assim pensam, é preciso ressaltar que aquilo que distingue o ser humano de uma máquina é precisamente o aspecto interior, os pensamentos, os sentimentos. Uma máquina realiza exteriormente o que o homem pode realizar, mas não pode sentir nem pensar.
Quem diz que só é feliz com a ação, está enganado!
A felicidade não está nas coisas sobre as quais um indivíduo atua – por exemplo, se é engenheiro, nos tijolos dos edifícios que constrói – mas ela se verifica em razão da plenitude que essa pessoa experimenta pelo exercício das suas faculdades criadoras.
A felicidade não está na eficácia e no dinamismo – termos mais de moda do que os da vida interior –, na rapidez em construir um prédio. Porque tudo isso pode ser feito muito melhor por uma máquina. E um homem poderia ter como ideal ser uma máquina, muito eficiente, mas que não sente nada?
O homem moderno diz que gosta de viajar. Mas o que é que dá valor a uma viagem? O ir de um lugar para outro, ou antes, a maravilha de descobrir o encanto de uma nova paisagem, que é uma experiência fundamentalmente interior?
É preciso que se note que a fonte da felicidade não está na ação exterior, mas no mais íntimo de cada qual, na plenitude interior que leva à ação.
Viver do exterior é viver
condicionado pelos acontecimentos.
Um homem devorado pela febre da ação não tem as suficientes reservas interiores para gozar plenamente dos resultados dos seus esforços.
O excesso do ‘fazer’
provoca a anemia do ‘ser’.
Evidentemente, devemos concordar com o caráter necessário da ação, reconhecendo as suas virtudes e os seus benefícios. Mas com a condição de que não chegue até ao esgotamento interior, no qual o homem despossuído do que ‘é’se converte em escravo do que ‘faz’.
O recolhimento e o silêncio interior são fundamentais
para se conseguir a paz, o equilíbrio e
a harmonia de uma vida em plenitude.
Há hoje muitas pessoas que vivem divorciadas de si mesmas porque não fazem silêncio por dentro. Não ouvem o que há de mais essencial, porque o ruído as impede de ouvir a voz do seu mundo interior, que é onde Deus se pode manifestar.
É por isso que tantos precisam de “terapias” especiais, e é também por isso que os homens que têm vida interior normalmente não precisam ir ao analista: a paz, fruto da meditação e da oração – sem reduzir-se simplesmente a isso –, não deixa de ser uma verdadeira e fecunda terapia salvadora.
Centralizam tudo, achando que é somente com elas que o negócio anda.
Essa mentalidade é jurássica!
O líder de hoje delega funções e as monitora.
Muitos chefes têm a intenção de delegar, mas só conseguem de fato abdicar, deixando seus subordinados mais inseguros e com a certeza de que lhes foi armada uma armadilha para que caiam e sejam recriminados posteriormente (pelo chefe, que diz ter "delegado").
Saber delegar é fundamental!
Quem delega mostra que confia na equipe, sendo que não interfere a todo momento nas coisas delegadas.
Novamente, isso exige despreendimento por parte de quem delega, além de muita maturidade, segurança e humildade.
Na semana que está encerrando, estive em excelente evento sobre Cidades Inovadoras, em Curitiba.
Durante o evento eram projetadas mensagens via Twitter, relativas às palestras que estavam acontecendo por lá.
Algumas mensagens positivas, outras nem tanto.
Então, pense comigo: como se comportarão os políticos, que agora querem entrar nas redes sociais, pois lá terão maior visibilidade? Coisas positivas aparecerão, outras nem tanto.
As tecnologias de telecom vão ser realmente poderosas quando ficaram tão transparentes, tão "invisíveis" e tão intuitivas para os usuários, quanto a eletricidade.
Creio firmemente que custa muito menos para uma empresa de telecom manter os clientes de sua carteira, do que conquistar novos clientes.
No entanto, a minha operadora de celular só passou a se interessar por mim no dia em que pedi para fazer a portabilidade numérica, mudando para a concorrente.
Atualmente, parece que ninguém quer dar mais nada de graça.
Nem mesmo o tempo!
Hoje, é tudo na base do "toma-lá-dá-cá", do "uma mão que lava a outra", do "não pregar prego sem estopa".
