domingo, 4 de outubro de 2009

Me, myself and I


Como não pude assistir "ao vivo" aos discursos de Obama e de Lula, disputando a sede das Olimpíadas de 1016, fui posteriormene buscá-los na Internet.

A fala de Obama é barbaramente egocêntrica! Preste atenção em quantas vezes ele pronuncia a palavras "I" e "my". Mais de 20, certamente! Aliás, ele já começa a sua fala com um "I come here".

Veja, em seguida, quando ele começa a efetivamente defender a candidatura dos EUA para as Olimpíadas de 2016: acho que já haviam passado uns 4 min de discurso (quando ele diz que os Americanos são melhores gestores).

E como ele conclui o discurso? Da mensma forma: com um "NÓS queremos que vocês votem em NÓS".

Na fala de Lula, por outro lado, ele não se vale da primeira pessoa, senão em "meu país" e em "meus amigos". E, ao contrário de Obama, logo no início ele já entra com dois excelentes argumentos pró Brasil.

É só clicar sobre os dois links acima, para comprovar!

sábado, 3 de outubro de 2009

Inovando com Wi-Fi

A agência de publicidade "W3haus" recentemente instalou na Avenida Independência, em Porto Alegre, um outdoor Wi-Fi.



O conceito é simples: quem estiver dentro de um raio de 50 metros do outdoor poderá navegar na web, de graça, acessando-a de seus computadores ou celulares.

E, ao acessarem, os usuários caem inicialmente na página web da agência.

Bom e original mecanismo de publicidade!

Os perigos da convergência (para refletir)

Plataformas abertas: entregando o que o usuário quer

O conceito de plataformas abertas é, no meu entendimento, o próprio futuro das TICs.

Elas permitem grande concorrência entre os service providers, com a conseqüente queda de preços, aumento de qualidade e enorme variedade de opções para os clientes.

Não é para menos que a loja da Apple faz tanto sucesso (leia aqui e aqui): no conceito de plataforma aberta, ela entrega o que o usuário quer!

Assista ao vídeo abaixo, que fala da Apple se tornando, em pouco tempo, a maior vendedora de músicas dos EUA:



Agora, o jornal "The Guardian" acaba de lançar, dentro da sua plataforma aberta, uma galeria de aplicativos desenvolvidos em torno do conteúdo do jornal.

A plataforma se vale de APIs (públicas) e de padrões abertos (cross-language e cross-plataform), o que possibilita com que sejam produzidos os mais incríveis mashups e aplicativos, baseados nas próprias informações disponibilizadas no portal do jornal!

No meu entendimento, o conceito é absolutamente genial, agregando grande valor ao conteúdo do jornal, ao transformá-lo em uma espetacular plataforma on-line de conteúdo "enriquecido".

Veja as implicações disso: é o jornal (e seu respectivo portal) se tornando "um meio", e não "um fim" nele mesmo!


Vale a pena dar uma passada por lá e verificar o que já se encontra disponível, observando o que está por detrás do conceito.

Conceito que pode ser aplicado nas mais diversas áreas de atuação, e que, incidentemente, está sendo implementado no Paraná, dentro do setor de telecom.

Inovação e simplicidade

Com esse conceito bem simples, Noémie Cotton ganhou vários prêmios de design.


Em um compartimento vão os amendoins, no outro as cascas. Genial!



Mais uma vez fica comprovado que, em geral, as idéias mais simples é que são são as melhores.

Pergunta: então por que muitas pessoas sempre procuram o "complexo", como se o "mais complicado" é que fosse caminho de sucesso e sinônimo de esperteza?


Gestão por resultados: qual o limite?


(clique na figura)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

ADMIRÁVEL...mente

35T3 P3QU3N0 T3XT0 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R C0M0 N0554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R C01545 1MPR35510N4ANT35! R3P4R3 N1550! N0 C0M3Ç0 35T4V4 M310 C0MPL1C4D0, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4ND0 A5 P4L4VRA5 QU453 4UT0M4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1T0.

T3M05 UM4 M3NT3 4DM1R4V3L!


4BR4Ç05,
D0 53U 4M1G0,


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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Já estava cansado de esperar?


Chegou o Google Wave!

Conceito inovador, combinando livros e vídeos



Conheça o Vook.

Coreia do Sul tem melhor banda larga do mundo; Brasil fica na 45ª posição


Ranking anual mede a qualidade da internet rápida de 66 países.
Japão, Suécia, Lituânia e Bulgária também estão no topo da lista.

Brasil ocupa 45ª posição de ranking de países com maior qualidade de banda larga.

A Coreia do Sul ultrapassou o Japão e a Suécia e assumiu a liderança em ranking anual que mede a qualidade da banda larga dos países, ajudada por incentivos do governo para tornar a nação como líder no mundo de tecnologia da informação, mostrou um estudo.

A pesquisa, conduzida pelas universidades de Oxford e Oviedo e patrocinada pela Cisco, mostrou que 62 de 66 países analisados melhoraram a qualidade dos serviços de internet rápida, do ano passado para cá.

A relevância da banda larga com qualidade está aumentando, já que novos aplicativos de internet -- como TV de alta definição -- precisam de conexões mais rápidas e melhores, avaliou o levantamento.

Os nove países mais bem colocados no ranking -- Coreia do Sul, Japão, Suécia, Lituânia, Bulgária, Letônia, Holanda, Dinamarca e Romênia -- já possuem banda larga com qualidade para tais aplicações.

O Brasil aparece na 45ª posição no estudo, atrás de dois dos outros três países que compõem o grupo dos Bric: Rússia está em 18º lugar e China na 43ª colocação, enquanto a Índia ocupa a 63ª posição.

Na classificação por cidades, os municípios japoneses Yokohama e Nagoya aparecem no topo da lista, à frente de Kaunas, na Lituânia.


Via: Reuters

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Cultura estratégica e vital


De quem deve ser a responsabilidade pelas mudanças e inovações?

Da alta administração da empresa?

Do setor de P&D?

Essa compartimentalização não é mais admissível, não devendo ser atribuição exclusiva de alguém, ou de alguma área da empresa.

Todos na organização devem se mobilizar, formando uma cultura de permanente mudança e inovação.



segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Y!ou

Yahoo! começou hoje uma campanha publicitária na TV, onde ela investirá 100 milhões de dólares.

Assista ao primeiro anúncio:


domingo, 27 de setembro de 2009

Ainda teremos um executivo no Poder Executivo

Os Americanos, há muitas décadas, valorizam enormemente os Administradores. Só mais recentemente é que nós, brasileiros, estamos fazendo isso.

É impressionante o aumento de Administradores diplomados no mercado brasileiro!

Nos últimos 15 anos, cerca de 2 mil novos cursos de Administração foram criados no Brasil. Passamos a ficar em terceiro lugar no planeta em termos de vagas universitárias para Administradores, só perdendo para os EUA e Índia.

Se cada um dos egressos desses cursos montar uma companhia e empregar 15 funcionários, em um curto espaço de tempo poderá ser o fim do desemprego em nosso país!

E, com esse boom de Administradores, a gestão das nossas empresas deverá ficar profissionalizada (pois, hoje, ela ainda é extremamente amadorística, em comparação com a gestão das empresas americanas). E deverá haver menos quebradeira (3/4 das empresas no Brasil ainda quebram antes do seu quarto ano de funcionamento). E então (quem sabe?) poderemos ter como Presidente da República um primeiro Administrador diplomado! Não seria má idéia, não é mesmo?

Pois creio que isso, um dia, ainda vai acontecer...


O problema do elogio

Por que precisa ser tão difícil elogiar?

Tenho visto que, quando um chefe elogia um subordinado, dizem que ele não fez mais do que a sua obrigação!

Por outro lado, quando um subordinado elogia um superior hierárquico, dizem ser puxa-saquismo, badalação.

Assim, não se ganha nunca!

Além disso, parece que as pessoas tendem a levar bem mais a sério uma crítica do que um elogio, sendo que muitas supõem que o elogio traz consigo alguma intenção oculta. E isso é inversamente proporcional à auto-estima: quanto menor ela for, maior é a resistência ao elogio e a suposição de uma segunda intenção por trás dele.

Por não conseguir enxergar (e acreditar nas) suas próprias qualidades, a pessoa nunca dá crédito aos elogios que lhe são feitos; no entanto, por outro lado, ela crê plenamente em todas as críticas que lhe dirigem!