Assim, o gerente não conversa mais com os seus funcionários (veja, não estou falando de "conversar" durante as reuniões formais de trabalho!), nem se conversa mais com os clientes (novamente, não estou me referindo a "conversar" durante uma tentativa de venda ou na rotina de um pós-venda).
Como resultado, não se cria empatia. E não se avaliam mais as reais necessidades das pessoas.
Cada um, ao dar de graça um pouco do seu tempo, passa a conviver numa espetacular fonte de inovação e renovação, para si, para as outras pessoas e para as empresas.
Reserve um tempo na sua agenda para que você converse com os seus clientes e funcionários, participe de eventos na sua área e empresa, conheça melhor sua concorrência (estou falando dos seres humanos que estão por trás das empresas concorrentes), recicle seus conhecimentos sobre as pessoas com quem convive, aumente sua rede de relacionamentos,...
Particularmente, tento fazer isso diariamente, circulando pelas áreas de minha empresa, conversando e verdadeiramente me interessando pelo que as pessoas me contam. Noto, no entanto, que essa é uma atitude algumas vezes mal entendida e, em certas ocasiões, até mesmo compreendida como (pasmem!)...
Em post anterior, falei da quantidade enorme de dados que têm ficado disponíveis e da necessidade de tratá-los, colocando "uma inteligência" por trás dos mesmos, para que se possa extrair mais informações úteis.
Parece simples, mas poucos fazem isso com competência.
Sobre essa verdadeira enxurrada de dados, leia o que saiu na The Economist.
Fazer gestão significa identificar metas, providenciar e administrar os recursos necessários, desenhar e monitorar os processos e manter tudo funcionando, com grande atenção tanto nas macro-estratégias, quanto nos detalhes.
Tudo isso pressupõe controle, sendo que, no meu entendimento, é justamente aí que as coisas podem deixar de funcionar, pois alguém eventualmente até poderia controlar fisicamente as pessoas com quem trabalham (por exemplo, com cartões-ponto, catracas e biometria), mas nunca será possível o controle das suas mentes e dos seus corações.
E é justamente aí que surge o papel dos líderes. Estes, são os que se preocupam com o desenvolvimento de suas equipes, inspirando-as e as desafiando.
Nisso sim, eu acredito plenamente.
Porque significa atenção e respeito. O que funciona, sempre!
O assunto sempre me interessou, pois todos nós sabemos que há muitos dados disponíveis, sobre os mais diversos assuntos, alguns até ordenados "em layers", mas na verdade poucas pessoas (ou empresas) conseguem colocar "uma inteligência" nesse amontoado de dados e extrair as informações mais relevantes.
Outro dia, estive com um empresário de São Paulo que faz exatamente isso: reúne um universo enorme de dados e coloca "uma inteligência" para inferir coisas verdadeiramente incríveis sobre o comportamento das pessoas, a expansão das cidades, a influência dos negócios, etc. etc...
Aqueles que são responsáveis por coletar dados, que o continuem fazendo. Mas precisamos agora, e cada vez mais, trabalhar nas inferências a partir desses dados. E já há boas técnicas e ferramentas para nos ajudar nisso (ou empresas especializadas em inteligência de dados, para quem podemos terceirizar esse serviço)!
O economista-chefe do Google, Hal Varian, que também é o autor do bestseller "A Economia da Informação", falou recentemente sobre "a economia dos jornais: online e offline".
Enquanto ele diz que o baixo custo da Internet pode ser uma vantagem (segundo Varian, 50% do gasto de um jornal impresso é com distribuição e impressão), declara que a publicidade não consegue gerar receita suficiente para as publicações online.
Ele entende ser possível cobrar por conteúdo, mas somente por aqueles que forem "diferenciados" (isto é, para um mercado de nicho, portanto menor).
E, também, que o Kindle da Amazon.com, o iPad da Apple e outros equipamentos "leitores" podem representar uma esperança para a indústria, no sentido de que fornecem às pessoas uma experiência mais rica e agradável de leitura.
Falei sobre o fato de as empresas de equipamentos estarem controlando a Rede e ontem a Apple baniu vários aplicativos/conteúdos da sua loja virtual, por "serem considerados picantes demais, com fotos que podem ser consideradas obscenas".
Curiosamente, foram retirados aplicativos de fornecedores menores; o da Playboy, por exemplo, continua.