Diga se você já não presenciou uma situação, como a seguinte:

Alguém diz para uma moça... - “Puxa, que blusa linda!”

E a resposta é... - “Você acha? Ah, mas é tão velhinha!... Tão sem graça... Está até desbotada, descosturada, olha esta manchinha aqui, aquele rasgadinho ali...”.

Ela menospreza a si mesma, sente-se diminuída em relação a outras pessoas, nunca aceita bem um elogio e age como se não o merecesse!

O que a impede de pura e simplesmente... Aceitá-lo?

Pode até acontecer que alguém que elogia tenha alguma intenção oculta (pode ser que queira um dinheiro emprestado, o carro para dar uma voltinha, que a outra pessoa faça um hora extra no trabalho, etc...). Mas, independente de algo assim poder eventualmente acontecer, acredito que na maioria das vezes trata-se simplesmente de um elogio, de uma forma de carinho, de uma manifestação honesta pelo bom, pelo belo, pelo agradável... Mas a pessoa, mesmo assim, pura e simplesmente
não se permite aceitá-lo!

Praticamente todo funcionário reclama pela falta de reconhecimento. Mas, muitas vezes, quando ele vem, em forma de elogio, não é aceito!

Agora, durma com um barulho desses!!!



sábado, 26 de setembro de 2009

Internet aberta, neutra, transparente

Excelente texto de Julius Genachowski!


Os prazeres e desprazeres do trabalho


Este livro acaba de ser lançado no Brasil.

A capa do livro de Alain de Botton

Ainda não o li, mas já conheço alguns dos trabalhos anteriores do autor, Alain de Botton, que numa entrevista sobre o livro, disse o seguinte:

------> 1. “Dinheiro é uma forma de amor. Não adianta alguém dizer “gosto muito de você”. Apenas quando você ouve “ok, vou lhe pagar 1 milhão de libras” você sente que é realmente necessário. É difícil você compreender que é importante quando é mal pago, mesmo se disserem que você é ótimo.”

------> 2. “O capitalismo moderno sugere que os seres humanos são apenas commodities, mercadorias que se pega e pelas quais se paga um preço.”

------> 3. “Existem pessoas que são felizes no emprego, mas são uma minoria. Não há razão, em tese, para que você seja infeliz no trabalho, mas há várias, na prática, para que a vida no escritório seja difícil. Se o cara que senta ao seu lado é um idiota, você vai odiar o trabalho, por melhor que ele seja.”

------> 4. “É impossível passar pela vida profissional sem pelo menos uma série de insatisfações, questionamentos e crises.”


Quaaaaanto negativismo!!!...



Fraternidade no lixo!

Outro dia assisti ao filme O Enigma do Colar (leia aqui, trailer aqui).

Impressionante! Fantástico! Não sei como jamais me ensinaram sobre O Colar da Rainha (Maria Antonieta) na escola, sendo que também nunca encontrei essa passagem nos livros comuns de História. Eu a fiquei conhecendo por meio do filme e, depois, pelo que encontrei na Internet.

Como se pode verificar, foi logo após esse espetacular incidente que ocorreu a Revolução Francesa (veja esta cronologia).

E foi no dia 26 de agosto de 1789 que alguns deputados franceses redigiram, na residência do então embaixador americano, Thomas Jefferson, a primeira constituição da República Francesa, quando é adotada como "princípios universais" a frase, atribuída a Jean-Jacques Rousseau, "liberdade, igualdade e fraternidade".

De lá para cá, esses três princípios continuam a ser discutidos, especialmente na sua inter-relação, isto é, na compatibilidade entre um princípio e outro.



Quando criança, eu tinha um professor que era altamente politizado, sendo que ele se auto-denominava como sendo "extremamente de esquerda". Esse professor sempre nos mostrava, com orgulho, álbuns de fotografias em que ele aparecia empunhando bandeiras vermelhas com o rosto do Che Guevara estampado ao centro das mesmas, em movimentos revolucionários de diferentes países.

Há muito tempo, portanto, escuto sobre "esquerda" e "direita", mas posso afirmar que nunca esses termos, de fato, me agradaram.

Foi mais recentemente que ouvi um discurso lúcido e corajoso sobre o assunto, proferido por Bento XVI durante a sua visita ao Brasil, dizendo que "tanto o socialismo quanto o capitalismo, falharam".

De fato! Se analisarmos hoje o lema da revolução francesa (os "princípios universais"), concluiremos que o capitalismo enalteceu a liberdade em detrimento da igualdade, sendo que o socialismo valorizou a igualdade, porém pisoteou a liberdade.

Bento XVI está certo: os dois sistemas possuem falhas. E vejo que, muito provavelmente, essas falhas se devem ao fato de que, tanto em um quanto em outro sistema, jogou-se a fraternidade no lixo!


Mal maior, mal menor

Há cerca de 3 semanas, peguei o famigerado H1N1.

Como se não bastasse a febre alta e as dores no corpo, logo vieram os efeitos colaterais do Tamiflu.

Com respeito a isso, fiquei pensando que uma pessoa torna-se suicida, porque ela tenta evitar passar por uma situação (desilusão amorosa, falência, etc.) que ela presume ser um mal maior (do que a própria morte).

E esta é a razão dela se matar.

O Tamiflu é exatamente o oposto: um mal menor (efeitos colateriais), em comoparação com o mal maior (a morte) que o H1N1 pode causar.

E esta é a razão de nós (gripados, não suicidas) tomarmos o Tamiflu.


Definição


Em geral, "guru" é uma pessoa que fala o óbvio, escreve o óbvio e (o que vou escrever a seguir não é nem um pouco óbvio), ganha com isso rios de dinheiro.


Tentativa e erro


No meu tempo de "piá" (como se fala em Curitiba), a Administração era um curso superior considerado "secundário", pois em geral era freqüentado por quem havia tentado o vestibular de Engenharia, e não passado. Essas pessoas faziam, então, o curso de Administração como "segunda opção".

De lá para cá, as coisas mudaram bastante. Os termos "marketing" e "gestão" entraram na moda e a Administração subiu muito de posto, sendo que hoje é desenvolvida, no mundo todo, uma infinidade de trabalhos verdadeiramente científicos nessa área.

Sim, a Administração ganhou status de "ciência", passando a ser tão intrincada e complexa como as demais. No entanto, curiosamente muitas pessoas ainda pensam que administrar é algo banal e que depende simplesmente da intuição e do bom senso. E é aí que reside o perigo.

Sabemos que, para gerir uma empresa (ou departamento, ou divisão, ou projeto), não é preciso que o profissional seja um administrador diplomado. No entanto, entendo que tanto os gestores, quanto as empresas, precisam se empenhar para que os profissionais conheçam o estado da arte da Administração, pois há muitos conhecimentos extremamente importantes e úteis, sendo desenvolvidos e disponibilizados nessa área, e que, certamente, devem ser utilizados nas organizações.

Um gestor competente, hoje,
precisa ter conhecimentos tanto de
marketing (mercado), economia, estatística, lógica...
Quanto de filosofia, antropologia, psicologia, sociologia...

Mas isso não é o que normalmente se encontra por aí. Muitos gestores são, por exemplo, engenheiros que passaram a vida toda se especializando em assuntos técnicos, sendo que, de repente, por uma "necessidade" de que uma determinada posição gerencial seja preenchida, ou por alguma influência pessoal (política, ou "de coleguismo"), essa pessoa passa a "administrar", não tendo o mínimo conhecimento para tal. E aí, ao ver-se "sem alternativas", ela acaba aprendendo na tentativa e no erro. Mas pergunto: as empresas de hoje, altamente competitivas, podem se dar ao luxo de terem gestores que simplesmente aprendam "na tentativa e erro"?

Peter Senge formalizou um conceito que é certamente bastante lógico e evidente: o das "empresas que aprendem". No meu entendimento, não há dúvida de que tal coisa é essencial para todo o funcionário, em especial para aqueles que estão (ou que desejam estar) em posições gerenciais!

Isso é mesmo "evidente"?

Então, por que é tão pouco praticado?!!!


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Gurus


Clique e ouça até o fim.


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Não é por acaso que os livros dele eram lidos por Hitler!

Na obra "Assim falava Zaratustra", Nietzche exprime seu pensamento de que os verdadeiros líderes em uma organização deveriam ser como "super-homens" e ter a liberdade para agirem com crueldade, se julgassem isso necessário para que as metas estabelecidas fossem alcançadas.