Aqui há não somente o interesse financeiro da Apple nos conteúdos que mais lhe pagam, mas é relevante o fato de que a empresa quer (neste momento de lançamento do seu novo equipamento iPad) apresentar-se aos pais dos futuros compradores (espera-se que muitos iPads serão vendidos a crianças e adolescentes) como "uma empresa responsável".
E então: a Rede está ou não ficando fechada (com a chave da porta ficando na mão dos fabricantes de equipamentos)?
Por muitos anos, temos nos preocupado com a Rede propriamente dita: quantos estão conectados a ela, qual a largura de banda, qual a taxa de compartilhamento...
Mas essa deixou de ser a questão importante! Vejamos:
Como já relatei aqui, o meu primeiro computador foi um Apple Mac. Naquela época, ainda não havia Internet. Era o Mac com o VisiCalc (a primeira planilha eletrônica), o MacWrite (para escrever), o MacDraw (para desenhos) e o MacPaint (programa de imagens e pinturas).
Mas, logo em seguida, surgiram os provedores de conteúdos: America Online e CompuServe eram os maiores. Rapidamente, esses dois angariaram milhões de usuários e viraram gigantes.
Depois vem a Internet (inicialmente com e-mail), seguida pela web que conhecemos hoje, com páginas em html.
E a web fulminou um negócio que era absolutamente promissor (o dos provedores pagos de acesso e conteúdo), à medida que ela passou a proporcionar conteúdos abertos, gratuitos e providos a partir de todos os cantos do planeta. Assim, acaba ocorrendo o que ninguém, à época, poderia prever: AOL e Compuserve foram rapidamente para o brejo.
Mas veja que curioso o que está ocorrendo hoje: Steve Jobs (o mesmo que lançou o Apple II e o Apple Mac), é o que coloca agora no mercado o iPhone e o iPad. Mas as condições desses lançamentos são, desta vez, completamente diferentes!
No passado, Jobs só percebeu que as pessoas estavam usando em seus computadores o VisiCalc, porque as vendas desses computadores dispararam por conta do aplicativo. O fundamental que eu quero dizer aqui, é que aquelas máquinas eram abertas para terceiros proverem livremente os seus aplicativos.
Hoje, a coisa é outra (bem outra!): o iPhone e o iPad são "parcialmente livres" (e, como a expressão "parcialmente livre" é uma incongruência em si, pode-se dizer que eles são verdadeiramente fechados, controlados, regulados). Quem desejar prover algum conteúdo ou aplicativo para essas plataformas, deve antes submetê-lo à aprovação da Apple, que tem toda a liberdade para aprovar ou negar a sua entrada nas plataformas. Adicionalmente, o que for comercializado ali será na base do compartilhamento de receitas, onde a Apple fica com a maior fatia.
Veja só que curioso! A abertura da rede (e dos devices) derrubou as "fechadas" AOL e CompuServe no passado. Enquanto que, hoje, os devices (lançados pelo mesmo Steve Jobs) estão agora fechando a rede novamente!!!
Essa deve ser a verdadeira discussão importante da atualizade: a Rede está ficando rapidamente fechada, passando a ser totalmente controlada pelos provedores dos devices, que decidem o que disponibilizar e que cobram o que querem pelo que for usufruído.
É urgente que se altere esse foco excessivo na pesquisa de caráter puramente acadêmico.
A China e a Índia fizeram isso e passaram a apostar no setor produtivo.
Em 2001, a China investia 0,95% de seu PIB em Pesquisa e Desenvolvimento. Passou a focar na pesquisa associada com a Inovação no setor produtivo. Hoje, a meta já é de 2,5% do PIB em PD&I. E o número de patentes que os chineses registram nos EUA tem crescido a uma taxa anual de 25%.
A Índia, em 1998, superou o número de patentes do Brasil. De lá para cá, também passou a focar em P&D para a Inovação a ser colocada no mercado. No ano passado, registrou seis vezes o número de patentes do Brasil.
O Brasil carece de uma melhor relação enrtre as empresas, as universidades e o governo. Além de investimento em gestão!
Este blog não está ligado à indústria, nem a governo e nem possui qualquer vinculação política. As opiniões são estritamente pessoais e o único objetivo é a disseminação e a troca de informações com vistas à atualização e ao aperfeiçoamento de pessoas com interesse em telemática e áreas afins.
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