Para Nietzche, o importante é o resultado, sendo que as pessoas devem ser apenas "o recurso", "o meio", a "massa de manobra" para se atingir as metas.

Curioso é o fato de o Nietzche ter ficado famoso, posto que foi claramente um alucinado e que, comprovadamente, só escrevia sob o efeito de drogas pesadas.

Gestores centralizadores

Há quem alegue que muitos gestores com estilo centralizador conseguiram feitos espetaculares em termos de resultados. Isso até pode ser verdade; entretanto, é certo que ao mesmo tempo eles destruíram a moral de suas equipes. E, como resultado, quando esses gestores se aposentaram, os seus funcionáros nunca mais conseguiram se sobressair (pois foram, a vida toda, cruelmente abafados pela sua chefia).

O fato é que, se você já teve o "privilégio" de trabalhar com um gerente centralizador, certamente sabe bem o que é se sentir irrelevante. E então eu lhe pergunto: como é que alguém pode ser feliz e motivado, sentindo-se irrelevante?

Entendo que uma função gerencial importantíssima é fazer com que os gerenciados sintam-se que estão trabalhando, para uma causa, COM o gerente (e não PARA ele). E isso é fundamental para que se mantenha alta a moral, a motivação e o comprometimento da equipe.

Na verdade, poucas coisas são mais importantes para o funcionário do que a liberdade para criar e para poder utilizar ao máximo o seu potencial.

O gestor que castra alguma dessas coisas demonstra egoísmo, maldade e ignorância.

Pesquisa mostra grau de dependência a telefones celulares


O seu celular é como uma parte de seu corpo? Uma pesquisa global mostra que a maioria das pessoas não pode viver sem seu telefone móvel, nunca saem de casa sem ele e, se pudessem escolher, prefeririam perder a carteira ao aparelho telefônico.

Chamando os celulares de "controle remotos" para a vida, um estudo da empresa de pesquisa de mercado Synovate diz que o celular é tão onipresente que até o ano passado havia mais pessoas com um aparelho no mundo do que pessoas sem algum.

Cerca de 75 por cento dos mais de 8.000 entrevistados online em 11 países afirmaram que levam o celular para todos os lugares onde vão, sendo os russos e cingapurianos os mais ligados ao aparelho.

Mais de 30 por cento também disseram que não poderiam viver sem os celulares, com destaque para os taiwaneses e novamente cingapurianos, enquanto 25 por cento acham que é mais difícil substituir o celular do que uma bolsa.

Cerca de 60 por cento dos entrevistados dormem com o celular por perto e não são capazes de desligá-los, mesmo quando querem, porque têm medo de "perder alguma coisa".

"Os celulares nos dão segurança e acesso instantâneo à informação. Eles são a ferramenta número um de comunicação para nós, algumas vezes superando a comunicação pessoal. Eles são nossas conexões com nossas vidas", afirmou o diretor gerente da Synovate's em Taiwan, Jenny Chang.

Os telefones celulares também mudaram a natureza das relações, com o estudo mostrando que aproximadamente metade das pessoas usam SMS para flertar. Vinte por cento combinam o primeiro encontro via mensagens de texto, e quase o mesmo número de indivíduos utilizam do mesmo método para terminar um relacionamento.

Além do óbvio SMS e das chamadas telefônicas, as três funcionalidades mais usadas regularmente nos telefones móveis no mundo são o despertador, câmera e jogos.

Quanto ao e-mail e acesso a Internet, 17 por cento dos entrevistados disseram checar suas caixas de entrada ou navegam na rede via celular, principalmente os norte-americanos e britânicos.

Um em cada dez usam sites de relacionamento como Facebook e MySpace regularmente pelo celular, novamente com destaque para britânicos e norte-americanos.

Mas nem todos são entendidos em tecnologia: 37 por cento das pessoas entrevistadas afirmaram não saber usar todas as funções do aparelho que possuem.

A pesquisa foi feita em junho de 2009 no Canadá, Dinamarca, França, Malásia, Holanda, Filipinas, Rússia, Cingapura, Taiwan, Grã-Bretanha e Estados Unidos.

(Via Reuters/Brasil Online - Por Miral Fahmy)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Palavras sobre as palavras

As palavras muitas vezes atrapalham, sendo sempre bastante difícil que as elas reflitam, com exatidão, toda a riqueza dos nossos pensamentos e das nossas emoções. Isso explica porque, freqüentemente, ficamos "girando" em torno delas. Tal fenômeno não ocorreria se fosse fácil a expressão das idéias através de palavras, quando o entendimento poderia ficar estabelecido muito mais rapidamente.

Penso que em várias ocasiões, por não colocamos a devida quantidade de "vírgulas" no entendimento das palavras, paramos com o raciocínio no "meio" do caminho, e assim não podemos enxergar além, nas entrelinhas, nem sob a ótica do pensamento que o emissor desejou expressar. Adicionalmente, em diversas ocasiões damos mais importância à grafia do texto, ou à forma e ao tom com que ele é dito, ou à linguística propriamente dita, do que à reflexão que deveríamos fazer para chegarmos ao significado pretendido.


Um outro aspecto, sobre o mesmo assunto:

Às vezes nós falamos sem pensar. Mas você já tentou fazer o contrário: pensar sem o uso de palavras? Pois acredite: isso é plenamente possível! Uma criança, antes de aprender a falar, pensa. E um adulto que tenha sido criado sem contato humano (como o Tarzã, por exemplo), obviamente pensa. O pensamento é feito com base em imagens mentais.
E o pensar, sem falar, é um ótimo exercício!

Tente também rezar, sem se valer de palavras. Este é um estágio bastante elevado de oração (em relação à oração que é falada ou pensada por meio de palavras). Você simplesmente permanece em SILÊNCIO, apenas CONTEMPLANDO Deus, em uma disposição de GRATIDÃO e de ENTREGA. Posso garantir: tal experiência pode ser difícil no início, mas é quando a pessoa se encontra mais próxima do Criador, pois não haverá mais nada (nem palavras) entre ela e Ele.




ROWE - o sonho de muitos!


Você já imaginou um ambiente de trabalho em que o funcionário pode fazer suas tarefas com plena liberdade, ele mesmo controlando seu próprio horário e calendário, bem como executando as tarefas no local em que ele desejar, dentro ou fora da empresa, contanto que ele... As realize?

Esse é um modelo de grande sucesso em muitas empresas que optaram por dar liberdade ao funcionário, cobrando por resultados.

O modelo é conhecido por ROWE. Leia mais sobre o assunto aqui (em inglês), sendo que há várias referências interessantes no fim do texto.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Rompendo a casca

Ontem, assisti a um programa na TV sobre o desenvolvimento dos insetos.

Foi muito curioso perceber que um inseto, para se desenvolver, precisa romper uma casca rígida (chamada "exoesqueleto") que, ao mesmo tempo que o protege, ela o aprisiona.

Na verdade, o inseto rompe essa casca por várias vezes durante a sua existência, em um processo que não só lhe é traumático, como o deixa vulnerável por muitas horas.

Mas o inseto precisa romper a casca para se desenvolver!

Fiquei pensando que, nesse aspecto, algo semelhante ocorre com os seres humanos, que necessitam romper modelos antigos (muitas vezes, também muito rígidos!) para que possam se desenvolver.

Os velhos modelos podem dar uma sensação de segurança, mas por outro lado essa situação aprisiona e impede o crescimento.


A vontade, a estratégia e a execução



Ram Charam, consultor e autor e muitos e excelentes livros, afirma que o "elo perdido" entre a estratégia e a execução é a vontade.

Portanto, ele prega que o fator humano é essencial na gestão dos negócios.

"Afinal, de que adiantariam as melhores estratégias corporativas, sem a existência de profissionais verdadeiramente comprometidos em implementá-las?".

E implementar estratégias, segundo Charam, envolve... Vontade! Envolve querer fazer.

A execução sem a estratégia é burra e tende a virar desastre ou a rapidamente cair na obsolescência. E a estratégia sem a execução de nada vale, pois desse modo não se alcançam os resultados esperados.

Uma coisa não vive sem a outra. É necessário que se cuide de ambas! E é preciso conectá-las pela vontade, pelo querer implementar, pelo desejar fazer. E essas não são coisas que possam ser impostas, por serem disposições interiores.


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A praga do muro

O muro parece ser "o lugar" em que muitas pessoas, hoje, acham-se confortáveis.


Mas estar em cima do muro é pura alienação, é a mais completa anulação da personalidade individual, é a redução (ou a perda total) da capacidade de um indivíduo em pensar e agir por si próprio!

O fato é que estamos vivendo um relativismo
(*) sem precedentes. Ninguém mais quer tomar partido. Ninguém mais quer fazer afirmações categóricas, ou firmes, sobre qualquer coisa. Ninguém mais quer "se expor". É o que eu chamo de a praga do muro!

E esse relativismo tem sido evidente nos mais diversos campos. Vou dar alguns exemplos.

Exemplo 1: na religião, ele fica muito claro. Até parece que virou moda dizer "sou católico, mas não praticante". No entanto, ao pé da letra, isso quer dizer o mesmo que "não tenho religião alguma"! Seria algo semelhante a "gosto de amizade, mas nunca tive amigo algum". Uma total incongruência, não é mesmo? Mas, infelizmente, hoje, ter uma fé clara parece que virou sinônimo de "fundamentalismo", o que denota uma total inversão das coisas!

Exemplo 2: alguém diria "sou atleta, mas nunca fui praticante"? Isso teria algum sentido? É claro que não!

Exemplo 3: teria sentido alguém dizer "geralmente não sou homossexual... Só às vezes!"??? Acho que não é preciso nem responder...

Concluindo:

Para certas coisas, simplesmente não se pode ficar em cima do muro!
Ou você "é", ou você "não é".
Ou você "crê" (e pratica) ou você "não crê" (e não pratica).
Não há meio termo!

Atualmente, no entanto, ao declarar isso você passa (pasmem!) a ser rotulado de "RADICAL".

Mas o ponto que quero provar é exatamente esse:

É PRECISO SER RADICAL, EM MUITAS E MUITAS COISAS!

Infelizmente, o termo RADICAL ganhou, ao longo dos anos, uma conotação negativa, o que não deveria (jamais!) ter ocorrido. Novamente, exemplifico...

Exemplo 1: imagine se sua mãe tivesse sido diagnosticada com um tumor maligno. Você, por acaso, diria ao médico "doutor, faça a operação, mas por favor não seja radical, deixe um pouquinho do câncer dentro dela, ok?". Só se você fosse um louco é que diria um absurdo desses!!!

Exemplo 2: você gostaria que seu cônjuge não fosse radical na sua fidelidade a você?

Exemplo 3: se voê possuísse um loja, iria querer contratar um gerente que não fosse radical em sua honestidade?

Ou você preferiria "dar uma chance ao câncer de sua mãe", ter uma esposa "mais ou menos" fiel e manter na sua loja um gerente "meio" honesto?

Se esse é o caso, então tenha certeza de uma coisa: você já contraiu a praga do muro ou a doença do não-radicalismo
. E desculpe a sinceridade, mas realmente só me resta uma coisa a dizer: VÁ SE TRATAR!


(*) Relativismo significa que não podemos conhecer a verdade como tal, ou em sentido pleno: cada um tem a sua “verdade”, o que é um grande e perigoso engano!

domingo, 20 de setembro de 2009

Diferenciação

Acredito que, no cenário altamente competitivo de hoje, há alguns condicionantes que podem ajudá-lo (ou ajudá-la) a se diferenciar.

Quais seriam? Bem... Não poderei ser exaustivo (longe disso!), mas aqui vão alguns, que entendo serem relevantes.

Para início de conversa, a alegria. Em situações de muita pressão, estresse e mau-humor, é certo que não conseguimos criar. Assim, penso que o líder deve ser capaz de contagiar as pessoas que estão ao seu redor, transmitindo alegria no trabalho. A paixão (o brilho nos olhos) pelo que é feito e a "leveza" em suas decisões, podem ser determinantes para motivar a sua equipe a seguir em frente, mesmo nos momentos difíceis ou de crise.

Além disso, o líder deve procurar, juntamente com o seu time, discutir sempre "o por quê" das coisas, isto é, o motivo de cada ação. O motivo da ação é fator determinante para a motivação.

Finalmente, o líder deve ser capaz de transmitir esperança, e isso significa fazer a equipe acreditar no futuro.